domingo, 8 de abril de 2018


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”
RELACIONAMENTOS AFETIVOS


O instinto gregário predominante nos animais e principalmente no ser humano, que nasceu para viver em grupo, formando comunidades e a humanidade, leva-o aos relacionamentos que são parte da sua vida.

A caminhada de ascensão em isolamento agride ao processo evolutivo, marcado por sofrimentos desnecessários.

Existem casos em que a solidão leva à reflexões profundas, como pano de fundo para os registros superiores da vida.

Mas o afastamento da sociedade, com o pretexto de servir melhor a Deus,  é fuga, talvez inconsciente, dos relacionamentos responsáveis pelas experienciais do convívio, da solidariedade, em tentativa de se evitar conflitos e desgastes normais em todas as experiências de vivencia com o outro.

A proposta sabia que Jesus oferece se refere ao amor ao próximo como salto emocional  para o amor a Deus.

O desenvolvimento do afeto é impositivo natural para a elevação do Espírito.

Surge, no início, nos impositivos da libido, responsável pela multiplicação da espécie. Conforme o ser humano mais se eleva, torna-se mais complexo, alcançando a abnegação, a renuncia, o sacrifício até mesmo da própria vida.

As criaturas precisam de relações afetivas, mesmo nos reinos iniciais da evolução...

Desde a escolha pura e simples dos parceiros, nos primeiros tempos em que os caprichos masculinos predominavam, a união sexual era uma das razões fundamentais para o bem-estar dos grupos sociais.

Aos poucos, com o processo de discernimento emocional e do surgimento dos princípios éticos e morais, tentando-se equilibrar as funções do sexo distante da promiscuidade e dos relacionamentos múltiplos, surgiu então a monogamia como  estágio em que o sentimento de amor passou a predominar, e não os impulsos desordenados da libido.

A disciplina sexual tornou-se importante para o processo de equilíbrio  comportamental e espiritual da criatura humana.

Com essa conquista, a família passa a ser indispensável na socialização da criatura terrestre.

Mesmo quando predominava nos relacionamentos o egoísmo, a família abria o leque da afetividade com todos os seus membros.

A união, dos parceiros tornou-se uma necessidade do progresso social, mas, porque a cultura da época fosse ainda asselvajada, a mulher tornou-se vítima das paixões indignas, colocada em plano inferior, sofrendo penalidades perversas, quando cometendo qualquer equivoco que desagradasse o parceiro caprichoso.

A   culpa imposta pelo mito da criação,  responsabilizando-a pela deserção do homem no paraíso, tornou-a inferior e , portanto, subalterna, amada, mas em plano de significação secundária.

Graças a evolução do pensamento filosófico, psicológico e sociológico, aos poucos a mulher vem conquistando o seu lugar de relevância no relacionamento afetivo, na construção e condução da família, permitindo-lhe os mesmos direitos concedidos ao homem.

A liberdade buscada pela mulher, depois das muitas humilhações através dos milênios e da submissão absurda através dos tempos, foi adquirida, correndo hoje o risco, de cair na libertinagem que infelizmente a espreita...


Os relacionamentos afetivos são muito importantes no crescimento do ser humano, que busca a fraternidade universal como impositivo do progresso que não acaba no qual se encontra submetido.

Enquanto reinar vício mental de relacionamento egóico e pessoal, a relação afetiva estará fadada ao fracasso.

Existem uniões programadas no mundo espiritual, antes do mergulho carnal, quando os futuros parceiros se comprometem a estar juntos, contribuindo para o bem-estar da humanidade.

Há parcerias, que na maioria das vezes, resultam de interesses imediatistas, de sensações de prazer, de necessidades biológicas e emocionais, sem compromissos de responsabilidade.

Nesses casos, elas são rápidas e frustrantes, porque cada membros está mais interessado em si  e não no outro, trazendo lamentáveis transtornos emocionais e sociais.

Se as pessoas são psicologicamente maduras e responsáveis, predomina o amor na busca do parceiro, que é eleito pelos seus valores internos, portanto pela sintonia espiritual, formando os relacionamentos felizes.

Nesses casos, os valores éticos predominam e ajudam a superar as dificuldades normais no entendimento entre os que se unem, sem perderem as suas características, mas também sem que imponham ao outro apenas o que lhes convém.

Dessa forma, a família estrutura-se em bases seguras de respeito e de amizade entre os seus membros, tornando-se paradigma de sustentação do grupamento social.

Tendo ou não firmados compromissos legais ou religiosos da união, o que prevalece é sempre o amor.

Quando o amor não floresce nos sentimentos e nas mentes, a caminhada é áspera e cheia de perturbações, os relacionamentos são rápidos e tumultuados, porque o prazer do sexo é passageiro, e novos interesses surgem nos indivíduos descomprometidos com os valores emocionais do outro.

