sexta-feira, 22 de agosto de 2014


A aquisição da totalidade

Depois de conquistar uma floresta densa, o primeiro passo vai ser abrir clareiras na sua escuridão e densidade, para entrar luz e haja espaço para a construção de posto avançado de serviço e repouso.

O inconsciente é como uma floresta densa, a parte submersa de um iceberg flutuando  no tumulto da existência física.

A maioria dos atos e comportamentos humanos, vem do inconsciente, sem  interferência da consciência lúcida.

Arquivados no inconsciente coletivo estão  a história da Humanidade, os diferentes períodos vividos, restando pequeno espaço para o inconsciente individual, responsável pelos registros atuais, desde a concepção até a atualidade.

É sensato e verdadeiro dizer, que o Self se estruturou através das reencarnações, por onde esse princípio inteligente desdobrou os conteúdos adormecidos em germe, seu Deus interno, até o momento da consciência.

As impressões que se referem às memórias coletivas nesse inconsciente procedem, porque dizem respeito às vivências individuais ou às informações transmitidas pelos contemporâneos ou ascendentes que as viveram.

Para integrar esses arquétipos predominantes  no ser humano, é indispensável o amor a si mesmo, conforme recomenda o sublime Psicoterapeuta Jesus-Cristo.

Conhecedor da sombra individual e coletiva, que perturbava o ser humano.

Na Sua proposta psicoterapêutica através do amor, Ele destacou o amor pessoal, a si mesmo, em razão dos escamoteamentos, quando se procura amar ao próximo, impossibilitado do que se deve a si mesmo, ao Self.

Essa é uma artimanha da sombra, disfarçando o transtorno da indiferença ou da animosidade contra o próprio ser, dos conflitos perturbadores no íntimo, em fuga espetacular para valorizar o outro com desprezo pelos próprios sentimentos, suas conquistas e seus prejuízos.

Quando o individuo não se ama, apaixona-se, deslumbra-se, admira o outro e diz ama-lo, até quando a convivência demonstra que se tratava apenas de uma explosão sentimental sem profundidade nem significado.

Muitos dizem amar, para logo apresentar-se decepcionados por perceberem que o outro lhes é semelhante, trazendo também os polos opostos, presos a dificuldades e limites, que o afetuoso gostaria que ele não tivesse, esperando compensações por suas fraquezas.

O amor a si mesmo deve ser centrado no autorespeito e na autoconsideração que cada um se merece, identificando a sua sombra, que é familiar aos demais, aceitando-a e diluindo-a, com a amizade e a compreensão.

Não é ficar contra as imperfeições - a sombra interior - mas identificá-la, para  reforçá-la, ou seja, conscientizar-se de que ela existe considerando-a parte da sua vida.

Lutar contra a sombra é desgaste inútil de energia. Quando é identificada, a energia volta à psique, e, conforme a mesma seja integrada, mas vigor conquista o ser consciente.

É preciso, uma atitude ativa, porque a passividade, a anuência com a ignorância, nada fazendo para modificar a sua estrutura, alterando-a e dissolvendo-a, alimenta a violência de todo tipo, que desagua entre os poderosos terrestres em guerras violentas, espalhando a sombra coletiva  a arbitrariedade e a prepotência.

O bem e o mal se originam na psique humana, como resultado de experiências anteriores vivenciadas pelo Self. Como a sombra, os antagonismos podem e devem ser enfrentados através de diálogos com os opostos, que esclarecem a sua finalidade e os seus gravames.

Nos relacionamentos entre amigos e parceiros, sempre ocorre a fragmentação, onde essa convivência é de curto prazo, mesmo quando começa com entusiasmo e ardor. De um para outro momento percebe que a sua voz interior não apenas critica-o, lamentando a conivência, informando da sua indignidade ou inferioridade com relação ao outro, mas também pelo surgimento de uma agressão ferina, de apontamentos desagradáveis sobre um amigo ou parceiro...

Essa ocorrência produz o comportamento exterior sem correspondente íntimo, abrindo espaço ao cansaço ou à indiferença, a uma saturação emocional, tirando o prazer que antes havia naquela convivência.

Não se deve desconhecer a voz interior, principalmente se crítica ou mordaz, responsável por comentários depreciativos da própria pessoa ou de outrem.

É necessário o seu enfrentamento lúcido e natural, diluindo a tensão que se estabelece entre o consciente e o inconsciente.

Normalmente, diante de uma bela performance exterior, surge a voz interna que censura, que abomina, que recalcitra com relação àquele desempenho.

Essa tormentosa sombra imanente na psique faz parte do ego que espera a importante contribuição do Self libertador.

