sexta-feira, 12 de março de 2021

 

 

 

 

Blog: Psicologia Espírita

REFLETINDO A ALMA

GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS

livro em leitura e estudo: VIDAS VAZIAS

 

Texto: CONSTRUÇÃO AUTOILUMINATIVA

 

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Diante das tempestades que estrugem vigorosas na atualidade, ceifando algumas das belas construções da inteligência humana, por ausência da iluminação espiritual do amor, quase tombas no desanimo.

 

O esforço que aplicas na divulgação do Evangelho, levando-te quase ao êxtase de comunhão com a erraticidade superior, parece  não penetrar nos corações amigos, de modo a alterarem o comportamento para viver a doutrina de Jesus.

 

Alguns se deslumbram e até elogiam verbalmente, mas, continuam com as mesmas atitudes materialistas que caracterizam os dias de hoje, em que se encontram dominados pelas paixões negativas.

 

Outros nem se permitem deixar transparecer as emoções, parecendo anestesiados se satisfazendo nisso, ouvem palavra terapêutica de libertação, e se permitem arrastar pelos automatismos do cotidiano.

 

Grande número de amigos afetuosos continuam presos e depressivos, censurando a tudo numa exaltação do ego sem fim habituados a crítica doentia e destrutiva.

 

As pessoas falam-te sobre o  Reino de Deus como um mito belo e fanático, impossível de ser conquistado, embora aceitem Jesus e até repitam algumas de suas palavras de memória.

 

Diante do insucesso aparente do bem e os naufrágios morais, sociais, econômicos e espirituais nos equívocos perturbadores, permites que a tristeza desça sobre a tua face e a melancolia sussurre aos ouvidos dos teus sentimentos palavras de desanimo, como se a luz estivesse sob densa treva que não consegue diluir.

 

Não te preocupes com os acontecimentos menos felizes e encham os periódicos e os veículos de comunicação de massa, como as virtuais, quase sempre fúteis e tóxicas, que são passageiras e serão logo substituídas pelas abençoadas conquistas da verdade e do amor.

 

Essas experiências oferecem compreensão dos fenômenos essenciais, lapidam as imperfeições do Espírito, aprimoram as qualidades elevadas que se encontram em germe no ser e esperam o momento para desenvolver-se.

 

E assim não desanimes nunca, mantendo sempre o bom ânimo.

 

Considera que os habitantes do planeta querido estão em diferentes níveis de consciência, alguns ainda adormecidos no primitivismo, na expectativa de ajuda para crescer espiritualmente.

 

Os teus irmãos mais difíceis de conviver são o laboratório para as experiências do amor e da caridade moral.

 

Não fujas deles, nem os antipatizes porque geram dificuldade e problemas a tua volta.

 

Ainda bem que já sabes discernir entre os valores éticos e optaste os que dignificam e promovem o ser.

 

Sem duvida, a Humanidade em conjunto tem crescido e, apesar dos dias difíceis que se enfrentam, nunca houve tanto amor na Terra como hoje, que se expressa pelo respeito à Natureza e às suas criaturas, solidariedade nos momentos difíceis e lutas culturais em favor de leis mais justas e governos menos arbitrários.

 

Em muitos lugares já se respira o clima de esperança e de bondade.

 

No teu esforço de autoiluminação, vê que a paciência é fator primordial para o êxito.

 

Os triunfadores sempre enfrentaram dificuldades que somente eles sabem.

 

Não é fácil viver-se os ideais de grandeza moral, tendo em vista a transformação da sociedade para melhor.

 

A velha geração, acostumada a esmagar, subtrair, mentir e impor falsas filosofias de justiça e de prazer, luta com tenacidade contra a nova, que busca a libertação das situações penosas, e que lentamente vão sendo substituídas, por mais que se usem da força e da crueldade.

 

O Senhor da Vida acompanha a marcha das Suas criaturas e inspira os Seus representantes, cuidando deles com afeto e constância.