Todo relacionamento afetivo que mantém dois indivíduos em união merece o maior respeito, por propiciar a harmonia dos dois parceiros que se sentem compensados pelas sensações do prazer e principalmente pelas elevadas emoções da afetividade,

O afeto une as criaturas, umas às outras, permitindo também o intercâmbio de hormônios psíquicos, esses realmente responsáveis pela harmonia e saúde integral dos seres humanos.

Nessas uniões felizes sempre há a preocupação de repartir alegrias com o outro, e de compartir com as alegrias deles.


Quando buscares parcerias afetivas, lembra-te de contribuir com quem eleges para companhia, considerando que não tens o direito de ferir os sentimentos do teu próximo, de quem se te afeiçoa e confia, entregando-se em  totalidade.

O uso que faças da tua afetividade será o teu futuro de bênçãos ou de solidão, mesmo que estejas acompanhado, vivendo um sofrido vazio existencial,  que tipifica a sociedade contemporânea.

A união dos sexos sob as bênçãos do amor é o sublime instituto  em  que se constrói a família, síntese essencial da grande humanidade.

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 08/04/2018.





sábado, 31 de março de 2018




“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

TROPEÇOS


 No mundo intimo da criatura humana é onde se encontra o seu grande desafio como conflitos, aspirações, sentimentos controvertidos, necessidades reais e imaginárias.

Desenvolvendo-se através das muitas reencarnações, amplia o campo dos ideais, superando, lentamente, a estreiteza do comportamento de onde procede, sob a forma de anseios de amplitude do entendimento da vida e do universo.

Ainda ligada as situações difíceis do primarismo de que se vai libertando, compreende a grandeza e o significado existenciais, buscando a autorrealização alimentada pelos sentimentos do amor que ainda lhe são limitados...

Como a ave sem penas que gostaria de voar, sente a necessidade de conquistar o espaço que ainda a fascina e teme o momento ante a impossibilidade de fazê-lo.

Inconscientemente ele sabe que está destinado à glória solar e anseia por atingi-la, demorando-se, nos limites asfixiantes do ego que a atormenta.

A persona que tem afivelada na face, visando destacar-se no concerto social, preocupa-se apenas de imitar os triunfadores de ocasião, vivendo modelos de projeção passageira, em mudanças que perturbam, afastando-se da realidade imortalista.

Enquanto age dessa forma, no jogo ilusório dos prazeres sem profundidade emocional, o Espírito que é tem dificuldade de esforçar-se para resolver os problemas de alto significado, como: a transformação moral para melhor, a ascensão pela conquista de padrões de existência mais importantes, o desenvolvimento mental e a dedicação ao ministério da  fraternidade legítima.

A caminhada terrestre é um processo de aprendizagem enriquecedora por propiciar bênçãos que se transformam em harmonia íntima e compreensão dos significados propostos pela reencarnação.

Apesar dos impositivos do respeito a preservação da vida e à sua manutenção, através do trabalho digno, às vezes desgastante, a mente deve estar sempre dirigida aos valores transcendentais, harmonizando os deveres imediatos da sobrevivência material com os que se referem à sua fatalidade transcendental.

O aturdimento diário não pode ser única razão para as lutas evolutivas, e sim um meio de se alcançar o objetivo espiritual.

É nesse trabalho intenso, quando o ser resolve a vivencia iluminativa, que surgem os tropeços, tentativas de impedimentos para a conquista visada em forma de plenitude.

Vivendo uma cultura social imediatista e utilitarista, os significados espirituais e morais são considerados de pouca ou nenhuma relevância, e deixados em plano secundário para quando a morte se aproximar ou a dor se apresentar como modeladora de novos sentimentos.

A juventude e, a idade adulta buscam atender as futilidades, sendo-se surpreendido pelos impositivos inevitáveis da realidade, do passar do tempo e das oportunidades perdidas...

Remorso, revolta, desconforto interior vem a tona, e afligem em demasia, como efeitos naturais dos comportamentos insanos.

O ser humano precisa realizar o autoencontro, buscando desmascarar-se, vivendo a sua realidade, sem o sofrimento da imitação dos que parecem felizes, mas nem sempre o são.

Há muito engano no mundo.

Aparência e realidade são manifestações diferentes da vida.
A necessidade da fusão do ego e sua manifestação externa no si-mesmo é inadiável.

Somente nesse esforço é possível compreender-se o significado da vida carnal e os recursos de que se pode dispor para alcançá-lo.

Alguns exercícios simples podem auxiliar na luta contra os tropeços.

O silencio periódico é de vital importância para a conquista dos tesouros íntimos. Com a quietação interna, o tumulto abre espaço para a lucidez para a analise do que se é, daquilo que é necessário para a vitória, e dos significados existenciais.