Considere-se a sombra uma questão moral, não escondendo através de sacrifícios, sevícias ou autoflagelações para vencer o que se chamou de tentações, porque tais comportamentos são pertinentes a ela mesma que, submetida por algum tempo, um dia irrompe como desencanto ou  vulgaridade a que se entregam aqueles que, por muito tempo, impediram-na de manifestar-se, crendo falsamente na vitória sobre ela.

Devorar a sombra pela integração lúcida na psique também é uma forma de diluí-la, incorporando-a ao conjunto, trabalhando pela unidade.

Qualquer violência ou obstinação contrária, mais a reforça, enquanto toda expressão de amor e de humildade em relação à mesma, libera-a.

Reconhecer-se imperfeito, como realmente se é trazendo ulceras e cicatrizes morais, é  ato de humildade real, que se deve manter com dignidade, enquanto que, divulgá-los, demonstrando simplicidade, é maneira de permanecer-se no estágio de dominação pela sombra que apenas mudou de expressão e de comportamento.

Nada mais desagradável e doentio que a falsa humildade, que exclui o indivíduo dos valores éticos elevados, que o subestima, expressando, disfarçadamente, presunção, diferenciamento das outras pessoas.

Jesus, que é inabordável psicologicamente, porque se encontra acima de todas as criaturas, como biótipo especial, nunca se subestimou ou adotou epítetos depreciativos para demonstrar humildade. Ao contrário, sempre referiu-se como o Enviado, o Messias, o Filho de Deus, a Luz do mundo, o Pão da vida, etc., demonstrando a Sua autoconsciência.

Entre a humildade e o exibicionismo há grande diferença.

Muita aparência humilde são ostentação disfarçada, portanto, presença da sombra dominadora na conduta psicológica.

Em qualquer movimento religioso, que busca a superar os conflitos, vale  considerar que convivem no mesmo indivíduo o anjo e o demônio, que necessitam harmonizar-se, descendo um na direção do outro que ascende no rumo do primeiro.

Quando se reconhece essa dualidade existente na psique, que é representativa do ser humano, uma das suas características, torna-se fácil a terapia equilibradora, unindo-a em um ser lúcido psiquicamente e generoso emocionalmente.

A integração é necessidade de vivenciar-se um trabalho consciente, de amadurecimento psicológico, de conquista emocional e espiritual.

Texto estudado A aquisição da totalidade, Divaldo Pereira Campos, pelo Espírito Joanna de Ângelis. Postado em 22/08/2014.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014


JESUS E O AMOR

De todos os ensinamentos de Jesus, de toda a Sua vivência profunda, o amor estabelece-se como ápice da manifestação humana, e ponto de convergência com o divino. “A Lei natural”, dirá Joanna de Ângelis, no livro Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, na pg.15 e 87, “que vige em todo o Universo, é a de amor, que se exterioriza de Deus mediante a Sua criação...e na perspectiva da psicologia profunda o ser vive para amar e ser amado, iluminar a sombra e fazer prevalecer o Self.”

Recordou que o mandamento maior seria “Amar a Deus sobre todas as coisas”...e que um segundo se lhe derivava – “Amar ao próximo como a si mesmo”. O amor a si mesmo, ao contrario do que possa parecer, está longe de significar egoísmo. Não se trata de centrar-se no ego, mas centrar-se no Self, perceber-se portador de inúmeros recursos que se encontram adormecidos, e pela vinculação do sentimento do amor por si mesmo, investir todos os recursos que se façam necessários para tornar-se pleno, individuado.

A autocondenação, o autodesamor, o comportamento autodestrutivo, sinalizadores da baixa autoestima, transformam-se em algozes terríveis da criatura humana, que enquanto não se liberta dessas pulsões de morte - tânatos, permanece em comportamentos autodestrutivos. Isso afeta não somente a compreensão do nosso mundo interno, mas a relação com os outros, e como asseverou o filósofo Kierkegaard (apud May, 1972):

Se a pessoa não aprender com o cristianismo a amar a si mesma de maneira correta também não poderá amar aos seus semelhantes... amar a si mesmo corretamente e aos semelhantes são conceitos absolutamente análogos e, no fundo, são idênticos...”

Munidos do autoamor, nossas relações tornam-se mais profundas, verdadeiras, porque é a essência do nosso ser que delas participa, e não a persona, a superficialidade que marca os interesses escusos ou mascara nossa insegurança.