 

No exercício da paciência, é imprescindível o autocontrole que demonstra como a ciência da paz é eficaz.

 

O célebre escritor francês Gustavo Flaubert escreveu com sabedoria: “Talento significa uma enorme paciência. Quando exercemos uma enorme paciência, nos alinhamos melhor aos ritmos naturais da vida. Há uma estação para tudo. Esta é a lei da Natureza. Com paciência tomam-se melhores decisões”.

 

Se examinarmos a paciência de Nelson Mandela, que esteve preso por 27 anos, num total de dez mil dias, ao ser libertado, livrou da opressão o seu povo, o seu país.

 

Persevera naquilo que crês, pois sabes que o amor é a única solução para todas as dificuldades humanas. O que não consegues hoje lograrás amanhã, se souberes permanecer firme e sem desalento.

 

A resposta de toda sementeira nem sempre corresponde ao que espera o semeador. Nada obstante, um grão que gemina e atinge o objetivo produz muito mais que todos que foram utilizados e nem sequer sobreviveram.

 

Renasceste na Terra para contribuir em favor da Era Nova, alias, todos que se encontram hoje no planeta estão em preparativos para a grande transição que se vem operando desde há algum tempo.

 

No divino calendário não existe pressa, mas o ritmo das Leis de Equilíbrio para que cada acolhimento suceda no instante próprio.

 

Assim também ocorre com o programa de amor para os habitantes do planeta.

 

Aqueles que hoje resistem ou não aceitam voltam mais tarde voltam no caminho da afetividade, que é de sabor imortalista.

 

Não te atormentes, pois.

 

Cuida do teu aprimoramento interior, compreendendo o teu irmão de jornada e ajudando-o quanto possas, sem desfalecimento.

Se agora sofres incompreensões e desafios, não interrompas a marcha, porque esses são sinais de êxito no teu empreendimento de iluminação.

 

Jesus, que nos ama, desde o princípio dos tempos, apesar da nossa tremenda ingratidão, ainda não desistiu de nós.

 

Permanece contribuindo para que o ser que somos aos Seus cuidados cresçamos sempre e alcancemos a plenitude.

 

 

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco no livro, Vidas Vazias, Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 12/03/2021.

 

 

 

 

 

“DE ALGUMA FORMA, OS SERES HUMANOS JAMAIS ESTÃO A SÓS, ENCONTRANDO-SE EM PERFEITA IDENTIFICAÇÃO COM AQUELES DESENCARNADOS QUE LHES SÃO EMOCIONAL E ESPIRITUALMENTE SEMELHANTES.”    Joanna de Ângelis

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

 

Blog: Psicologia Espírita

REFLETINDO A ALMA

GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS

livro em leitura e estudo: VIDAS VAZIAS

 

Texto: INGRATIDÃO

 

O processo antropológico da evolução é lento e pede  modificações, adaptações e conquistas psicológicas que vão ocorrer com o tempo. No seu começo vem sob a forma de  evolução aritmética, passo a passo, depois de atingir determinados patamares, ocorre como desenvolvimento geométrico.

 

Quando atinge o estágio da inteligência, do discernimento, da compreensão, da ética e do sentido moral da vida, as conquistas ocorrem em saltos quânticos que possibilita atingir a plenitude.

 

O desempenho do ego na libertação das paixões pede cuidados e perseverança constantes, não se permitindo que más inclinações, vindas de etapas anteriores, se coloquem acima das experiências iluminativas.

 

Muitas vezes, aquele que busca a elevação espiritual luta com hábitos adquiridos, expressando condutas, tropeçando e reincidindo, sem o avanço permanente, que seria o ideal.

 

É preciso libertar-se das heranças infelizes e dos comportamentos doentios que se colocam como prazer, em cada reencarnação.

 

Muitos impositivos do passado continuam dominando nas formas de conduta.

