terça-feira, 21 de março de 2017

GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS

A FATALIDADE  DA MORTE

Nenhuma dor se compara com a que surge depois da desencarnação de um ser querido.

Tirando a alegria de viver de quem fica no corpo, marca profundamente os sentimentos de amor, ferindo a emoção.

Mas a morte é uma fatalidade inevitável, e aqueles que se encontram vivos no corpo, no momento próprio serão arrebatados dele.

Mesmo com esse conhecimento, as pessoas passam no corpo como se fossem durar para sempre, não se interrompendo o fluxo da energia, não se decompondo, não sofrendo modificações através do tempo, não passando pela desconexão celular.

Impregnando-se da matéria orgânica, o Espírito adormece relativamente, esquecendo o Grande Lar de onde vem, intoxicando-se, nos fluidos que envolvem a roupagem fisiológica.

A cultura e a convivência social, caracterizadas pelo utilitarismo, incutem  no ser necessidades não legítimas, criando condicionamentos referentes apenas ao prazer, no sério engano a respeito dos objetivos da vida na Terra.

As religiões tradicionais e várias denominações evangélicas, preocupadas com o mundo, descuidam-se do lado espiritual da jornada terrestre, estimulando os seus fieis a desenvolver os valores enganosos dessa viagem, distantes dos compromissos libertadores da imortalidade.

Antes, por ignorarem o que significava a renuncia e a abnegação, os religiosos, por fanatismo, propunham o ódio ao mundo, favorecendo terríveis sacrifícios e mortificações desnecessárias, no objetivo de castigar o corpo, libertando o Espírito.

A ignorância e a soberba de muitos teólogos e pastores religiosos desrespeitavam o amor, para afirmarem as determinações em nome do Deus terror, punitivo e cruel, que se impunha com as pancadas da aflição desmedida nas criaturas que O buscavam.

Suplícios injustificáveis eram impostos aos que buscavam à plenitude, a perfeita integração no Seu amor, tornando-os amargos, distantes, indiferentes, alienados...

Imposições perversas eram usadas como saudaveis para a purificação, para a libertação do pecado que se encontrava mais na imaginação doentia desses líderes religiosos do que na conduta infeliz e sofredora dos candidatos ao aperfeiçoamento.

Mas conforme a cultura substituiu a superstição e o conhecimento abriu campo para as investigações a respeito do ser psicológico, essas práticas absurdas foram sendo desacreditadas, tornando-se detestáveis e rejeitadas.

Surgiram novas propostas salvacionistas, organizadas para seduzir os ambiciosos, que buscam o reino dos Céus através das conquistas dos tesouros da Terra, permitindo-se  lavagem cerebral que traz fuga da realidade para as fantasias de ocasião, vestidas de fortuna, poder, destaque na comunidade, sem estrutura emocional para a vida depois da morte.

A morte é considerada algo muito difícil de acontecer, ficando para  analisar quando o tempo permitir.

Ao mesmo tempo, a indiferença pela vida espiritual vem tomando corpo na sociedade, com exceções, naturalmente, dando margem a vivencias religiosas  integradas no contexto materialista de ocasião.


Pensa em torno da vida e da morte.
Não serás exceção ante o fenômeno da desencarnação.

Dedica alguns minutos diários para pensar na transitoriedade da vida física.

Aqueles com quem convives são bênçãos para o teu crescimento espiritual: familiares e amigos, adversários e perseguidores são companheiros da imortalidade, no momento vestidos de carne, com os quais tens compromissos de fraternidade e de amor.

Vive com eles em clima de saúde espiritual e de paz, aproveitando cada momento para aprimorar os sentimentos fraternos, promovendo-os e promovendo-te, afeiçoando-te e liberando-te, porque haverá o momento em que te separarás do seu convívio físico.

Agindo assim, enfrentarás melhor a  desencarnação, quando algum deles antecipar-te na viagem de volta à Pátria espiritual.

Saberás envolve-lo em lembranças felizes, de forma que se sinta amado e agradecido pelo tempo em que esteve contigo na vilegiatura carnal.

Mas se fores aquele que deverá despojar-se da matéria em primeiro lugar, estarás em paz de consciência e em condições de avançar para a imortalidade, rico de alegria pelos deveres que foram cumpridos, pelos labores executados, pelo conhecimento adquirido, que insculpirás no âmago do teu ser.

Não te rebeles com a presença da morte no teu caminho evolutivo.

A mesma é benfeitora nobre que contribui de forma eficaz para o desenvolvimento espiritual de todas as criaturas.

Ela interrompe o curso longo do sofrimento, libertando àquele que se encontrava preso à dor.

Às vezes conduz alguém saudável, deixando o enfermo, porém, há razões  para que assim ocorra.

Num momento, leva um ancião querido, que vem experimentando terríveis angustias e acerbas dores, representando  misericórdia. Noutro, tomará pelas mãos alguém na infância ou na juventude, produzindo frustração e angustia na família. Cumprindo com o dever de renovar a sociedade e as criaturas, possibilitando a todos as mesmas oportunidades de aprendizado e de evolução.

Desfruta, então, do convívio com os seres queridos, vivendo cada momento como se fosse o ultimo no corpo, sem a visão dolorosa da separação.

Voltarás a te relacionar com aqueles que fazem parte da tua agenda de afetividade. Eles não desaparecerão do teu circulo, estarão inscritos como membros da tua família espiritual. Por isso, não estão ao teu lado por acaso,  não prevista pela Divindade.

Quando se adquire a consciência perfeita dos valores terrenos e dos espirituais, se vive com mais alegria e intensidade, pela certeza de que nada se destrói, nem os amores deixam de existir só porque se romperam os laços matérias.

Para que fruas do verdadeiro amor dos que te afeiçoas, cuida de crescer interiormente, acendendo a luz da sabedoria no imo e permitindo que ela derrame claridade em tua volta.

Quanto mais iluminado, melhor poderás ajudar e libertar os teus afetos que, por algum motivo, vivam na escuridão de si mesmos, na perturbação consequentes das paixões e dos enganos a que se permitiram.

Tem em mente que a morte é instrumento de vida e não de extermínio, como alguns infelizmente pensam.



A Doutrina de Jesus, rica de amor e de sabedoria, perderia o seu sentido e o seu profundo significado psicológico, se tendo ocorrido a Sua morte não houvesse, logo depois, a Sua gloriosa ressurreição.

O mesmo também acontecerá contigo e com todos que fazem parte dos teus relacionamentos, bons ou maus, porque eles ressuscitarão.

Vive, confiante em Deus, e cresce espiritualmente, para que, no momento da tua morte, comece logo a tua ressurreição em triunfo.
Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Libertação do Sofrimento, trabalhado por Adáuria Azevedo Farias. 21/03/2017





  



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