O despojamento das aflições é outro recurso inestimável, por valorizar o que realmente tem sentido ante o que se atribui qualidade e significado.

O ser humano envolve-se demasiadamente com as coisas, as situações e o que chama de valores imprescindíveis à sua realização.

Perdido no abismo da loucura e do consumismo, acumulando lixo de luxo, escraviza-se aos interesses que os preservam, afastando-se dos objetivos reais da vida.

Sem perceber, o tempo passa no seu carro de horas, e, quando mergulha no imo, se percebe vazio, sem sustentação moral e emocional para os enfrentamentos com a consciência, com o porvir...

Nesses momentos, surgem os transtornos depressivos, em que medos e inseguranças apodera-se lhe com força e o perturbam.

Os primeiros períodos da vida física são os modeladores da fase de desgaste orgânico, quando a maturidade e a velhice são alcançadas, levando à reflexões inevitáveis.

Como nas fases iniciais da vida de aprendizado e de educação dos hábitos espirituais superiores, os esforços para superar os tropeços produzem indescritível bem-estar e imensa alegria de viver.

Conciliando-se o ser exterior com a sua realidade, o movimento da vida torna-se compensador pelas satisfações vindas das conquistas alcançadas.

Os sentimentos e ansiedades acalmam-se, proporcionando a tranquilidade que são estímulo para contínuas ascensões na direção da imortalidade.

Desaparecem os conflitos que urdem desequilíbrios e atormentam o ser, diminuindo-lhe as possibilidades de uma vida iluminada.

Por que, na vida de todos os trabalhadores do bem, os tropeços surgem desafiadores?

Porque ainda vive-se na Terra o período das provas e das expiações, em que predominam as ilusões e os encantamentos da irresponsabilidade.

Conforme sejam vencidos, desde as pequenas dificuldades num crescendo inevitável, as resistências do lutador tornam-se mais fortes e a sabedoria que nele se instala dão-lhe as técnicas para ultrapassar todo obstáculo no processo da vitória sobre si mesmo.
Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 31/03/2018.

sábado, 24 de março de 2018




“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

REFLEXÕES DE ATUALIDADE

Diante da loucura que toma conta da sociedade, te perturbas, considerando a dificuldade da renovação social proposta pelo evangelho de Jesus e de que o espiritismo é o grande vanguardeiro.

Os índices da violência e da criminalidade em geral assustam, como ameaçadora é a onda de perversão moral e de perda de sentido psicológico nos vários seguimentos da  sociedade contemporânea.

Os vícios conquistam cidadania e os interesses submissos dominam os  vários grupos humanos, que se fazem adoradores do poder e do prazer, cada vez mais distantes, das responsabilidades éticas e dos compromissos morais.

A descrença na imortalidade e o descaso pelos valores espirituais surpreendem, mesmo naqueles que se ligam a algumas doutrinas religiosas. Acima de todas as questões tem primazia o jogo hedonista, na busca do prazer e do destaque do ego, centro da consciência; parte da identidade do indivíduo, responsável pela relação com o mundo exterior e pela busca das necessidades do ser,  com todas as suas mazelas, acorrentando os indivíduos a insensatez, às disputas sanguinárias.

A cada dia que passa o ser humano vale menos, apresentando-se descartável, e sem significado os deveres que elevam os grupos sociais e os dignificam.

Poucos sentem-se atraídos pela revelação dos Espíritos e aderem momentaneamente às instituições de estudos e de convivência fraternal.

Habituados, aos comportamentos ancestrais, conservam os hábitos infelizes e, em vez de superarem os limites da mesquinhez, inadequados da conduta infantil, cultivam os mexericos, a presunção, o melindre, espalhando aflições no grupo e pondo, à perder muitas vezes, respeitáveis construções do bem, que se entregam a sua perversidade emocional.

Se familiarizam rápido com o ambiente a as pessoas, passando a ver erros em todos, lamentando decepcionar-se com os demais, aos quais transferem os relevantes compromissos da boa conduta, eximindo-se de conduzir-se conforme lhes exigem.

Discutem os temas elevados do pensamento do Cristo e mantem-se nos costumes doentios que trouxeram, sem a renovação indispensável à própria paz, que retardam, mais preocupados com o próximo, que fiscalizam e condenam, do que com o seu próprio processo de evolução.

São agressivos, estão sempre indispostos e rudes, utilizando-se, dos pobres para promover o ego, como  salvadores, sem o mínimo sentimento de fraternidade ou de compaixão.

Os espetáculos da vulgaridade substituem os cenários da alegria pura e da naturalidade, que cedem o lugar aos acepipes da luxuria e dos atentados ao pudor, com anedotas chulas e de sentido duplo.

...e o alucinante desejo de ter mais, de enriquecer, de destacar-se na comunidade toma o lugar das virtudes esquecidas da humanidade, da pureza de coração. 