 

Por achar que merece todos os respeitos e honras, o egoísmo, comanda em chefe as imperfeições morais que insistem em continuar e prejudicam ainda mais.

Herança perversa do período egocêntrico, quando se acreditava ser a razão de o Sol brilhar, herança que ainda se encontra na maioria das decisões e tentativas de crescimento intelecto-moral.

 

É necessário, uma conscientização lúcida e firme para trabalhar-se mental e emocionalmente para diluí-lo, ampliando os horizontes da fraternidade, e para reconhecer o quanto é necessário o convívio em grupo e o quanto é feliz aquele que sabe conviver e repartir alegria com o seu próximo.

 

Muitas vezes, o egoísmo resulta de transtornos mentais ou emocionais, isolando o indivíduo que, sente-se superior aos demais, evitando misturar-se com a massa, se destacando do grupo social pelo temperamento doentio.

 

Nesse estágio é comum a pessoa sentir-se  merecedora do esforço de outros, do seu trabalho, das suas gentilezas e dependência, circulando a sua volta, mesmo distante fisicamente para não criar incômodos ou aborrecimentos no sempre insatisfeito egotista.

 

Não se interessando em modificar-se, por sentir-se bem na situação em que se encontra, faz-se simpático para conquistar as outras pessoas, sabe atingir os pontos frágeis das pessoas generosas e torna-se parasita a roubar-lhes a confiança, a afeição, que não correspondem ou nem consideram importantes. Se considerando sempre mais merecedores e soberbos.

 

Desprezam com facilidade quem os ajudam e os estimam, continuando vazios de valores emocionais que os faria entender quanto prejudicam as outras pessoas na sua maneira atrevida de conviver.

 

Quando percebem que não impressionam mais com os seus arroubos e gentilezas forçados, disfarçam e tentam reconquistar quem se afasta, e continua sua caminhada habitual...

 

A ingratidão é doença do Espírito, e deve ser combatida por todos que lhe são vítimas.

 

Pedro, que conviveu com o Mestre em intimidade e recebeu d’Ele muitos tesouros de amor e de socorro, negou-O três vezes, apesar de advertido sobre o egoísmo que ainda se encontrava no seu caráter.

 

Mas caindo em si, soube conquistar a humildade e dedicar-se à pregação e vivencia dos valiosos ensinos do Senhor, doando a vida em sublime holocausto de amor.

 

Judas, também que recebeu de Jesus varias demonstrações de ternura e de afetividade, não resistiu à tentação de vendê-lo, para lucrar as moedas da traição, caindo, depois, em si, e optando pelo suicídio infame.

 

São exemplos importantes de ingratidão que podem ser classificados como traição ao amor, ao devotamento e a confiança que o Rabi lhes ofereceu aos sentimentos, e eles não souberam ou não compreenderam.

 

O ingrato é, também, um traidor da confiança e do respeito que lhe tem sido oferecido.

 

Esse ingrato que foi beneficiado em momento de dificuldade pela bondade do amigo e, a partir daí, todas as bênçãos que lhe chegaram foram consequência feliz do ato inicial que o livrou do problema, da aflição.

 

Nunca podemos retribuir devidamente um ato de bondade salvador, uma entrega de ternura e um gesto de compreensão. Dessa forma se adquire uma dívida com a Consciência Cósmica, que  aguarda momento para que o gesto se dirija em benefício do outro que se encontre em situação equivalente.

 

O ingrato sempre produz mal ao seu benfeitor pelo efeito emocional produzido com o seu comportamento, diminuindo a intensidade do espírito fraternal ou tornando indiferente quem acreditava na generosidade, no socorro imediato.

 

O ingrato é pessoa infeliz, por lhe faltar ainda a sensibilidade de amar realmente alguém. Toda expressão de afetividade está na condição da retribuição de algo.

