sábado, 3 de março de 2018


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

RELACIONAMENTOS AFETIVOS

O instinto gregário que predomina nos animais e especialmente no ser humano, que nasceu para viver em grupo, formando greis e a humanidade, leva-o aos relacionamentos da sua existência.

A ascensão em isolamento é uma agressão ao processo evolutivo marcado por  sofrimentos desnecessários.

Em alguns casos a solidão traz reflexões profundas, servindo de pano de fundo para os registros superiores da vida.

Mas o afastamento da sociedade, para servir a Deus, é uma fuga, talvez inconsciente, dos relacionamentos responsáveis pelas experiências do convívio, da solidariedade, tentando evitar conflitos e desgastes normais na vivencia com o outro.

A proposta de sabedoria de Jesus refere ao amor ao próximo como fundamental para o salto emocional para o amor a Deus.


Desenvolver a afetividade é imposição do processo de elevação do Espírito.

No início são os impulsos da libido,  decorrentes do instinto,  responsável pela multiplicação da espécie. Conforme o ser humano se eleva, sua complexidade cresce, culminando na abnegação, na renuncia, no sacrifício até da própria existência.

As criaturas precisam de relacionamentos afetivos, mesmo nos primeiros reinos da evolução...

Desde a simples escolha  dos parceiros, nos tempos primários em que os caprichos masculinos predominavam, a união sexual foi uma das razões fundamentais para o bem-estar dos grupos sociais.

Aos poucos, com o  discernimento emocional e o surgimento dos princípios éticos e morais, querendo-se equilibrar as funções do sexo distante da promiscuidade e dos múltiplos relacionamentos, surgiu a monogamia como um estágio em que o sentimento de amor passou a predominar, sobre a libido desordenada.

A disciplina sexual tornou-se importante no  equilíbrio comportamental e espiritual da criatura humana.

Com isso, a família passou a ser  fator indispensável de socialização da criatura terrestre.

Mesmo quando o egoísmo ainda predominava nos relacionamentos, a família abria o leque da afetividade com todos os seus membros.

A união, dos parceiros tornou-se uma necessidade  do progresso social, mas, como a cultura ainda fosse asselvajada, a mulher tornou-se vitima das paixões sórdidas, colocada em plano inferior, impondo-lhe penalidades perversas, quando cometia um engano que desagradasse o parceiro caprichoso.

A culpa  imposta pelo mito da Criação, tornando-a responsável pela deserção do homem no paraíso, fê-la inferior e, portanto, subalterna, amada, mas em plano de secundário de significado.

Com a evolução do pensamento filosófico, psicológico e sociológico, aos poucos a mulher conquistou o seu lugar de importância no relacionamento afetivo, na construção e condução da família, trazendo-lhe os mesmos direitos dados ao homem.

A liberdade buscada pela mulher, depois das humilhações milenárias e da submissão absurda através dos tempos, acabou sendo conquistada, mas hoje correndo o risco, de queda na libertinagem que infelizmente a espreita...


Os relacionamentos afetivos são muito importantes para o  crescimento do ser humano, que busca a fraternidade universal como necessário ao progresso a que se submete.

Enquanto perdurar o vício mental do relacionamento egóico e pessoal, a relação afetiva estará condenada ao fracasso.

Há uniões programadas no mundo espiritual, antes do mergulho carnal, em que os futuros parceiros se comprometem a estar juntos, contribuindo para o bem-estar da humanidade.

Mas á maioria das parcerias, resultam de interesses imediatistas, de sensações de prazer, de necessidades biológicas e emocionais, sem  responsabilidade.

Nesses casos, são rápidas e frustrantes, porque cada um se encontra mais interessado em si do que no outro,   causando lamentáveis transtornos emocionais e sociais.

Quando são pessoas psicologicamente maduras e responsáveis, o amor predomina na busca do parceiro, eleito pelos valores internos, pela sintonia espiritual, formando relacionamentos felizes.

Nesses casos, os valores éticos predominam e ajudam a superar as dificuldades de entendimento entre os que se unem, sem perderem  suas características, sem impor ao outro apenas o que lhes convém.

Quando ocorre assim, a família estrutura-se em bases seguras de respeito e  amizade entre os seus membros, tornando-se modelo de sustentação do grupo social.

Firmados ou não compromissos legais ou religiosos da união, sempre prevalece o amor.