Dessa forma, para onde caminha a humanidade atual?


Nunca esqueças, que o condutor do planeta cuida e tem planos especiais para todas as situações e emergências.

Por mais resista a criatura humana, escolhendo o primarismo, a lei de progresso não muda e a todos alcança.

Felizes os que escolhem as mudanças morais para melhor sem instrumentos do sofrimento, pois, exercitando o bem e o amor, além de humanizar-se cada vez mais, quebram as amarras com o primarismo do qual procedem.

Conforme mudam de patamar evolutivo, mais buscam anelando os cumes gloriosos da vida.

O progresso neles segue o calculo geométrico, e, à medida que anulam os impulsos perturbadores que afligem, favorecem a ampliação dos sentimentos que transcendem as necessidades voluptuosas da matéria.

Não desanimes, mantendo-te fiel ao teu compromisso e fazendo da melhor forma possível.

A tua parte é muito importante no conjunto geral.

Se te permites a duvida e  insatisfação por veres como quão distante a humanidade se encontra da meta sublime que é o reino dos céus, estarás vitalizando os miasmas pestíferos da desarmonia que vige vigorosa em quase toda parte.

Acende a luz da esperança onde estejas e te mantém compassivo onde seja necessário.

Que o exemplo dos maus não seja modelo para o teu comportamento, pois, se não fizeres assim, estarás acumpliciado com a loucura que se propaga abertamente.

Por menor que te sintas, tens o tesouro da fé que te sustenta a vida e te faz avançar sem medo, sem aflição.

Muitas vezes te sentes deslocado do contexto social ou até excluído dele, porque não falas a mesma linguagem, não tens os mesmos hábitos e modismos, apresentando-te como ultrapassado no ambiente.

Sim, é assim mesmo. O cristão verdadeiro tem que ser diferente do indivíduo convencional, no qual a persona é mais importante do que a individualidade, o ego lhe predomina em prejuízo do ser profundo que o deve caracterizar em todos os momentos.

Não usando a máscara que torna todos iguais, chama a atenção, provocando as reações dos utilitaristas e gozadores, que os enche de gracejos e de restrições, por se sentirem ofendidos pela diferença que observam.

É compreensível que seja assim, porque até mesmo para Ele não houve lugar no mundo.

Será instalado, o mundo novo entre as criaturas terrestres, sim, e as providencias para que isso aconteça no menor prazo possível vem sendo tomadas pelos responsáveis pelo programa de renovação em andamento.

Reencarnação é o mecanismo inevitável que vem procedendo a seleção que ocorre agora, permitindo a permanência dos que acompanham a marcha do progresso, e os demais, como no mito de Lúcifer, são transferidos para outras dimensões penosas onde refundirão os sentimentos e, depois de renovados, voltarão à nave mãe.


Quem visse o apogeu do império romano, nos seus dias gloriosos, e a pequena grei de discípulos de Jesus, perseguidos e assassinados, nunca imaginaria a queda do poder de César diante da simplicidade da nova era.

Tudo ruiu e, da sua incomparável grandeza, restaram os fastos nas páginas da história.

Entretanto, os iludidos discípulos de Jesus rapidamente aderiram ao poder deixado por César e a fé também naufragou.

Agora, ante as luzes do Consolador, tudo será diferente: o poder dominante será o do amor sob as bênçãos da caridade.

Assim sendo, confia e segue com Jesus...
Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 24/03/2018.

sábado, 3 de março de 2018


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

RELACIONAMENTOS AFETIVOS

O instinto gregário que predomina nos animais e especialmente no ser humano, que nasceu para viver em grupo, formando greis e a humanidade, leva-o aos relacionamentos da sua existência.

A ascensão em isolamento é uma agressão ao processo evolutivo marcado por  sofrimentos desnecessários.

Em alguns casos a solidão traz reflexões profundas, servindo de pano de fundo para os registros superiores da vida.

Mas o afastamento da sociedade, para servir a Deus, é uma fuga, talvez inconsciente, dos relacionamentos responsáveis pelas experiências do convívio, da solidariedade, tentando evitar conflitos e desgastes normais na vivencia com o outro.

A proposta de sabedoria de Jesus refere ao amor ao próximo como fundamental para o salto emocional para o amor a Deus.


Desenvolver a afetividade é imposição do processo de elevação do Espírito.

No início são os impulsos da libido,  decorrentes do instinto,  responsável pela multiplicação da espécie. Conforme o ser humano se eleva, sua complexidade cresce, culminando na abnegação, na renuncia, no sacrifício até da própria existência.

As criaturas precisam de relacionamentos afetivos, mesmo nos primeiros reinos da evolução...

Desde a simples escolha  dos parceiros, nos tempos primários em que os caprichos masculinos predominavam, a união sexual foi uma das razões fundamentais para o bem-estar dos grupos sociais.