Jesus, por ser integral, pleno em si mesmo, dedicava-se ao próximo como nenhum outro o fez, e “na condição de peregrino do amor, demonstrou como é possível curar as feridas do mundo e dos seres humanos com a exteriorização do amor em forma de compaixão, de bondade, de carinho e de entendimento.” Jesus e o Evangelho à luz da Psicologia Profunda, pg.89

À lei de talião e do ódio ao inimigo, então vigentes, representantes do primitivismo e brutalidade nos quais se encontram as criaturas, Ele propõe um novo mandamento:

- “Ouvistes que foi dito: amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que os perseguem, para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque Ele faz nascer o Seu sol sobre os maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos”. (Mateus 5:43-46)

O Mestre sabia, no entanto, que não eram somente os inimigos externos que mereceriam nosso amor e compaixão, pois “os inimigos mais cruéis permanecem no imo das próprias criaturas, que as vitalizam com o orgulho, o egoísmo e o disfarce da acomodação social aparente” (ANGELIS, Jesus e Atualidade, p.114). Amar aos inimigos, canalizar a força da oração aos que nos perseguem, como Ele propôs, possibilita adicionalmente recolher a projeção dos nossos próprios conflitos, e solucioná-los na raiz, ou seja, em nosso mundo íntimo.

Esse amor desdobrava-se no perdão, não somente sete vezes, como questionava Pedro, “mas até setenta vezes sete” (Mateus 18:21-22). Diversos terapeutas da atualidade comprovam a eficácia do perdão, como a Dra. Robin Casarjian, estabelecendo que não se trata de negar os nossos sentimentos, como forma de se eximir da dor que às vezes eles trazem, mas, pelo contrário, poder a eles conectar-se de forma profunda e libertadora, desvinculando-se da força dos complexos gerados por situações embaraçosas e traumáticas.

Era necessário apresentar a “outra face”, a face luminosa do amor onde a sombra prevalecesse. Complementa Joanna de Ângelis, no livro, Jesus e o Evangelho à luz da Psicologia Profunda, p.77.

À luz da psicologia profunda, o perdão é superação do sentimento perturbador do desforço, das figuras de vingança e de ódio através da perfeita integração do ser em si mesmo, sem deixar-se ferir pelas ocorrências afligentes dos relacionamentos interpessoais.”

Quando o homem e a mulher conseguirem amar a si mesmos, ativando os recursos internos de que se fazer possuidores, e, logrando fazê-lo, direcionarem o amor ao próximo, tal qual Ele ensinou, poderemos finalmente Amar a Deus acima de todas as coisas, pois como muito bem estabeleceu o apóstolo João, o Evangelista (4:20), “se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.”

E deixamos como reflexões finais deste capítulo as próprias palavras da benfeitora Joanna de Ângelis, no livro, Jesus e Atualidade, p.28, que em toda sua Série Psicológica estabelece o amor como sentimento sublime, e Jesus como representante máximo dessa vivencia:

Por amor, elegeu um samaritano desprezado, para dele fazer o símbolo da solidariedade.

Com amor, liberou uma mulher equivocada, tirando-lhe o complexo de culpa.

Pelo amor, liberou uma mulher equivocada, tirando-lhe o complexo de culpa.

Pelo amor, atendeu à estrangeira siro-fenícia que Lhe pedia socorro para a enfermidade humilhante.

De amor estavam repletos Seu coração e Suas mãos para esparzi-lo com os espezinhados, fosse um cobrador de impostos, uma adúltera, o filho pródigo, a viúva necessitada, ou a mãe enlutada.

Sempre havia amor em Sua trajetória, iluminando as vidas e amparando as necessidades dos corpos, das mentes, das almas.

Compadecia-se de todos; no entanto, mantinha a energia que educa, edifica, disciplina e salva.

Chorou sobre Jerusalém a hipocrisia e deu a própria vida em holocausto de amor.

Nunca se perdeu em sentimentalismos pueris ou agressividades rudes.

O amor norteava-Lhe os passos, as palavras e os pensamentos.

Tornou-se e prossegue como símbolo do amor integral em favor da Humanidade, à qual auspicia um sentimento humano profundo e libertador.”

Texto escrito por Cláudio Sinoti, no livro Refletindo a Alma. Postado dia, 18/08/14.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014


A CONTÍNUA LUTA ENTRE O EGO E O SELF

Para Freud, o ego, é: A parte mais superficial do id, que, modificada, por influência do mundo exterior, por meio dos sentidos, e, em consequência, tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, pela seleção e controle, de parte dos desejos e exigências vindas dos impulsos que emanam do id.

Nele estão, as imposições dos instintos que surgem do principio do prazer e da compulsão ao desejo.

Esses impulsos são resultado dos instintos que procedem dos estágios primários da evolução, que se destacam em oposição quase dominante contra a razão, a consciência de solidariedade, de fraternidade, de tolerância e de amor.

Dominador, o ego mascara-se no personalismo, onde se escondem as heranças grosseiras, que levam o indivíduo à prepotência, à dominar os outros, pela dificuldade de fazê-lo com relação a si mesmo, ou libertar-se da situação sofrida em que se encontra.