 

Felizes são os que não desanimam, mesmo traídos, enganados e esquecidos após fazerem o bem.

 

Quando as condições forem favoráveis a semente que foi lançada no subsolo ela germinará.

 

Assim também é a bondade que se oferece ao próximo.

 

Continua gentil sem te afetar pela rudeza dos ingratos, compreendendo que é sempre melhor para aquele que dá e é bondoso.

 

A vida da Terra, por mais longa que seja, é sempre de duração rápida...

 

Se ocorre inimizades e alguém busca a vingança, quando a executa, se satisfaz no momento, porém, se perdoa fruirá do bem estar para sempre.

 

Não te perturbes com os que te exploraram, te enganaram, mentiram para conseguir o que queriam. As experiências irão lhes ensinar e tu continuarás amando, porque o bem que se faz é moeda de amor que se transformará em soberana luz de bem esta-estar.

 

Quando não puderes retribuir ao teu benfeitor algo do muito que ele te ofereceu, passa a outrem a colaboração da amizade, o sorriso da simpatia, a ajuda já possível de ofertar.

 

O mundo está cheio de ingratos, mas o amor vai aos poucos vencendo as resistências do egoísmo e espalhando ternura, afeto e gratidão em toda parte.

 

 

 

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco no livro, Vidas Vazias, Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 22/02/2021.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

 

Blog: Psicologia Espírita

REFLETINDO A ALMA

GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS

livro em leitura e estudo: VIDAS VAZIAS

 

Texto: INGRATIDÃO

 

O processo antropológico da evolução é lento e pede as modificações, adaptações e conquistas psicológicas que vão ocorrer com o passar do tempo. No seu começo ocorre sob a forma de  evolução aritmética, passo a passo, depois de atingir determinados patamares, ocorre o desenvolvimento geométrico.

 

Ao atingir o estágio elevado da inteligência, do discernimento, da compreensão, da ética e do sentido moral da vida, as conquistas ocorrem em saltos quânticos o que vai permitir atingir a plenitude.

 

Mas, o desempenho do ego na libertação das paixões pede cuidados e perseverança constantes, não se permitindo que as más inclinações, que vem das etapas anteriores, se coloquem acima das experiências iluminativas.

 

Muitas vezes, aquele que busca a elevação espiritual luta em condutas adquiridas como hábitos, continuamente tropeçando e reincidindo, sem o permanente avanço, que seria o ideal.

 

É necessário libertar-se das heranças infelizes e dos comportamentos doentios que se impõem como prazer, em cada reencarnação.

 

São muitos os impositivos do passado que continuam dominando nas formas de conduta.

 

Por compreender que merece todos os respeitos e honras, o egoísmo, torna-se o comandante em chefe das imperfeições morais que insistem em permanecer e que mais prejudicam.

Herança perversa do período egocêntrico, quando se acreditava ser a razão que fazia o Sol brilhar, herança que continua na maioria das decisões e tentativas de crescimento intelecto-moral.

 

É preciso, uma conscientização lúcida e firme para trabalhar-se mental e emocionalmente com a finalidade de diluí-lo, ampliando os horizontes da fraternidade, e reconhecer o quanto é necessário o convívio em grupo e o quanto é feliz todo aquele que sabe conviver e repartir alegria com o seu próximo.

 

Muitas vezes, o egoísmo resulta de transtornos mentais ou emocionais, isolando o indivíduo que, sente-se superior aos demais, evitando misturar-se com a massa, se destacando do grupo social pelo temperamento doentio.

 

Nesse estágio é comum a pessoa se sentir merecedora do esforço de outros, do seu trabalho, das suas gentilezas e dependência, circulando a sua volta, mesmo que estejam, distante fisicamente para não criar incômodos ou aborrecimentos no sempre insatisfeito egotista.