Quando não há o amor nos sentimentos e nas mentes, a jornada é difícil e cheia de ocorrências perturbadoras, os relacionamentos são rápidos e tumultuados, porque o prazer do sexo passa rápido, e novos interesses se instalam nos indivíduos  sem compromisso com os valores emocionais do outro.

Todo relacionamento afetivo que mantém dois indivíduos em união merece o maior respeito, por propiciar a harmonia dos parceiros que se sentem compensados pelas sensações do prazer e principalmente pelas elevadas emoções da afetividade.

O afeto une as criaturas, umas às outras, permitindo também a troca de hormônios psíquicos,  realmente responsáveis pela harmonia e saúde integral de todos os seres humanos.

Nessas uniões felizes sempre há a preocupação de repartir júbilos com o outro, e compartir as alegrias vindas deles.


Quando buscares parcerias afetivas, não esqueças de contribuir com aquele que escolhes como companhia, considerando que não tens o direito de ferir os sentimentos do teu próximo, de quem se te afeiçoa e confia, entregando-se em totalidade.

O uso que fizeres da tua atividade construirá o teu futuro de bênçãos ou de solidão, mesmo que acompanhado, num tormentoso vazio existencial, que tipifica a sociedade de hoje.

A união dos sexos sob as luminosas bênçãos do amor é o sublime instituto em que se constrói a família, síntese essencial da grande humanidade.

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 02/03/2018.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”


TROPEÇOS

A criatura humana traz grande desafio no seu mundo íntimo, que se expressam como conflitos, aspirações, sentimentos controvertidos, necessidades reais e imaginárias.

Desenvolvendo-se através das muitas reencarnações, amplia inevitavelmente o campo dos ideais, superando, aos poucos, a estreiteza do comportamento do qual procede, buscando assim ampliar o entendimento da vida e do universo.

Mesmo ligado às situações difíceis do primarismo de que se vem libertando, compreende a grandeza e o significado existenciais, buscando a autorrealização, trazidos pelos sentimentos de amor que ainda lhe são   limitados...

Como a ave sem penas ainda que quer voar, sente que precisa conquistar o espaço que a fascina e teme no momento diante da impossibilidade de fazê-lo.

Inconscientemente sabe que está destinada à glória solar e quer conquista-la, mas demora-se, nos  limites do ego dominador que a faz sofrer.

A persona que afivela à face, buscando lugar de destaque na sociedade, se preocupa apenas de imitar os vencedores de momento, vivendo modelos que tem projeção passageira, em mudanças contínuas que perturbam, afastando-se da realidade  imortalista.

Enquanto assim age, no jogo  dos prazeres sem profundidade emocional, o Espírito tem dificuldade de esforçar-se para a resolver os problemas reais como: a transformação moral para melhor, a ascensão pela conquista de patamares existenciais mais importantes, o desenvolvimento mental e a dedicação ao exercício da legítima fraternidade.

A caminhada terrestre é  um processo de aprendizagem enriquecedora por propiciar bênçãos que se transformam em harmonia íntima e compreensão do significado da reencarnação.

Mesmo com a preservação da vida e a sua manutenção, com o trabalho digno, às vezes desgastante, a mente deve estar sempre fixa nos valores transcendentais, harmonizando os deveres imediatos da sobrevivência material com os da sua fatalidade transcendental.

A correria diária não deve ser o único motivo das lutar evolutivas, mas um meio para se atingir o objetivo de ordem espiritual.

É nesse momento, quando o ser se resolve pela vivencia iluminativa, que surgem os tropeços na tentativa de dificultar a conquista visualizada em forma de plenitude.

Vivendo uma cultura social imediatista e utilitarista, os significados espirituais e morais são considerados de pequena ou nenhuma importância e são, deixados em segundo plano transferidos para quando a morte se aproximar ou a dor se aproximar ou mesmo a dor se apresentar como modeladora de novos sentimentos.

A juventude e, às vezes a idade adulta são aplicadas no atendimento as coisas sem sentido ou valor, sendo surpreendido por acontecimentos inevitáveis da realidade, do passar do tempo e das oportunidades perdidas...

Remorso, revolta, desconforto interior surgem, e afligem demasiadamente, como efeitos naturais dos comportamentos insanos.