A luta interna dos dois polos é cruel, embora o ego aparente desconhecer, mantendo uma superficial consciência do valor que se atribui, do poder que exterioriza, da condição com que se apresenta.

Como o Self é o arquétipo básico da vida consciente, o princípio inteligente, é também a soma de todas as experiências evolutivas, caminhando na direção do estado numinoso.

Na dissociação dos polos, às vezes parece que o indivíduo, com grande esforço, conseguiu a integração, até quando se surpreende com o medo da fragmentação inesperada que o leva a um transtorno profundo, especialmente se viveu por um ideal que asfixiou o conflito, mas não o resolveu, acordando com impressão de inutilidade, de vazio existencial.

O ego pede destaque, compensação, aplauso, embora nos conflitos entre razão e instinto, surgindo como sede de água do mar, que não é saciada com razão.

Mesmo recebendo compensações de prazer, do impulso instintivo que leva à compulsão do desejo, a insatisfação que vem da ansiedade do poder, leva  sua vítima para a depressão, porque a sua ânsia de dominação acaba esvaziando-o interiormente.

O mesmo ocorre na vida monástica, quando diminuem o entusiasmo e o egotismo no postulante ou no religioso, no momento que é visitado pela melancolia que agrava com a depressão, erradamente interpretada como interferência demoníaca, pelo fanatismo ainda presente em muitos setores da fé espiritualista.

Para Alfredo Adler o instinto de dominação no indivíduo, quando não se sente compensado ou  reconhecido e aceito, foge, esconde-se na depressão, exteriorizando ali a agressividade e violência.

Nesse caso, o paciente não tem problema, já que o seu estado de alguma forma lhe faz bem, apresentando-se um problema para o grupamento social saudável, que busca manipular, dominando-o, tornando-se preocupação para os outros.

Conscientizar a sombra, diluindo-a, pela sua assimilação, e não desconhecê-la, é um avanço para a identificação entre ego e Self.

Jung percebeu esses dois eus no indivíduo, que seria resultante do Self, aquele que é bom e gentil, e do ego aquele que preserva o lado feroz, vulgar, licencioso, negativo.

O indivíduo teria duas almas em contínuo antagonismo no finito de si mesmo.

Essas expressões na conduta humana, apresentam-se quando em público, apresentando uma forma de ser, e quando, no lar, na família ou a sós, outra conduta diferente. A gentileza transforma-se em mal-estar, azedume e aspereza.

Aceitar-se esses opostos é recurso saudável, terapêutico, para melhor contribuir-se pela harmonia na disputa dos contendores, que são o ego e o Self.

No comportamento social não precisa mascarar-se de qualidades que não tem, embora não se deva expor as aflições internas, os tormentos do polo negativo.

Assumir a realidade do que se é, administrando, pela educação – fonte geradora dos valores edificantes e enobrecedores – os impulsos do desejo e do prazer, transforma-se em emoções de bem-estar e alegria, saindo da área das sensações dominantes, é eficiente para diminuir a luta que há entre os dois arquétipos básicos da vida humana.

Uma religião racional como o Espiritismo, sem fórmulas que escondam o seu conteúdo, que é otimista e não castradora, que leva o indivíduo a assumir as suas dificuldades, trabalhando-as com naturalidade, sem preocupar-se com parecer o que ainda não é, baseado na realidade do ser imortal, com as suas vitórias e limitações, é importante recurso terapêutico para a união de todos os opostos, que fundir-se-ão, abrindo espaço para um eu liberado dos conflitos, que se pode unir à Divindade, sem os artifícios que agradam aos indivíduos ligeiros e seus supérfluos comportamentos existenciais.

Então, a luta, que, existe entre ego e Self é saudável, por significar atividade contínua no processo de crescimento, e não postura estática, amorfa, que representa uma quase morte psicológica do ser existencial.

Humanizar-se, do ponto de vista psicológico, é integrar-se.

Jesus-Cristo foi incisivo, demonstrando a Sua perfeita integração com o Pai, quando enunciou: - Eu e o Pai somos um, expressando a perfeita identificação entre ambos, aos comportamentos nobres, às propostas libertadoras sem polos opostos.

Mais tarde, o apóstolo Paulo, superando suas lutas entre o ego dominante e o Self altruísta, universal, disse: - Já não sou eu quem vive, mas o Cristo quem vive em mim.

A sombra que nunca existiu em Jesus, fez dele a Luz do mundo e a que existia em Saulo, Paulo, iluminou-a, diluindo-a no amor.

Do livro Em Busca da Verdade de Joanna de Ângelis, pelo médium Divaldo Franco. Postado dia 14/08/2014.