 

Conhecendo-se, e não se interessando em modificar-se, por sentir-se bem na situação inusitada em que se encontra, faz-se simpático para conquistar as outras pessoas, sabe atingir os pontos frágeis das pessoas generosas e torna-se parasita a roubar-lhes a confiança, a afeição, que não correspondem ou nem consideram importantes. Se considerando sempre mais merecedores e soberbos.

 

Desprezam facilmente quem os ajudam e os estimam, seguindo vazios de valores emocionais para entender quanto prejudicam as outras pessoas com a sua maneira atrevida de conviver.

 

Quando percebem que não impressionam mais com os seus arroubos e gentilezas forçados, disfarçam e tentam reconquistar quem se afasta, e continua a sua caminhada habitual...

 

A ingratidão é doença do Espírito, que deve ser combatida por todos que lhe são vítimas.

 

Pedro, que conviveu com o Mestre em intimidade e recebeu d’Ele muitos tesouros de amor e de socorro, negou-O três vezes, apesar de advertido sobre o egoísmo que ainda se encontrava no seu caráter.

 

Mas caindo em si, soube conquistar a humildade e dedicar-se à pregação e vivencia dos valiosos ensinos do Senhor, doando a vida em sublime holocausto de amor.

 

Judas, também que recebeu de Jesus varias demonstrações de ternura e de afetividade, não resistiu à tentação de vendê-lo, para lucrar as moedas da traição, caindo, depois, em si, e optando pelo suicídio infame.

 

São exemplos importantes de ingratidão que podem ser classificados como traição ao amor, ao devotamento e a confiança que o Rabi lhes ofereceu aos sentimentos, e eles não souberam ou não compreenderam.

 

O ingrato é, também, um traidor da confiança e do respeito que lhe tem sido oferecido.

 

Esse ingrato que foi beneficiado em momento de dificuldade pela bondade do amigo e, a partir daí, todas as bênçãos que lhe chegaram foram consequência feliz do ato inicial que o livrou do problema, da aflição.

 

Nunca podemos retribuir devidamente um ato de bondade salvador, uma entrega de ternura e um gesto de compreensão. Dessa forma se conquista uma dívida com a Consciência Cósmica, que  aguarda momento para que o gesto vá em benefício do outro que se encontre em situação equivalente.

 

O ingrato sempre produz mal ao seu benfeitor pelo efeito emocional produzido com o seu comportamento, diminuindo a intensidade do espírito fraternal ou tornando indiferente quem acreditava na generosidade, no socorro imediato.

 

O ingrato é pessoa infeliz, por lhe faltar ainda a sensibilidade de amar realmente alguém. Toda expressão de afetividade está na condição da retribuição de algo.

 

Felizes são os que não desanimam, mesmo traídos, enganados e esquecidos após fazerem o bem.

 

Quando as condições forem favoráveis a semente que foi lançada no subsolo ela germinará.

 

Assim também é a bondade que se oferece ao próximo.

 

Continua gentil sem te permitir afetar pela rudeza dos ingratos, compreendendo que é sempre melhor para aquele que dá e é bondoso.

 

A vida da Terra, por mais longa que seja, é sempre de duração rápida...

 

Se ocorre inimizades e alguém busca a vingança, quando a executa, se satisfaz no momento, porém, se perdoa fruirá do bem estar para sempre.

 

Não te perturbes com os que te exploraram, te enganaram, mentiram para conseguir o que queriam. As experiências irão lhes ensinar e tu continuarás amando, porque o bem que se faz é moeda de amor que setransformará em soberana luz de bem esta-estar.

 

Quando não puderes retribuir ao teu benfeitor algo do muito que ele te ofereceu, passa a outrem a colaboração da amizade, o sorriso da simpatia, a ajuda já possível de ofertar.

 

O mundo está cheio de ingratos, mas o amor vai aos poucos vencendo as resistências do egoísmo e espalhando ternura, afeto e gratidão em toda parte.

 

 

 

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco no livro, Vidas Vazias, Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 15/02/2021.

