domingo, 14 de abril de 2013


Voltando ao Passado

Continuação do artigo A Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung

Carl Gustav Jung nasceu no dia 26 de julho de 1875, na pequena aldeia de Kesswill, às margens do Lago Constança, na região nordeste da Suíça.  Desde muito pequeno, vivia experiências e sensações peculiares para uma criança da sua idade, que não contava a ninguém.  Mas tarde descreveria sua infância como um período de solidão quase intolerável.

Aos quatro anos, juntamente com sua família, foi morar em Hüningen, nos arredores da Basileia, pois seu pai, Paul Achilles Jung, pastor protestante, fora transferido.  E foi em Basileia que Jung completou seus estudos, inclusive o curso de Medicina.

Entre os temas que inquietavam o espírito de Jung, a religião constituía uma barreira que dificultava a comunicação com o seu pai, fazendo com que essa relação tivesse algumas restrições.  Desde cedo, Jung via nele um homem estagnado, sem forças para seguir sua linha própria de desenvolvimento, sem coragem de viver a própria vida; um homem que não conseguia enfrentar as dúvidas religiosas que o atormentavam.

Esses conflitos persistiram durante toda sua adolescência, e estimulado pela mãe, Jung buscava nos livros respostas para as suas interrogações, o que na maioria das vezes eram tentativas inúteis e frustradas.  Quando buscava tirar dúvidas com o pai, essas discussões religiosas terminavam invariavelmente de maneira insatisfatória, muitas vezes em brigas e ressentimentos.

Jung viveu muitas experiências ‘misteriosas’, que o marcaram profundamente. A primeira aconteceu um dia quando ele estava estudando no quarto.  Ouviu de repente um ruído alto, semelhante a um tiro de revólver. Foi para a sala vizinha, onde a mãe estava sentada a cerca de um metro da grande mesa de jantar.  Verificou que na mesa, feita de um velho carvalho, surgiu uma fenda que atravessou-a por completo.  Jung sentiu-se perplexo, pois a fenda não poderia ter sido produzida por mudança de temperatura, nem pela umidade.

A segunda experiência ocorreu numa tarde.  Desta vez, foi uma grande faca de pão, colocada dentro da cesta, que se partiu em vários pedações em circunstâncias misteriosas.  Pouco depois desses acontecimentos, Jung começou a frequentar sessões espíritas e de mesa em casa de parentes, todos os sábados à noite.  Esses fenômenos misteriosos agiram no sentido de dirigir seu interesse para a Psicologia e para psicopatologia.

Mas foi somente aos 24 anos de idade que Jung descobriu o campo compatível com os seus interesses, a Psiquiatria: ”enfim o encontro da natureza e do Espírito se tornava realidade.” (JUNG, 1975).

Em dezembro de 1900, Jung assumiu o cargo de assistente do Hospital Burghölzli de Doenças Mentais, em Zurique, trabalhando então com Eugene Bleuler, famoso pelo seu trabalho com a esquizofrenia.

Em 1903, Jung casou-se com Emma Rauschenbach, que foi uma grande colaboradora do marido, até quando ela desencarnou, em 1955.

Transcrito do artigo A PSICOLOGIA ANALÍTICA DE CARL GUSTAV JUNG escrito por Iris Sinoti  – no livro  REFLETINDO A ALMA. pp.130-132.- dia 14-04-2013.

Continua...

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