terça-feira, 14 de maio de 2013


Predomínio da sombra

Cap. 2 – Fragmentações morais  continuação

Do livro EM BUSCA DA VERDADE
 

Essa fuga para um país estrangeiro e longínquo, seria uma arquetípica busca do princípio da individuação, caso se originasse de algum ideal, como diminuir a carga do pai, ao invés de desejar-lhe, mesmo que de maneira inconsciente, a morte.

Há, nesse conflito, o mundo do pai, o mundo do filho, o mundo do irmão, em forma de sombras perturbadoras, efeito da fissura da psique em relação ao ego.

Jesus deixa transparecer na expressiva parábola o caráter terapêutico, quando o filho volta em busca da paz (e da saúde), embora humilhado, mas certo de ser recebido.

O Self que se unifica em relação ao ego é o caminho seguro para a autocura, para o estado numinoso de tranquilidade e bem-estar.

A viagem para longe é uma busca arquetípica de heroísmo, de conquista do desconhecido, de infinito, que não se concretiza porque o objetivo consciente era o prazer, a não-responsabilidade, a violência do abandono ao pai idoso, a exuberância do egotismo e o desprezo pelo irmão mais velho que trabalha.

A viagem de volta ao lar que faz o filho mais jovem não é por amor ao pai, nem por qualquer sentimento nobre, mais porque passa fome e tem a garantia de que, no lar, terá muito mais conforto e abundancia alimentar, qual ocorre com os empregados da fazenda... A sua sombra interesseira deflui do ego atormentado que não conseguiu a união com o Self.

Por sua vez, a sombra cruel no irmão que ficou, dele faz um miserável que inveja a sorte do jovem despudorado, que tem ciúme da atenção que o pai lhe concede, que se revolta, dominado pelo conflito de inferioridade e pelas torturas no psiquismo.

Atente para continuação deste item na próxima postagem

Cap. 2 – Fragmentações morais

Do livro Em busca da verdade do espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco - p. 34.  

Postado em 14-05-2013

segunda-feira, 13 de maio de 2013


Predomínio da sombra

Cap. 2 – Fragmentações morais  continuação

O eu filial que percebe a necessidade de ficar no lar – aqui representado como o domicílio carnal, o Paraíso – cede espaço emocional ao outro eu, o da fragmentação da psique, a sombra, estroina e longínqua dos sentimentos enobrecedores ainda adormecidos no Self.

Deixando-se exaurir pelas ambições e prazeres, o leviano é surpreendido, posteriormente, pela solidão – a miséria econômica, a fuga dos comparsas que o exploraram, portanto, os excessos que agora o deixam desgastado – logo associada à culpa que o exproba, impondo-lhe reflexão, portanto, o retorno à segurança do lar que abandonou...

Sempre se fará imperioso o retorno às origens, a fim de realizar-se o autoencontro.

Dominado, porém, pelo instinto de autodestruição torna-se uma pocilga moral a um passo da degradação máxima, do suicídio, quando tem um insight e reflexiona em torno da generosidade do pai, o Self, portanto, em despertamento, e resolve pelo retorno, o que lhe constitui o passo inicial para a autorrealização, a autoconscientização, para uma possível integração das duas partes da fissura tormentosa da mente.

Atente para continuação deste item na próxima postagem

Do livro Em busca da verdade - Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco - pp. 32-33. Fragmentações Morais- cap.2

Postado em 13-05-2013

Ego, Id e Superego

Continuação do artigo escrito por Marlon Reikdal: Freud e a estrutura psíquica...no cap.5

 

Na teoria da libido, segundo Freud, encontra-se a nascente de todos os conflitos do sujeito. O indivíduo estaria sim fadado ao grande confronto entre a sua primitividade (os desejos) e os aspectos gregários (os ideais moralmente aceitos). E a neurose por consequência seria o resultado deste grande conflito entre o id e o ego, entre a exigência instintual e a resistência que se ergue contra a primeira.

Através desta citação no texto Neurose e Psicose, podemos entender melhor sua definição:

“Ela (a neurose) consiste em uma frustração,

Em uma não realização, de um daqueles desejos

De infância que nunca são vencidos e que

Estão tão profundamente enraizados em nossa

Organização filogeneticamente determinada.

Essa frustração é, em última análise, sempre

uma frustração externa, mas, no caso individual,

ela pode proceder do agente interno (no superego)

que assumiu a representação das

exigências da realidade. O efeito patogênico

depende de o ego, numa tensão conflitual

desse tipo, permanecer fiel à sua dependência

do mundo externo e tentar silenciar o id,  ou

ele se deixar derrotar pelo id e, portanto, ser arrancado da realidade.”

(FREUD, 1924,pp.191-192).

Ressaltamos que a abordagem da libido nos exigiria um aprofundamento teórico em psicanálise que não cabe neste trabalho, e que não vai ao encontro da proposta de Joanna de Ângelis.

Abordaremos, então, as instâncias que são conceitos usados pela mentora espiritual ao longo da Série Psicológica, e que nos parecem importantes para compreender a Psicologia Espírita.