Aos poucos, com o  discernimento emocional e o surgimento dos princípios éticos e morais, querendo-se equilibrar as funções do sexo distante da promiscuidade e dos múltiplos relacionamentos, surgiu a monogamia como um estágio em que o sentimento de amor passou a predominar, sobre a libido desordenada.

A disciplina sexual tornou-se importante no  equilíbrio comportamental e espiritual da criatura humana.

Com isso, a família passou a ser  fator indispensável de socialização da criatura terrestre.

Mesmo quando o egoísmo ainda predominava nos relacionamentos, a família abria o leque da afetividade com todos os seus membros.

A união, dos parceiros tornou-se uma necessidade  do progresso social, mas, como a cultura ainda fosse asselvajada, a mulher tornou-se vitima das paixões sórdidas, colocada em plano inferior, impondo-lhe penalidades perversas, quando cometia um engano que desagradasse o parceiro caprichoso.

A culpa  imposta pelo mito da Criação, tornando-a responsável pela deserção do homem no paraíso, fê-la inferior e, portanto, subalterna, amada, mas em plano de secundário de significado.

Com a evolução do pensamento filosófico, psicológico e sociológico, aos poucos a mulher conquistou o seu lugar de importância no relacionamento afetivo, na construção e condução da família, trazendo-lhe os mesmos direitos dados ao homem.

A liberdade buscada pela mulher, depois das humilhações milenárias e da submissão absurda através dos tempos, acabou sendo conquistada, mas hoje correndo o risco, de queda na libertinagem que infelizmente a espreita...


Os relacionamentos afetivos são muito importantes para o  crescimento do ser humano, que busca a fraternidade universal como necessário ao progresso a que se submete.

Enquanto perdurar o vício mental do relacionamento egóico e pessoal, a relação afetiva estará condenada ao fracasso.

Há uniões programadas no mundo espiritual, antes do mergulho carnal, em que os futuros parceiros se comprometem a estar juntos, contribuindo para o bem-estar da humanidade.

Mas á maioria das parcerias, resultam de interesses imediatistas, de sensações de prazer, de necessidades biológicas e emocionais, sem  responsabilidade.

Nesses casos, são rápidas e frustrantes, porque cada um se encontra mais interessado em si do que no outro,   causando lamentáveis transtornos emocionais e sociais.

Quando são pessoas psicologicamente maduras e responsáveis, o amor predomina na busca do parceiro, eleito pelos valores internos, pela sintonia espiritual, formando relacionamentos felizes.

Nesses casos, os valores éticos predominam e ajudam a superar as dificuldades de entendimento entre os que se unem, sem perderem  suas características, sem impor ao outro apenas o que lhes convém.

Quando ocorre assim, a família estrutura-se em bases seguras de respeito e  amizade entre os seus membros, tornando-se modelo de sustentação do grupo social.

Firmados ou não compromissos legais ou religiosos da união, sempre prevalece o amor.

Quando não há o amor nos sentimentos e nas mentes, a jornada é difícil e cheia de ocorrências perturbadoras, os relacionamentos são rápidos e tumultuados, porque o prazer do sexo passa rápido, e novos interesses se instalam nos indivíduos  sem compromisso com os valores emocionais do outro.

Todo relacionamento afetivo que mantém dois indivíduos em união merece o maior respeito, por propiciar a harmonia dos parceiros que se sentem compensados pelas sensações do prazer e principalmente pelas elevadas emoções da afetividade.

O afeto une as criaturas, umas às outras, permitindo também a troca de hormônios psíquicos,  realmente responsáveis pela harmonia e saúde integral de todos os seres humanos.

Nessas uniões felizes sempre há a preocupação de repartir júbilos com o outro, e compartir as alegrias vindas deles.


Quando buscares parcerias afetivas, não esqueças de contribuir com aquele que escolhes como companhia, considerando que não tens o direito de ferir os sentimentos do teu próximo, de quem se te afeiçoa e confia, entregando-se em totalidade.

O uso que fizeres da tua atividade construirá o teu futuro de bênçãos ou de solidão, mesmo que acompanhado, num tormentoso vazio existencial, que tipifica a sociedade de hoje.

A união dos sexos sob as luminosas bênçãos do amor é o sublime instituto em que se constrói a família, síntese essencial da grande humanidade.

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 02/03/2018.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”


TROPEÇOS

A criatura humana traz grande desafio no seu mundo íntimo, que se expressam como conflitos, aspirações, sentimentos controvertidos, necessidades reais e imaginárias.

Desenvolvendo-se através das muitas reencarnações, amplia inevitavelmente o campo dos ideais, superando, aos poucos, a estreiteza do comportamento do qual procede, buscando assim ampliar o entendimento da vida e do universo.