A VONTADE E O QUERER: FORÇAS IMPULSIONADORAS DA CURA 

Não bastaria, no entanto, conhecer profundamente os conflitos humanos, saber o medicamento necessário, se não houvesse a participação efetiva daqueles que O buscavam. Nesse sentido, chama a atenção, em diversas passagens do Evangelho, o questionamento de Jesus aos doentes que se Lhe acercavam:

- “Que queres que eu faça?”

- “Crês que eu te possa curar?”

Com esses dois questionamentos, Jesus ativava instancias poderosas para predisposições à cura do paciente. Na análise da Joanna de Ângelis, no livro Jesus e o Evangelho, p. 101, “era de fundamental importância para o restabelecimento do enfermo a sua segurança íntima sobre estes dois requisitos: querer e crer”.

Passados dois mil anos, a ciência comprova através de fatos que a expectativa positiva do paciente em relação ao tratamento, ao médico ou ao medicamento é fator muito importante para que a cura se efetive.

O Dr. Bernie Siegel, no livro, Amor, medicina e milagres, p.5, famoso cancerologista norte-americano, relata que: 

“a pesquisa científica de outros médicos e minha própria experiência clinica diária convenceram-me de que o estado de espírito altera o estado físico, agindo por meio do sistema nervoso central, do sistema endócrino e do sistema imunológico.” 

Nesse mesmo sentido, dirá o Dr. Deepak Chopra (2011), médico indiano radicado nos Estados Unidos: “Somos as únicas criaturas na face da Terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e agimos! Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificadas por eles”. 

Jesus antecipou-se, portanto, às ciências modernas, em primeiro momento ativando a vontade do paciente: “O que queres que eu faça?”, e depois ativava a crença no tratamento/médico, como instancia poderosa para promover a libertação: “Crês que eu te possa curar?” Importantíssimo o desejo do paciente em libertar-se, não somente dos males físicos, assim como dos conflitos nos quais se encontra, pois somente essa força pode romper a inercia na qual muitos se encontram.

Mark Beker no livro, Jesus, o maior Psicólogo que existiu p.65 ressalta ainda que:
“Jesus estabeleceu uma distinção entre as pessoas que estavam interessadas em mudar a própria vida e aquelas que não estavam – Quem tem ouvidos, ouça – pois partia do princípio de que todo mundo era capaz de mudar e oferecia às pessoas a oportunidade de crescer com base exclusivamente na disposição de aceita-la.” 

Despertando no outro o querer e o crer, fazia com que percebesse a reponsabilidade de cada um na sua jornada, por isso, convidava para que cada um tomasse a sua cruz e O seguisse, era importante que cada qual vencesse a sua sombra, os seus males, através da vontade e do esforço próprios.
E estabelecendo uma síntese da Sua excelência terapêutica, Joanna de Ângelis, no livro, Jesus e Atualidade, p.73, esclarece:

- “Era com os sofredores, porém, que ele mantinha a mais correta psicoterapia de que se tem conhecimento.
Não recorria aos sonhos dos seus pacientes, para descobrir-lhes o inconsciente, os seus arquivos, as suas sombras psicológicas.
Não administrava os medicamentos usuais ou outros de complicadas fórmulas.
Não transferia para os seus familiares o peso da culpa, da hereditariedade, dos fatores socioeconômicos.
Não fazia que somatizassem os fenômenos desgastantes, mediante acusações de qualquer procedência.
Amava-os, transmitindo-lhes segurança e auxiliando-os a redescobrirem as potencialidades latentes, abandonadas.
Despertava neles uma visão nova da existência, amparando-os naquele instante, não porém impedindo que prosseguissem conforme o desejassem...”

Texto escrito por Cláudio Sinoti, no livro Refletindo a Alma. Postado dia, 14/08/14.

terça-feira, 12 de agosto de 2014


TERCEIRA ETAPA DO BLOG

Livro: Psicologia da Gratidão

 

A BENÇÃO DA GRATIDÃO 

O que faz o ser psicológico maduro são os sentimentos nobres e a gratidão é um dos mais importantes. 

A vida é, um hino de louvor à Vida, de gratidão incontida. Vida é vibração da harmonia que existe no universo.

Limitada às formas de expressões em que se manifesta, é também desafio em constante desdobrar na busca de significado. 

Quando as etapas de crescimento emocional liberta o Espírito da sombra que o perturba, nele se apresenta a verdade, como compreensão dos valores importantes integrando-o na harmonia do Universo. 

Na busca da perfeita identidade, na fusão equilibrada do eixo ego-self, percebe que viver é vivenciar gratidão por tudo que lhe acontece e vive.

A gratidão é a força que desintegra a possibilidade da degradação do sentido existencial.

Filha da maturidade alcançada pela razão, sobrepõe-se ao instinto, é conquista grandiosa por tornar possível o equilíbrio que traz para aquele que a sabe dar.