Fique atento para a continuação do capítulo...

Artigo escrito por Marlon Reikdal – Freud e a estrutura psíquica: descobrindo o inconsciente - no livro Refletindo a Alma, pp. 115-116.

Postado em 13-05-2013.

 

 

PRINCIPAIS CONCEITOS DA TEORIA JUNGUIANA

EGO

Continuação do cap.6 – A Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung

 

É ele, o ego, que seleciona todo material psíquico que “entra” na consciência, possibilitando-nos escolher alguns conteúdos e abrir mão de outros, canalizando energias para nos modificarmos. Essa função não faz do ego um vilão, pelo contrário, pois não fosse isso ficaríamos assoberbados pela massa do material acumulado na consciência.

É o ego quem fornece à personalidade identidade e continuidade. É através da seleção e da eliminação do material psíquico, feitas pelo ego, que mantemos uma qualidade contínua de coerência na personalidade individual. Não fosse isso, perderíamos a sensação de sermos hoje a mesma pessoa de ontem. É desta forma que desenvolvemos uma personalidade distinta e persistente, o que nos permite viver o processo de individuação. Só podemos ter consciência de nós mesmos se formos capazes de lembrar o que fizemos ontem e planejar o que iremos fazer amanhã.

Quanto mais as experiências vivenciadas se tornam conscientes, ou seja, forem aceitas pelo ego, maior a nossa capacidade de diferenciação. (separação das partes de um todo, necessária para o acesso da consciência às funções psicológicas). Isso nos leva a entender que, para encontrarmos o sentido existencial, necessário se faz estarmos conscientes da própria existência, e é por intermédio do ego que desenvolvemos o sentido do existir.


Transcrito do artigo A PSICOLOGIA ANALÍTICA DE CARL GUSTAV JUNG, escrito por Iris Sinoti – no livro  REFLETINDO A ALMA. p.138. Aqui conclui o item sobre o ego,  porém prossegue o artigo A PSICOLOGIA...., sendo assim ,

Fique atento (a) para a continuação do capítulo na próxima postagem..

Postado em 13-05-2013.

 

domingo, 12 de maio de 2013


A SOMBRA PERTURBADORA E A GRATIDÃO

Continuação do cap. 2- O Milagre da Gratidão

Embora o esforço da psicologia social e de outras escolas, de algumas valiosas doutrinas religiosas e filosóficas, o ser humano atem-se mais ao que tateia e alcança do que anela emocionalmente, agarrando as sensações materiais sem fruir as emoções libertadoras.

Infelizmente, a educação vigente trabalha mais em favor da preservação do medo ao lado sombra do indivíduo, que se propõe ignorá-la, a fim de desfrutar os bens que se encontram ao alcance, e mesmo quando defrontado por pensamentos ou ocorrências infelizes, logo deseja esquecê-los, não os enfrentar, como se fosse possível ocultá-los num depósito especial que os asfixiaria. Realmente, quando reprimidos esses sentimentos e sucessos, na primeira oportunidade ei-los que ressumam com a carga aflitiva de que se constituem e nublam os céus róseos dos iludidos.

A existência humana é um permanente desafio que o self tem pela frente e todo o seu esforço é procurar a integração da sombra no seu eixo.

Cabe a todos os indivíduos o dever de diluir a treva que se lhe encontra ínsita, com naturalidade igual a que defronta a luz, considerar a dor e a frustração como fenômenos normais que podem corresponder ao bem-estar e à sabedoria, logo sejam convertidos pela racionalização e pelo trabalho psicológico.

Todos aqueles que são portadores da sombra – e todos o são -, em vez de a compreenderem na condição de processo de crescimento, experimentam uma certa forma de vergonha, de constrangimento, e procuram disfarça-la.

Tal comportamento dá lugar a uma sociedade hipócrita, artificial, incapaz de procedimentos maduros e significativos que a todos beneficie. O ser mais hábil no disfarce é sempre o mais homenageado e querido, produzindo-lhe maior soma de sombra e de conflito, porque se vê obrigado a continuar a parecer aquilo que, realmente, não é.

Atente para a continuação do 2º cap. na próxima postagem.

Texto estudado da obra PSICOLOGIA DA GRATIDÃO, pelo espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco. pp. 49-50.

Postado em 12-05-2013.

PRINCIPAIS CONCEITOS DA TEORIA JUNGUIANA

EGO

Continuação do cap.6 – A Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung

 

O Ego é o centro da consciência, responsável pela organização da psique consciente, mas não é idêntico a ela. Embora ocupe uma pequena parte da psique total, o ego desempenha a função básica de vigia da consciência. O que não é reconhecido pelo ego, seja uma ideia, um sentimento, lembrança ou uma percepção não chega à consciência. Como ponto de referencia da consciência, ele é o sujeito de todas as nossas tentativas de adaptação.

Fique atento (a) para a continuação do texto na próxima postagem.

Transcrito do artigo A PSICOLOGIA ANALÍTICA DE CARL GUSTAV JUNG escrito por Iris Sinoti – no livro  REFLETINDO A ALMA. p.137.

Postado em 12-05-2013.