O ser humano necessita realizar o autoencontro, buscando desmascarar-se, vivendo a sua realidade, sem o sofrimento de imitação daqueles que lhe parecem felizes, mas nem sempre o são.

Há muito equivoco no mundo.

Aparência e realidade são manifestações diferentes da vida.
A necessidade da fusão do ego e sua manifestação externa no si-mesmo é inadiável.

Só nesse esforço é possível compreender-se o significado da vida carnal e os recursos que se dispõe para alcança-lo.

Alguns simples exercícios podem ajudar na luta contra tais dificuldades.
O silencio periódico é de vital importância para conquistar os tesouros íntimos. Com o aquietamento interno, o tumulto pernicioso cede lugar à clareza para a análise indispensável  do que se é, do que se faz necessário para a vitória, e dos significados existenciais.

Despojar-se das cargas de aflições é outro recurso importante, porque traz a valorização do que realmente tem sentido ante o que se atribui qualidade e significado.

O ser humano envolve-se demais com as coisas, as situações e o que chama valores imprescindíveis à sua realização.

Perdido na insensatez e no consumismo, acumulando lixo de luxo, agarra-se aos interesses que os preservam, afastando-se dos reais objetivos da jornada.

Sem se perceber, o tempo passa, e, quando mergulha no intimo, se percebe vazio, sem sustentação moral e emocional para os enfrentamentos com a consciência, com o porvir...

Nesses momentos, surgem os transtornos depressivos, em que os medos e inseguranças apropriam-se-lhe com vigor e o desconsertam.

Os primeiros anos da vida física são os modeladores da fase de desgaste orgânico, quando a maturidade e a velhice são alcançadas, levando a reflexões inevitáveis.

Nas primeiras fazes  da existência de aprendizado e de educação dos hábitos espirituais  superiores, os esforços para superar os tropeços trazem bem-estar e alegria de viver.

O ser exterior conciliando-se com a sua realidade, no transcurso da existência torna-se compensador pelas satisfações que vem das conquistas alcançadas.

Os sentimentos e as ansiedades acalmam-se, proporcionando a tranquilidade que se tornam estímulo para contínuas ascensões em direção da imortalidade.

Desaparecem os conflitos que trazem desequilíbrios e atormentam o ser, reduzindo as possibilidades de uma vida iluminada.


Por que, na vida de todos os trabalhadores do bem, os tropeços são sempre desafiadores?

Por se viver ainda na Terra o período das provas e das expiações, em que predominam as ilusões e os encantamentos da irresponsabilidade.

A medida que são vencidos, num crescendo a partir das pequenas dificuldades, as resistências do lutador tornam-se cada vez mais fortes e a sabedoria que se lhe instala trazem-lhe as técnicas possíveis para ultrapassar todos os obstáculos na vitória sobre si mesmo.

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 24/02/2018.

sábado, 17 de fevereiro de 2018


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

REFLEXÕES DE ATUALIDADE

Ante o desvario que invade a sociedade, te perturbas, sentindo quão difícil a renovação social proposta pelo evangelho de Jesus de que o espiritismo é grande vanguardeiro.

Os índices da violência e da criminalidade nos assustam, assim como a onda de perversão moral e de perda de sentido psicológico nos várias faixas da sociedade contemporânea.

Os vícios conquistam cidadania e os interesses subalternos dominam os grupos humanos, que se tornam adoradores do poder e do prazer, distantes, das responsabilidades éticas e dos compromissos morais.

A descrença na imortalidade e o descaso pelos valores espirituais surpreendem, mesmo aos que se vinculam a algumas doutrinas religiosas. Acima de todas as questões tem primazia o jogo hedonista e o destaque do ego, com as suas mazelas, acorrentando os indivíduos à insensatez, às disputas sanguinárias.

O ser humano vale menos a cada dia que passa, como se fosse descartável, assim também é o dever que dignificam e elevam os grupos sociais parecem sem nenhum significado.

Muitos se sentem atraídos pela revelação dos Espíritos e aderem de momento às instituições de estudos e de convivência fraternal.

Porém habituados, aos comportamentos anteriores, conservam os hábitos não felizes e, não superam os limites da mesquinhez, dos contrastes da conduta infantil, cultivam os mexericos, a presunção, o melindre, espraiando as mazelas no grupo e pondo, a perder respeitáveis construções no bem, que não lhes resistem à perversidade emocional.