 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

 

Blog: Psicologia Espírita

REFLETINDO A ALMA

GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS

livro em leitura e estudo: VIDAS VAZIAS

 

Texto lido: RECORRE À ORAÇÃO

 

A oração é instrumento sublime de que a criatura humana deve utilizar-se para nutrir a alma.

Em qualquer situação a oração é sempre,  tônico vigoroso trazendo equilíbrio para manter a paz.

 

Energia poderosa que restabelece o animo de quem ora quando esse orante sintoniza emocionalmente com as Fontes geradoras da Vida.

 

É vínculo de segurança que sustentam a clareza mental nos objetivos elevados, facilitando a harmonia e o entusiasmo na caminhada existencial.

 

A oração deveria estar mais presente no cardápio existencial, como tesouro, com possibilidades incomuns para a edificação interior.

 

Por engano de teólogos e crentes desprevenidos, a oração só é conhecida como reserva de forças para momentos especiais.

 

Por isso, a oração tem sido mais buscada como ajuda apenas quando as situações conspiram contra o bem-estar e outras ambições humanas.

 

Esperam-se então milagres, como se só pelo fato de orar já merecesse resposta imediata da Divindade, atendendo às suplicas de urgência.

 

Transformada em obrigação a que o individuo se vê forçado, é utilizada apenas em condições especiais, em casos principalmente de desespero e angústia, forçando-se anuência a todos os problemas apresentados.

 

Ligado às palavras sonoras ou poéticas, elas são repetidas de memoria, sem a ligação com o objetivo que se busca.

 

Esse improviso normalmente tem como resultado desânimo e frustração.

 

A vida física impõe compromissos e deveres que devem ser considerados e vividos, para que ocorra de forma prazerosa.

 

Aí estão as tarefas espirituais que pedem oportunidade para serem feitas com espírito de abnegação e luta na busca da autoiluminação.

 

As obrigações com o corpo pedem quase todo tempo disponível nos cuidados, esforço de todo tipo para atender os programas estabelecidos ou os excessos de repouso na ociosidade.

 

Apenas se pensa na realidade do ser, quando acontece algum fato de forma inesperada ou alguma necessidade urgente, quase nunca com a merecida consideração.

 

É natural que os resultados não sejam satisfatórios ou até que nem existam, pela falta de conexão com as faixas superiores do bem.

 

A oração não deve ser um hábito de petitórios inconsequentes, mas um programa de convivência mental e emocional de ideias felizes.

 

O comportamento saudável é a primeira necessidade para a vigência oracional no íntimo do ser humano.

 

Quando Jesus diz que tudo quanto pedirmos ao Pai orando, Ele nos concederá, deixa clara a ideia para que sejamos filhos devotados e merecedores das mercês desejadas.

 

É diferente de quando se tem uma conduta alienada, distante e, de repente, buscar respostas benéficas para pedidos injustificáveis.

 

Ora, então sempre e sem cessar, certo de que o intercambio, o movimento oracional vai da Terra para o Céu, para que a partir daí aconteça a corrente da vibração de amor vinda do Céu para a Terra.

 

Mas a oração, não são apenas as palavras, ela inicia com o pensamento cheio de amor e de esperança, em busca de apoio e de conforto, de diretriz e de segurança que venham das regiões sublimes da Espiritualidade.

 

Léon Tolstoi, escritor e filósofo russo, numa importante narração, finaliza o diálogo entre um sacerdote e um camponês, dizendo:- Arar é orar!

 

Sempre que se esteja trabalhando na construção do dever e em benefício do próximo, está-se orando na ação.

 

A oração feita com palavras nem sempre leva a doçura do sentimento voltado para Deus, dessa forma não transforma-se em onda de comunicação superior. Assim também na oração repetitiva, com o pensamento ligado a outras correntes mentais.