Mesmo ligado às situações difíceis do primarismo de que se vem libertando, compreende a grandeza e o significado existenciais, buscando a autorrealização, trazidos pelos sentimentos de amor que ainda lhe são   limitados...

Como a ave sem penas ainda que quer voar, sente que precisa conquistar o espaço que a fascina e teme no momento diante da impossibilidade de fazê-lo.

Inconscientemente sabe que está destinada à glória solar e quer conquista-la, mas demora-se, nos  limites do ego dominador que a faz sofrer.

A persona que afivela à face, buscando lugar de destaque na sociedade, se preocupa apenas de imitar os vencedores de momento, vivendo modelos que tem projeção passageira, em mudanças contínuas que perturbam, afastando-se da realidade  imortalista.

Enquanto assim age, no jogo  dos prazeres sem profundidade emocional, o Espírito tem dificuldade de esforçar-se para a resolver os problemas reais como: a transformação moral para melhor, a ascensão pela conquista de patamares existenciais mais importantes, o desenvolvimento mental e a dedicação ao exercício da legítima fraternidade.

A caminhada terrestre é  um processo de aprendizagem enriquecedora por propiciar bênçãos que se transformam em harmonia íntima e compreensão do significado da reencarnação.

Mesmo com a preservação da vida e a sua manutenção, com o trabalho digno, às vezes desgastante, a mente deve estar sempre fixa nos valores transcendentais, harmonizando os deveres imediatos da sobrevivência material com os da sua fatalidade transcendental.

A correria diária não deve ser o único motivo das lutar evolutivas, mas um meio para se atingir o objetivo de ordem espiritual.

É nesse momento, quando o ser se resolve pela vivencia iluminativa, que surgem os tropeços na tentativa de dificultar a conquista visualizada em forma de plenitude.

Vivendo uma cultura social imediatista e utilitarista, os significados espirituais e morais são considerados de pequena ou nenhuma importância e são, deixados em segundo plano transferidos para quando a morte se aproximar ou a dor se aproximar ou mesmo a dor se apresentar como modeladora de novos sentimentos.

A juventude e, às vezes a idade adulta são aplicadas no atendimento as coisas sem sentido ou valor, sendo surpreendido por acontecimentos inevitáveis da realidade, do passar do tempo e das oportunidades perdidas...

Remorso, revolta, desconforto interior surgem, e afligem demasiadamente, como efeitos naturais dos comportamentos insanos.

O ser humano necessita realizar o autoencontro, buscando desmascarar-se, vivendo a sua realidade, sem o sofrimento de imitação daqueles que lhe parecem felizes, mas nem sempre o são.

Há muito equivoco no mundo.

Aparência e realidade são manifestações diferentes da vida.
A necessidade da fusão do ego e sua manifestação externa no si-mesmo é inadiável.

Só nesse esforço é possível compreender-se o significado da vida carnal e os recursos que se dispõe para alcança-lo.

Alguns simples exercícios podem ajudar na luta contra tais dificuldades.
O silencio periódico é de vital importância para conquistar os tesouros íntimos. Com o aquietamento interno, o tumulto pernicioso cede lugar à clareza para a análise indispensável  do que se é, do que se faz necessário para a vitória, e dos significados existenciais.

Despojar-se das cargas de aflições é outro recurso importante, porque traz a valorização do que realmente tem sentido ante o que se atribui qualidade e significado.

O ser humano envolve-se demais com as coisas, as situações e o que chama valores imprescindíveis à sua realização.

Perdido na insensatez e no consumismo, acumulando lixo de luxo, agarra-se aos interesses que os preservam, afastando-se dos reais objetivos da jornada.

Sem se perceber, o tempo passa, e, quando mergulha no intimo, se percebe vazio, sem sustentação moral e emocional para os enfrentamentos com a consciência, com o porvir...

Nesses momentos, surgem os transtornos depressivos, em que os medos e inseguranças apropriam-se-lhe com vigor e o desconsertam.

Os primeiros anos da vida física são os modeladores da fase de desgaste orgânico, quando a maturidade e a velhice são alcançadas, levando a reflexões inevitáveis.

Nas primeiras fazes  da existência de aprendizado e de educação dos hábitos espirituais  superiores, os esforços para superar os tropeços trazem bem-estar e alegria de viver.

O ser exterior conciliando-se com a sua realidade, no transcurso da existência torna-se compensador pelas satisfações que vem das conquistas alcançadas.

Os sentimentos e as ansiedades acalmam-se, proporcionando a tranquilidade que se tornam estímulo para contínuas ascensões em direção da imortalidade.

Desaparecem os conflitos que trazem desequilíbrios e atormentam o ser, reduzindo as possibilidades de uma vida iluminada.


Por que, na vida de todos os trabalhadores do bem, os tropeços são sempre desafiadores?