Na imaturidade emocional, acredita-se que a gratidão é uma retribuição pelo bem ou pelos favores que se recebe, sendo essa uma forma de devolução, ao menos em parte. Quando se devolve algo dos recursos recebidos, que têm significados saudáveis age-se como reconhecimento. É na realidade uma convenção, efeito da oferta e da procura ou vice-versa.

O instinto de preservação da vida, vinculados aos interesses imediatos, age, muitas vezes, por  retribuição, principalmente quando estimulado ao prazer. 

Já a gratidão tem significado mais profundo, não se limita ao ato da recompensa habitual. É mais grandioso, porque traz satisfação tornando-se também terapêutico. 

Todo ser que é grato, que compreende a importância da gratidão real, tem saúde física, emocional e psíquica, porque sente alegria de viver, compartilha de todas as coisas, é atuante na sociedade, criativo e alegre. 

Predomina, nas massas, que infelizmente diluem a identidade do indivíduo, porque confunde os valores éticos e comportamentais, a ingratidão, herdeira da soberba, do orgulho, da prepotência, vindas do instinto, transformadas em sombra perturbadora.  Aqueles que agem assim vivem inquietos, perturbam-se e desequilibram os demais, desenvolvendo as doenças parasitas da agressividade, da violência ou da autocompaixão, entregando-se aos conflitos e mantendo mecanismos de transferência de responsabilidade. Sem compreender a finalidade existencial, a busca de um sentido para autorrealização, tornam-se omissos até com os seus insucessos, entregando-se a condutas esquisitas pensando poder esconder ou encobrir os seus conflitos. 

Essa conduta estranha é responsável por alguns mitos no inconsciente, e esses modelos desculpistas são recursos de autoapaziguamento, buscando conciliar a consciência que pede clareza e compreensão com o ego que prefere a ilusão. 

O self (o eu profundo, o ser real, o ser espiritual) imaturo sofre o efeito do ego dominador e atribui-se méritos que não tem, acreditando-se merecedor de todas as vantagens que lhe são cedidas, querendo sempre mais recursos que infelizmente não o preenchem. Nesse estágio conquista bens que não sabe usar que acumulam em armários ou em bancos, somando vaidade e tirania sem se integrar no conjunto social onde se movimenta. E quando o faz, destaca-se pelo orgulho e falso poder externo, compensando as angustias internas com a bajulação e o aplauso dos outros, onde exibe qualidades que gostaria de ter. 

Quer ter sempre mais, sem buscar ser melhor.

Quer ser respeitado, na realidade ser temido, ao invés de ser amado, por ter dificuldade de amar, o que lhe traz insegurança e mal-estar disfarçados nos vícios sociais, como o álcool, as drogas da moda, o tabaco, o sexo apressado sem o sentimento emocional compensatório. 

Recolhe onde não semeou, por acreditar que possui direitos que nem conquistou, sem o dever de repartir solidariedade e alegria. 

Com postura agressivo-defensiva, para amealhar sem oferecer, vê inimigos onde existem apenas desconhecidos que não foram conquistados e simpatizantes que não foram atraídos ao seu fechado circulo de egoísmo. 

Armado, em vigília contínua, em vez de amando em todas as circunstâncias, pela irradiação de desequilíbrio que é o seu estado interno.

Introverte-se, quando deveria espraiar-se diluindo as fixações que o retém na infância da evolução antropológica...

O sentido existencial é feito de conquistas internas, aplicadas em favor da gratificação. 

Conforme se recebe, doa-se, e, na proporção que se é aceito e querido, mais ama e melhor agradece.

A gratidão é benção que se desconhece, seu valor tem sido considerado de forma simplista e primária, sem o conteúdo psicoterapêutico de que se reveste. 

Quando se pensa em gratidão, quase sempre se pensa em devolver parte do que se recebeu, o que a torna insignificante. Essa é uma visão material imediatista, sem conteúdos psicológicos renovadores. 

Uma rosa quando exala perfume e é levado pela brisa, é a gratidão do vegetal que transforma terra e agua em aroma delicado. 

O Sol responsável pela preservação da vida em muitas manifestações oscula o lamaçal sem assimilar-lhe os odores podres e acaricia as pétalas das flores sem tomar-lhes o aroma agradável. Essa é a sua forma de agradecer a finalidade para que foi criado...

Quando o Espírito alcança o objetivo do seu significado imortal e entende esse objetivo com a compreensão lúcida, abençoa tudo e todos, agradecido pela oportunidade de fazer parte do seu conjunto. 

A gratidão deve ser estado interior que cresce e mimetiza com doações da alegria e da paz.

