quarta-feira, 28 de setembro de 2022

 

REFLETINDO A ALMA

GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS

livro em leitura e estudo: Jesus e atualidade

 

texto em estudo: Jesus e Honra

 

A estrutura psíquica de Jesus é o modelo da perfeita identificação com a tarefa que Ele veio exercer.

 

Ele pôde penetrar nas leis fundamentais da vida que conduzem os homens, estabelecendo em palavras e atos os roteiros seguros para o equilíbrio fisiopsiquico de todos.

 

Projetando a Verdade, não esmagava com a Sua natural superioridade, não absorvendo cada individualidade, que se tornava mais independente.

 

Aqueles que se Lhe afeiçoavam, encontravam a paz e, por isso, escolhiam seguí-Lo livremente.

 

Ele sabia despertar as potencialidades latentes em cada um, canalizando-as para as ações saudáveis, por cujo esforço se fruíam júbilos e plenitude.

 

As parábolas, que trazem as Suas instruções, continuam adequadas para os problemas atuais, trazendo sentido harmônico e orientação capazes de serem aplicadas sem conflito de época nem de pessoa.

 

O homem moderno continua de certo modo, com as mesmas aspirações e necessidades dos seus antepassados, ressalvadas algumas conquistas alcançadas através dos tempos.

 

Desse modo, ainda vivenciam carências e inseguranças que lhe perturbam as estruturas emocionais.

 

Para alcançar a liberdade interior e a emancipação, precisa da luz do conhecimento e da coragem para entregar-se com decisão à honra dos objetivos que persegue.

 

Saber o que quer da vida e como consegui-lo, é o processo-parto de amadurecimento pessoal rompendo com as suas próprias raízes os atavismos que lhe procede do passado espiritual.

 

Para este esforço, a honra se lhe torna o inigualável guia interior, impulsionando-o para frente, nos passos que deve dar, sem mais deter-se.

 

Na ruptura dos laços familiares constringentes, Jesus, sem deixar de atender aos compromissos morais e sociais com o clã a que pertencia, demonstrou a grandeza da coragem que a honra pessoal Lhe facultava.

 

Buscado pela família, que Lhe ignorava o ministério, duvidando da Sua missão, e assim tentando interrompe-la, quando Ele impunha as bases da Boa Nova nos corações, foi advertido por alguém que Lhe disse: - Tua mãe e Teus irmãos aí se encontram e chamam por Ti.

 

 Chegara o momento da inevitável e honrosa decisão, Lhe permitindo perguntar com tranquilidade:

- Quem é meu pai, minha mãe, quem são meus irmãos, senão aqueles que fazem a vontade de Deus?

 

A estupefação geral não O perturbou e Ele continuou como se nada ouvesse acontecido.

 

                                     *

 

Honra é a coragem de eleger o melhor.

A dubiedade na decisão entre os que O desejavam reter e aqueles que Lhe necessitavam da presença das lições, seria a lamentável falência dos objetivos que buscava.

 

Não há, aí, desrespeito aos familiares. Estes sim, presunçosos e amedrontados, sem O consultarem, desrespeitam-Lhe a opção de homem independente, que viera para um apostolado que jamais negara qual seria o término: a humilhação, a cruz, a morte.

 

A Sua honra levava-O ao prosseguimento, mesmo que lutando contra todos os fatores hostis.

 

Ele viera romper os impedimentos, retirar ou arrrancar a escultura modelada do homem integral, do mámore frio da sociedade utilitarista e escravocrata.

 

O cinzel e o martelo para arrebentar a pedra eram a honra e o dever. Nada podia emparedá-Lo nos limites das conveniências, dos receios pueris, das afeições imaturas.

 

Vinte séculos depois, ei-Lo o mesmo escultor de almas, trabalhando o granito das vidas, para libertá-las.

 

                                  *

 

Tua honra deve modelar-se na dEle.

 

Tua decisão para a felicidade, rompendo as estruturas passadistas e acomodadas, é a força do teu empreendimento.

 

Entra em ti mesmo e ausculta a consciência, o teu guia íntimo, para saberes o que pretendes, o que é melhor para ti e como conquistá-lo.

 

A tua libertação diferirá daquela que rompe vínculos de afetividade para soltar-se, escravizando-se a outras situações piores.

 

A honra de encontrar um guia interno, que te orienta nos fundamentos da vida de Jesus, é o desalgemar-se ou melhor desprender-se de tudo que ti retém, para seguires em plenitude.

 

Por isto, não serás mais o mesmo, nem ti repetirás.

 

A consciência do dever se manifestará a ti na honra de seguir em padrões de respeito a todos e a tudo, porém de liberdade total sob a liderança de Jesus.

 

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, no livro Jesus e Atualidade, Trabalhado e estudado por Adauria Azevedo Farias. Em 28/09/2022.

 

terça-feira, 13 de setembro de 2022

 

 

 

REFLETINDO A ALMA

GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS

livro em leitura e estudo: Jesus e atualidade

 

texto em estudo: 


Jesus e Tolerância

 

 

Na Psicologia Profunda, o julgar as faltas alheias é grave ação de desumanidade em relação a quem erra.

 

O problema do pecado é de quem o pratica, que fica, a partir dali, envolvido em doloroso processo de autoflagelação, buscando, mesmo que inconscientemente, liberar-se da falta que lhe pesa como culpa na consciência.

 

A culpa é  sombra perturbadora na personalidade, responsável por enfermidades soezes, causadoras de desgraças de vária ordem.

 

Insculpida nos painéis profundos do  individuo, programa, por automatismos, os processos reparadores para si mesmo.