Por se viver ainda na Terra o período das provas e das expiações, em que predominam as ilusões e os encantamentos da irresponsabilidade.

A medida que são vencidos, num crescendo a partir das pequenas dificuldades, as resistências do lutador tornam-se cada vez mais fortes e a sabedoria que se lhe instala trazem-lhe as técnicas possíveis para ultrapassar todos os obstáculos na vitória sobre si mesmo.

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 24/02/2018.

sábado, 17 de fevereiro de 2018


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

REFLEXÕES DE ATUALIDADE

Ante o desvario que invade a sociedade, te perturbas, sentindo quão difícil a renovação social proposta pelo evangelho de Jesus de que o espiritismo é grande vanguardeiro.

Os índices da violência e da criminalidade nos assustam, assim como a onda de perversão moral e de perda de sentido psicológico nos várias faixas da sociedade contemporânea.

Os vícios conquistam cidadania e os interesses subalternos dominam os grupos humanos, que se tornam adoradores do poder e do prazer, distantes, das responsabilidades éticas e dos compromissos morais.

A descrença na imortalidade e o descaso pelos valores espirituais surpreendem, mesmo aos que se vinculam a algumas doutrinas religiosas. Acima de todas as questões tem primazia o jogo hedonista e o destaque do ego, com as suas mazelas, acorrentando os indivíduos à insensatez, às disputas sanguinárias.

O ser humano vale menos a cada dia que passa, como se fosse descartável, assim também é o dever que dignificam e elevam os grupos sociais parecem sem nenhum significado.

Muitos se sentem atraídos pela revelação dos Espíritos e aderem de momento às instituições de estudos e de convivência fraternal.

Porém habituados, aos comportamentos anteriores, conservam os hábitos não felizes e, não superam os limites da mesquinhez, dos contrastes da conduta infantil, cultivam os mexericos, a presunção, o melindre, espraiando as mazelas no grupo e pondo, a perder respeitáveis construções no bem, que não lhes resistem à perversidade emocional.

Logo se familiarizam com o ambiente e as pessoas, passam a apontar erros em todos, lamentando decepcionar-se com os demais, aos quais transferem os relevantes compromissos da boa conduta, excluindo-se de se conduzir conforme lhes pedem.

Discutem os temas elevados do pensamento do Cristo mantendo-se no entanto nos costumes doentios que trouxeram, sem a renovação indispensável para a própria paz, que retardam, mais preocupados com o próximo, que fiscalizam e condenam, do que com o seu próprio processo de evolução.

São agressivos, sempre indispostos e rudes, utilizando-se, dos pobres para promover seu próprio ego, assumindo posições de salvadores, sem o sentimento de fraternidade e de compaixão.

A vulgaridade substitui os cenários da alegria pura e da naturalidade, abrindo espaço aos degustes da luxuria e dos atentados ao pudor, com anedotas chula e de duplo sentido.

...E o enlouquecedor desejo de ter mais, de enriquecer, de destacar-se na comunidade toma o espaço das virtudes esquecidas da humildade, da pureza de coração.

E assim, para onde caminha a  humanidade atual?

Não esqueçamos, que o condutor do planeta cuida e tem planos especiais para todas as situações e emergências.

Por mais resista a criatura humana, escolhendo o primarismo, a lei do progresso é irrefragável e alcança a todos.

Felizes são os que escolhem pelas mudanças morais para melhor sem as dores do sofrimento, pois, exercitando o bem e o amor, além de humanizar-se cada vez mais, rompem as amarras com o primarismo de onde procedem.

À medida que mudam de padrão evolutivo, mais anelo experimentam pelos cimos gloriosos da vida.

O progresso neles segue o calculo geométrico, e, conforme anulam os impulsos perturbadores que afligem, tornam possivel a ampliação dos sentimentos que transcendem as necessidades voluptuosos da matéria.

Não desanimes, portanto, mantendo-te fiel ao teu compromisso e executando-o da melhor forma possível.

A tua parte é muito importante no conjunto geral .

Se duvidas e acalentas insatisfação por verificares quão distante a humanidade se encontra da meta sublime que é o reino dos céus, dessa forma estarás vitalizando os miasmas pestíferos da desarmonia que vige vigorosa em quase toda parte.

Acende a luz da esperança onde estejas e mantém-te compassivo onde seja necessário.

Que o exemplo dos maus não te seja modelo para o comportamento, pois, se assim não o fizeres, estarás acumpliciado com a loucura que cresce abertamente.

Por menor que te consideres, trazes o tesouro da fé que te sustenta a vida e te faz avançar sem temer, sem aflição.

Muitas vezes te sentes deslocado no contexto social ou até excluído dele, porque não falas a mesma linguagem, não tens os mesmos hábitos e modismos, encontrando-te ultrapassado das exigências do ambiente.