Por isso, aquele que agradece com um sorriso, uma palavra, uma expressão facial em silêncio ou uma canção oracional, com o bem que espalha é sempre feliz, vivendo pleno. Enquanto, o que sempre espera receber, que faz e busca a resposta da gratidão, que se movimenta e faz atos nobres, esperando  reconhecimento alheio, está negociando de forma imatura, tornando-se instável, neurastênico, e inquieto. 

Quando se é grato, não se tem decepção, nem queixa, porque nada espera do que faz.

A busca, da autorrealização é alcançada a partir do momento em que a gratidão predomina no self (EU REAL, EU PROFUNDO, SER ESPIRITUAL) sem sombra perturbadora, constituindo-se em sublime benção de Deus.

Publicado dia 12/08/2014

Livro: Psicologia da Gratidão, escrito por Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014


ESTRUTURA BIPOLAR DO SER HUMANO

Conforme Jung, do ponto de vista psicológico o objetivo essencial do ser humano é tornar possível ao indivíduo a conquista da sua totalidade, o estado numinoso, que lhe traz o equilíbrio dos polos opostos.

Para ele o ser humano tem estrutura bipolar, agindo entre dois diferentes estados da sua constituição psicológica, como acontece com os arquétipos anima e animus.

Quando surge uma aspiração o polo oposto apresenta-se, levando-o ao outro lado da questão.

Qualquer comportamento unilateral faz surgir uma reação interna, inconsciente, contrária àquele interesse.

Quando se exalta em qualquer forma de personalismo o indivíduo está escondendo a outra natureza que é também sua natureza.

Se se atribui virtudes e valores nobres, eles nascem em fantasias internas do que gostaria de ser, sem ter conseguido.

Um eu é contrário ao outro eu em luta interior contínua. Um é consciente, vigilante; o outro é inconsciente, adormecido,  acordado pelo seu oposto. Um está na razão; o outro, no sentimento ou vice-versa. Não vigilância e a não  administração saudável desse opositor seria como um desvario, que dificulta o raciocínio lúcido, a presença da razão.

Esse ser duplo, resulta do conhecimento adquirido, de experiência vivida, e o outro é de total desconhecimento, ficando oculto sempre vigiando.

Jung utiliza da lógica moderna, quando afirma: - O ser humano vive como alguém cuja mão não sabe o que a outra faz, o que leva à recordar o pensamento de Jesus, quando se refere à ação da caridade: Dai com a mão direita, sem que a esquerda o saiba.

Jesus conhecia os dois polos psicológicos do ser humano, por isso, encorajava-o a amar tão profundamente que o seu gesto de afeição sublime e consciente concordasse com os seus arquivos inconscientes.

Aquele que não consegue harmonizar os dois polos em uma totalidade, torna-se vítima das expressões desorganizadas do sentimento, levando-o às emoções fortes, descontroladas.

Stevenson, o poeta inglês, traduziu esses dois polos na sua obra O médico e o monstro, quando o Dr Jekil era vítima do sr Hide que coabitava com ele no seu mundo interior, expressando a inferioridade que o médico queria superar na sua função sacerdotal.

Na tradição religiosa, expressam-se como o bem e o mal, ou o anjo e o demônio, já na sociologia conceitua-se de certo e de errado, da treva e da luz, do belo e do feio.

Essa dicotomia psicológica está no ser humano em desenvolvimento emocional e espiritual.

A terapêutica a desenvolver, deve voltar-se para a integração do polo oposto, no que está consciente e é relevante, produtivo, saudável, caminho seguro para a completude.

O esforço consciente do indivíduo para autopenetrar-se, autoconhecer-se, como resultado das tensões dos polos ativados pelo interesse da integração, leva-o a um comportamento gentil, afável, compreensível das dificuldades das limitações do seu próximo.

Enquanto, houver essa dissociação, essa fragmentação, o desconhecimento da consciência, se cai na cisão da personalidade, surgindo os transtornos neuróticos que atormentam aumentando as distancias entre os atos conscientes e os inconscientes.

Jung sugere os símbolos como representação dos conflitos que se estabelecem nas oposições dos mesmos, encarregados de os unir e formar apenas uma realidade, como se vê na cruz, cujos braços tem o seu ponto de segurança no centro em que se encontra a haste vertical com a horizontal, representando a segurança, a unidade daqueles contrários...

Lembra o comportamento do cristão, quando se rende à Divindade, sem despedaçar-se nela, mas tornando-se um eleito, capaz de carregar o seu fardo, a sua cruz.

Pessoas inexperientes, ao perceberem os opostos no seu mundo interior, afligem-se sem necessidade, construindo conceitos indevidos e punitivos, como se as manifestações do inconsciente fossem inferioridade, promiscuidade, originando as culpas sem razão de existirem.