 

Toda impiedade, através dos julgamentos arbitrários, gera, mecanismos de futura aflição para o acusador, sendo ele mesmo uma consciência sob o peso de vários problemas.

 

Julgando as ações que considera incorretas no seu próximo, realiza a projeção da sua sombra como autojustificação, que não o liberta (livra) das suas próprias mazelas.

 

Por isso a tolerância, se impõe a todos como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do caído, lhe oferecendo mãos generosas para o soerguer.

 

Na acusação, no julgamento dos erros do outro, deparamos com propósitos ocultos e vingança-prazer por constatar a fraqueza dos outros indivíduos, que sempre merecem a misericórdia que todos esperamos encontrar quando em situações equivalentes.

 

Jesus sempre foi severo na educação dos julgadores da conduta alheia.

 

Há cortes e autoridades dedicadas ao trabalho de saneamento moral da sociedade, responsáveis pelos processos que envolvem os delituosos e os julgam, estabelecendo os instrumentos reeducativos, nunca punitivos, pois que, se o fizessem, cairiam nos mesmos erros, ou até em erros mais graves.

 

O julgamento pessoal, que desconhece ou não considera as causas que geram os problemas, mostra o primitivismo moral do homem ainda “lobo” do seu irmão.

 

O Mestre estabeleceu a imagem do homem que tem uma trave dificultando-lhe a visão, mas, vê o cisco no olho do seu próximo.

 

A proposta é rigorosa, de claridade iniludível, que não permite qualquer evasão de responsabilidade.

 

Ele mesmo, ante da multidão aflita, equivocada, perversa, insana, em vez de julgá-la, tomou-se de compaixão e ajudou-a.

 

Naturalmente não solucionou todos os problemas, nem atendeu a todos, como eles o desejavam. Não obstante, compadecido, os amou, envolvendo-os em ternura e ensinando-lhes as técnicas de libertação para conquistarem a paz.

 

 

Tem compaixão de quem tomba. A consciência dele será o seu juiz.

 

Ajuda a aquele que cai. Sua fraqueza já lhe é  punição.

 

Tolera o infrator. Ele é o teu futuro, caso não tenhas forças para prosseguir bem.

 

A tolerância que utilizares com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás, quando chegar a tua vez, já que ninguém é inexpugnável, nem perfeito.

 

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, no livro Jesus e Atualidade, Trabalhado e estudado por Adauria Azevedo Farias. Em 13/09/2022.

sábado, 10 de setembro de 2022

 

Blog: Psicologia Espírita

REFLETINDO A ALMA

GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS

livro em leitura e estudo: Jesus e atualidade

 

texto em estudo: Jesus e Amor

 

A figura humana de Jesus confirma a Sua procedência e realização como o Ser mais perfeito e integral encontrado na Terra.

 

Toda a Sua Vida se desenvolveu em integração profunda com a Consciência Divina, conservando a individualidade em um perfeito equilíbrio psicofísico.

 

Como consequência, Ele transmitia confiança, porque possuía um caráter com transparência diamantina, que nunca se submetia às situações em vigor, características de uma cultura primitiva, na qual predominavam

 o suborno das consciências,

o conservadorismo hipócrita,

uma legislação tão arbitrária quanto parcial e

a preocupação com a aparência com prejuízo dos valores reais do indivíduo.

 

Trazia verdadeira coragem, colocava-se contra a injustiça independente do lugar nem de quem se apresentasse, não se omitia, mesmo quando se atribuía legalidade ao crime.

 

Paciente e pacífico, sempre sereno nas situações mais difíceis; jovial, nos momentos de alta emotividade, demonstrando a inteireza dos valores íntimos, em harmonia.

 

Numa sociedade agressiva e perversa, elegeu 

o amor como a solução para todas as questões, e 

o perdão irrestrito como terapêutica para todas as enfermidades.

 

Não apenas ministrava-o por palavras, mas sobretudo, em suas atitudes claras e francas, buscando alcançar especialmente

aos infelizes,

aos detestados,

aos segregados,

aos carentes.

 

Nem se submeteu às conveniências perversas

de raça, 

ideologia,

partido

e de religião,

com prejuízo do amor sem distinção e amplo a todos que O cercavam ou O encontravam.

 

Por amor, elegeu um samaritano, para dele fazer o símbolo da solidariedade.

 

Com amor, liberou uma mulher equivocada, tirando-lhe o complexo de culpa.

 

Pelo amor, atendeu à estrangeira síro-fenícia que Lhe pedia socorro para a enfermidade humilhante.

 

De amor eram cheios 

Seu coração

Suas mãos 

para espalhar com os espezinhados, fosse 

um cobrador de impostos,

uma adultera,

o filho pródigo, 

a viúva necessitada,

ou a mãe enlutada.

 

Sempre trazia amor na Sua trajetória, iluminando as vidas e amparando as necessidades

dos corpos,

das mentes,

das almas.

 

Compadecia-se de todos no entanto, mantendo a energia

que educa,

edifica,

disciplina e

salva.

 

Chorou sobre Jerusalém,

enfrentou a farsa farisaica,

advertiu os distraídos,

condenou a hipocrisia e

deu Sua vida em holocausto de amor.

 

Nem se perdeu em

sentimentalismos ingênuos ou

agressividades grosseiras.

 

O amor Lhe aponta

os passos,

as palavras e

os pensamentos.

 

Tornou-se e continua como o símbolo do amor integral em favor da humanidade, à qual dedica um sentimento humano profundo e libertador.

 

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, no livro Jesus e Atualidade, Trabalhado e estudado por Adauria Azevedo Farias. Em 10/09/2022.