É assim mesmo. O cristão verdadeiro tem que ser diferente do indivíduo convencional, em quam a persona é mais importante do que a individualidade, o ego predomina em detrimento do ser profundo que o deve caracterizar em todos os momentos.

Não usando a máscara que iguala a todos,  chama a atenção, provocando as reações dos utilitaristas e gozadores, que os cobrem de dizeres e de restrições, por se sentirem ofendidos pela diferença que observam.

É compreensível que seja assim, porque até mesmo para Ele não houve lugar no mundo.

Será instalado, sim, o mundo novo entre as criaturas terrestres, e as providencias para que isso aconteça no menor prazo possível vem sendo tomadas pelos responsáveis pelo programa de renovação em andamento.

A reencarnação é o mecanismo inevitável que vem procedendo à seleção que ora se opera, facultando a permanência daqueles que acompanham a marcha do progresso, enquanto os demais, à semelhança do mito de Lúcifer, são transferidos para outras dimensões penosas onde refundirão os sentimentos e, após renovados, volverão à neve mãe.

Quem visse o apogeu do império romano, nos seus dias gloriosos, e a pequena grei de discípulos de Jesus, perseguidos e assassinados, não imaginaria a derrocada do poder de César ante a simplicidade dos adeptos da nova era.

Tudo ruiu, da sua incomparável grandeza, restaram o apogeu nas páginas da história.

Entretanto, os iludidos discípulos de Jesus rapidamente aderiram ao poder deixado por César e a fé também naufragou.

Agora, porém, ante as luzes do Consolador, tudo será diferente: o poder dominante será o do amor sob as bênçãos da caridade.

Assim, confia e segue com Jesus...

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 17/02/2018.

domingo, 11 de fevereiro de 2018



“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

ANENCEfALIA

Nada no universo é caótico, resultante de desordem predominante. O que parece casual, destrutivo, é  efeito de programa transcendente, que visa a ordem, a harmonia.

Da mesma forma nos destinos humanos está presente a lei de causa e efeito,  responsável por tudo que ocorre, por mais diversas sejam.

O Espírito progride através das experiências que lhe desenvolvam o conhecimento intelectual enquanto trabalha as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.

Agindo sob o impacto das tendências que nele se encontram, fruto de vivencias anteriores, faz inconscientemente o programa a que se deve submeter através do tempo futuro.

Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o inverso, como transtornos com  vários nomes, são ocorrência natural dessa elaborada  proposta evolutiva.

Todos experimentam, as consequências dos seus pensamentos, como manifestações verbais e realizações exteriores.

Sentindo no intimo a presença de Deus, o convívio social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em muitos indivíduos levam às dúvidas sobre sua origem espiritual, sua imortalidade.

Mesmo ligado a uma doutrina religiosa, com alguma exceção, o comportamento moral é materialista, utilitarista, preso às paixões do egotismo.

Não fosse assim, muitos benefícios viriam da convicção espiritual, que  define as condutas saudáveis, por serem motivos de elevação, vindos do dever e da razão.

Quando falta esse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se está satisfeito com os acontecimentos considerados frustrantes, perturbadores, infelizes...

Desequipado de conteúdos superiores que trazem autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo ainda presente no ser, trabalhando pelo egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos de momento, aos outros, às circunstancias  aziagas, que consideram injustas, e, em desespero, fogem em mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degradam, entre eles o suicídio.

Dos instrumentos usados para o autocídio, o praticado por armas de fogo ou quedas de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...

Não ficariam por aí, porém, os seus prejuízos, atingindo os delicados tecidos do corpo perispiritual, que comporá os futuros aparelhos materiais para continuar a jornada de evolução.


É inevitável o renascimento daquele que buscou extinguir a vida assim trazendo consequências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.

Muitos desses casos, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.

Há, anencéfalos e anencéfalos.

Muitos anancéfalos  preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central...

Precisam viver no corpo, mesmo que a  morte, após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.

Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Eles têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...

Não são coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas são filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.

Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou um dos responsáveis pela ocorrência terrível.

A genitora também não é vítima da injustiça divina ou da falsa lei do acaso, já que corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.

Quando as legislações perdem a razão e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, rapidamente, para legitimar   o abortamento.

...e quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros perversos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam ter eliminado no processo de crescimento intelecto-moral.

Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários começaram as suas dominações extravagantes e terríveis legalizando o aborto, e culminando,  com os campos de extermínio de vidas sob o estímulo dos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política de sociedade...

A morbidez alcança o seu clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.

As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.

Qual, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?

O processo da evolução, é inevitável, e os criminosos legais de hoje recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo com o sofrimento a respeitar a vida...

Sensibiliza-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.

Pensa que se ele tivesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescencia, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como ocorre as vezes, também o matarias?

Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirá também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.

Aprende a vencer dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.
Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 11/02/2018.