 

A alma, reconhecendo sua fragilidade e limites de recursos específicos para atender ao seu programa evolutivo, busca o núcleo de onde vem as energias superiores para a preservação da vida e tenta sintonizar, com a prece buscando ligação com as nascentes do bem inominável.

 

Por isso, nas lutas mais difíceis, quando as dificuldades são mais graves, a mente busca a  Deus, num apelo como ela é e como se encontra, na espera do socorro que sempre vem.

 

Uma oração nunca fica sem resposta. Embora nem sempre corresponda às aspirações de quem a elabora, porque a Sabedoria Divina sabe o que é melhor para todos, não atende à ânsia de um momento que pode se transformar em sofrimento futuro, mas ao que vem depois de passada a tempestade.

 

É preciso, saber discernir quando da ocorrência após a oração, não se permitindo desanimar ou desarmonizar, por não haver sido resolvida a questão afligente.

 

Nem tudo que em um momento parece um grande bem é realmente, muitas vezes, esse entender transforma-se, com o tempo e as circunstancias, em calamidade não desejada.

 

Quanto possível, faz da tua vida um rosário de preces e evocações elevadas pelo teu pensamento, palavras e ações.

 

Sempre que tenhas tempo vazio, em vez de te permitires devaneios e sonhos sem importância ou sem sentido, ora, permite contatar com a vida exuberante em toda parte e enriquece-te de paz e alegria de vier.

 

Quem ora com frequência eleva-se espiritualmente, mantendo-se imperturbável em qualquer situação.

 

Orar é comungar com Deus.

 

Após atender as multidões, Jesus desaparecia da balbúrdia e dos comentários insensatos, para orar a Deus, no silencio do deserto...

 

Nunca, pois, te sintas solitário ou triste, porque podes buscar a companhia espiritual pela oração e enriquecer-te de luz e de amor.

 

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco no livro, Vidas Vazias, Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 29/01/2021.

 

INTRODUTÓRIO PARA OPRÓXIMO TEXTO

“Quando não puderes retribuir ao teu benfeitor algo do muito que ele te ofereceu, passa a outrem a colaboração de amizade, o sorriso da simpatia, a ajuda que seja possível ofertares.”

                                                                                                                             Joanna de Ângelis

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Texto lido: PERIODO DE TRANSE

 

A densa atmosfera vibratória que se encontra na sociedade atual produz um tóxico entorpecente pondo quase todos os indivíduos em semitranse.

 

Como fantasmas a vagar sem destino, as massas humanas movimentam-se atoleimadas em faixas de energia deletéria sem entender o que lhes está ocorrendo.

 

Sob um aspecto, arrastam-nas ao embalo de barulhos alucinatórios e luxúria exacerbada, ou anulam-lhe a compreensão, o discernimento e o bom-tom, permitindo-se quaisquer arrastamentos.

 

Entorpecidas pelas sensações grosseiras do primitivismo em que se situam, elegem condutas estranhas, distantes dos comportamentos do amor e da responsabilidade que a vida impõe inflexível.

 

Levados pela força hipnótica em que se nutrem, vivem as situações asselvajadas para atenderem falsas necessidades orgânicas, especialmente as que pertencem aos instintos primários.

 

Mentes poderosas da Erraticidade inferior infiltraram ideias torpes, indecentes que ferem a moral, nas suas redes psíquicas e não possuem energias saudáveis para arrebentar as correntes magnéticas em que se debatem.

 

Esse estágio que caracteriza os dias da sociedade de hoje é o fruto de comportamentos materialistas apresentados por doutrinas cínicas e existencialistas que reduzem a vida humana ao amontoado de células montadas pelo acaso.

 

O predomínio da natureza animal sobre a natureza espiritual do ser faz do homem o brutamonte, insensível a manifestações do amor e da solidariedade.

 

Ao fracassar, o individualismo egoísta,  empurrou as comunidades para o coletivismo das modas e hábitos viciosos que desgovernam a Terra.