Creem precipitadamente que podem forçar a mudança tornando-se puras, embora os conflitos, fazendo descobrimentos dolorosos de vidas vazias.

Esses conflitos não devem ser combatidos como inimigos em campo de batalha, mas atendidos, orientados, esclarecidos, libertando-se deles pela sua conscientização, de forma que a autoconsciência experimente bem-estar pela conquista interior.

É comum pensamentos infelizes quando se ora, ou medita, o que não é em outros momentos, inquietando e trazendo mal-estar.

Arquivado no inconsciente, quando ativado pelo polo edificante, o outro libera o adversário.

Deve-se ficar não reativo insistindo no objetivo até unificar os oponentes.

A fragmentação leva ao desanimo, à perda do entusiasmo.

Um eu lutando contra o outro eu desgasta o sentimento ou perturba a razão.

Postado dia 11/08/2014, do Livro Em Busca da Verdade, Divaldo Franco pelo espirito Joanna de Ângelis.

JESUS PERANTE AS EMOÇÕES E LIMITAÇÕES HUMANAS 

Vivenciar aquilo que se diz faz uma diferença substancial, pois proporciona identificação e energia ao que se transmite, estabelecendo uma identificação positiva com o paciente. É que, no processo terapêutico, mesmo que sejamos excelentes técnicos naquilo que realizamos, o nosso inconsciente interfere em nosso labor.
Tudo aquilo que não realizamos em nossa jornada pessoal, o que permanece em conflito na própria psique do psicoterapeuta, também participa do contexto da sessão, a partir das relações que, em Psicologia, são conhecidas com o nome de transferência e contratransferência. A respeito disso, Jung (RUBEDO, 2011) considera que o analista está “em tratamento, na mesma medida em que está o paciente, e o seu desenvolvimento como pessoa é o que será decisivo, mais que o seu conhecimento.”
Jesus, por ser “o exemplo do ser integrado, perfeitamente destituído de um inconsciente perturbador”, Joanna de Ângelis, no livro Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, p.29, estabelecia uma perfeita relação com seus “pacientes”. Os que O buscavam deparavam-se com um ser integral, que conjugava palavra e ação, pensamento e emoção, numa perfeita identificação com o Pai.
Não se colocava, no entanto, em condição de Superioridade perante os outros, embora reconhecesse Seu valor moral e espiritual. Havia, até mesmo, uma força de atração que fazia com que todos aqueles que desejavam uma sincera mudança Dele se aproximassem, mesmo com o mundo emocional fragilizado, para que pudessem reconectar-se a si mesmos.
Às vezes, não é tão simples para os terapeutas lidarem com as emoções humanas, e talvez por isso, aprendemos nas academias do mundo a manter o distanciamento emocional com o paciente, sendo mesmo vedado, em alguns códigos de conduta, manter qualquer tipo de relação com o paciente extraconsultório... 

como se fosse possível dissociar o humano do social, o ser em si mesmo daquele que desempenha o papel de curador... que deve curar não apenas mediante os conhecimentos acadêmicos e as substancias de laboratório, mas sobretudo através do sentimento de humanidade, de compaixão, de solidariedade...” Angelis, Em Busca da Verdade, p.48 

Jesus, no entanto, o Terapeuta por excelência, participava ativamente da dor dos que se Lhe acercavam, sem que deixasse com isso de propor o medicamento conveniente, a terapia necessária para o reerguimento moral e espiritual.
Com propriedade lidava com Suas emoções, permitindo também que aqueles que O buscassem fizessem o mesmo, deixando que a expressassem profundamente. Proporcionava, portanto, uma profunda catarse que, por si só, ativava recursos terapêuticos. Milênios depois, Freud chegaria à conclusão de que a catarse – trazer à consciência pensamentos e sentimentos reprimidos – seria uma das formas principais de conseguir a cura.
Um dos graves entraves do processo terapêutico é quando o próprio paciente, de forma consciente ou inconsciente, boicota o seu tratamento, camuflando ocorrências e conflitos e dificultando a percepção, por parte do profissional, das verdadeiras raízes dos transtornos. Jesus, no entanto, como assevera Joanna de Ângelis em Jesus e Atualidade, p.7, “penetrava com segurança nos refolhos do indivíduo e descobria as causas reais das aflições que o inconsciente de cada um procurava escamotear.” 

Por isso mesmo, complementa:

toda a terapêutica proposta por Jesus é libertadora, total e sem recuo. Ele não se detém à borda do problema, mas identifica-o, despertando o indivíduo para que não reincida no erro, no comprometimento moral com a consciência, a fim de que não lhe aconteça algo pior...“ Joanna de Angelis, em Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Espírita, p.53

Texto escrito por Cláudio Sinoti, no livro Refletindo a Alma. Postado dia, 11/08/14.