 

Problemas que o amor resolve facilmente foram abandonados e cresceram na preferencia do gozo pessoal em detrimento dos valores éticos que são a segurança emocional para a existência terrenal.

 

Esse transe é pestífero porque vitaliza miasmas psíquicos que se transformam em vírus e bactérias agressivos que se multiplicam nos organismos em desarmonia.

 

Surgem doenças de repente, e distúrbios individuais de gênese desconhecida dizimam esses ingênuos ou imprudentes.

 

O pensamento é o dínamo que gera forças por ser a casa mental a emissora de ondas que se transformam em ideais e expressam na  matéria.

 

A cada momento, propostas de prazer, de recreações varias inconsequentes arrebatam as multidões desestruturadas.

 

Há um vazio existencial que o gozo material não preenche porque é de breve duração.

 

Cada dia mais cresce a degradação moral e dos sentimentos que conquista cidadania embriagando os viandantes descuidados da organização material.

 

Quando a situação se tornou desesperadora entre os seres humanos, em cada fase, os Céus ensejaram a oportunidade para que antigos mártires, missionários do bem e da caridade, renascessem no mundo para despertar os anestesiados nas ilusões infelizes.

 

Esses Espíritos oferecem-se para arrancar do transe nefasto os irmãos que não tem sabido resistir às atrações do mal.

 

Nesses períodos, a angustia domina as emoções, e o sofrimento se oculta em sorrisos de embriaguez e de paixões imediatistas que consomem as massas.

 

A angústia, de alguma forma, é necessária no processo da evolução.

 

A lagarta que quer voar em forma de borboleta leve retorce-se no casulo, experimenta mudanças totais e consegue sair do solo para planar nas correntes aéreas.

 

O Espírito também é constrangido as imposições, às vezes penosas, difíceis para ascender na direção da Grande Luz.

 

És membro dessa grei sublime, capacitada para o soerguimento moral da Humanidade.

 

Alguns que estão participando do movimento revolucionário se encontram na Espiritualidade, com o objetivo de sustentarem os que se sacrificam no corpo em que mergulham para que tenham assistência especial até o fim do compromisso.

 

Para atenderes a essa tarefa específica de despertamento para a iluminação, serás chamado aos desafios da sombra e ciladas do mal, permanecendo sem temor e fiéis no dever embora aparentemente vencido.

 

É uma verdadeira guerra de ideias que se tornaram vidas,  necessitadas no momento de socorro e vitalização.

 

Não esperes compreensão geral nem apoio emocional. As vítimas do transe não estão dispostas à reabilitação, ao reencontro com a lucidez. E outros que também são sustentados pelo sopro nefasto produzirão armas contra ti, causando-te dores e punições perversas para que desanimes.

 

Formarão grupos bem organizados para o combate e se multiplicarão, surpreendendo pelas armas de que se utilizarão para destruir-te, para silenciar-te.

 

Fica atento e não revides, caindo nas  armadilhas que sabem preparar.

 

Continua fiel ao compromisso com Jesus, que enfrentou situação equivalente, sempre perseguido, porém amoroso sem cessar.

 

Não te surpreendas pelas pequenas vitórias que surgirão, lembra de que a batalha final é a que decide o conflito. Essa luta final não foi a crucificação do Mestre, mas foi a Sua ressurreição que demonstrou a vitória da verdade.

 

Não permitas abater o teu ânimo, nem duvides, pois é uma nuvem dificultando a claridade do raciocínio.

 

Luta contra as tuas forças mesmo que fracas, e não te deixes abater, não te entregues.

 

O Evangelho é canção de alegria indescritível

e está confiado a ti.

 

Vive-o em toda a sua grandeza e não abras espaço para o temor ou o amolentamento, eles desaparecem rápido, na luta, se permaneceres irretocável no teu dever.

 

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco no livro, Vidas Vazias, Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 21/01/2021.