Logo se familiarizam com o ambiente e as pessoas, passam a apontar erros em todos, lamentando decepcionar-se com os demais, aos quais transferem os relevantes compromissos da boa conduta, excluindo-se de se conduzir conforme lhes pedem.

Discutem os temas elevados do pensamento do Cristo mantendo-se no entanto nos costumes doentios que trouxeram, sem a renovação indispensável para a própria paz, que retardam, mais preocupados com o próximo, que fiscalizam e condenam, do que com o seu próprio processo de evolução.

São agressivos, sempre indispostos e rudes, utilizando-se, dos pobres para promover seu próprio ego, assumindo posições de salvadores, sem o sentimento de fraternidade e de compaixão.

A vulgaridade substitui os cenários da alegria pura e da naturalidade, abrindo espaço aos degustes da luxuria e dos atentados ao pudor, com anedotas chula e de duplo sentido.

...E o enlouquecedor desejo de ter mais, de enriquecer, de destacar-se na comunidade toma o espaço das virtudes esquecidas da humildade, da pureza de coração.

E assim, para onde caminha a  humanidade atual?

Não esqueçamos, que o condutor do planeta cuida e tem planos especiais para todas as situações e emergências.

Por mais resista a criatura humana, escolhendo o primarismo, a lei do progresso é irrefragável e alcança a todos.

Felizes são os que escolhem pelas mudanças morais para melhor sem as dores do sofrimento, pois, exercitando o bem e o amor, além de humanizar-se cada vez mais, rompem as amarras com o primarismo de onde procedem.

À medida que mudam de padrão evolutivo, mais anelo experimentam pelos cimos gloriosos da vida.

O progresso neles segue o calculo geométrico, e, conforme anulam os impulsos perturbadores que afligem, tornam possivel a ampliação dos sentimentos que transcendem as necessidades voluptuosos da matéria.

Não desanimes, portanto, mantendo-te fiel ao teu compromisso e executando-o da melhor forma possível.

A tua parte é muito importante no conjunto geral .

Se duvidas e acalentas insatisfação por verificares quão distante a humanidade se encontra da meta sublime que é o reino dos céus, dessa forma estarás vitalizando os miasmas pestíferos da desarmonia que vige vigorosa em quase toda parte.

Acende a luz da esperança onde estejas e mantém-te compassivo onde seja necessário.

Que o exemplo dos maus não te seja modelo para o comportamento, pois, se assim não o fizeres, estarás acumpliciado com a loucura que cresce abertamente.

Por menor que te consideres, trazes o tesouro da fé que te sustenta a vida e te faz avançar sem temer, sem aflição.

Muitas vezes te sentes deslocado no contexto social ou até excluído dele, porque não falas a mesma linguagem, não tens os mesmos hábitos e modismos, encontrando-te ultrapassado das exigências do ambiente.

É assim mesmo. O cristão verdadeiro tem que ser diferente do indivíduo convencional, em quam a persona é mais importante do que a individualidade, o ego predomina em detrimento do ser profundo que o deve caracterizar em todos os momentos.

Não usando a máscara que iguala a todos,  chama a atenção, provocando as reações dos utilitaristas e gozadores, que os cobrem de dizeres e de restrições, por se sentirem ofendidos pela diferença que observam.

É compreensível que seja assim, porque até mesmo para Ele não houve lugar no mundo.

Será instalado, sim, o mundo novo entre as criaturas terrestres, e as providencias para que isso aconteça no menor prazo possível vem sendo tomadas pelos responsáveis pelo programa de renovação em andamento.

A reencarnação é o mecanismo inevitável que vem procedendo à seleção que ora se opera, facultando a permanência daqueles que acompanham a marcha do progresso, enquanto os demais, à semelhança do mito de Lúcifer, são transferidos para outras dimensões penosas onde refundirão os sentimentos e, após renovados, volverão à neve mãe.

Quem visse o apogeu do império romano, nos seus dias gloriosos, e a pequena grei de discípulos de Jesus, perseguidos e assassinados, não imaginaria a derrocada do poder de César ante a simplicidade dos adeptos da nova era.

Tudo ruiu, da sua incomparável grandeza, restaram o apogeu nas páginas da história.

Entretanto, os iludidos discípulos de Jesus rapidamente aderiram ao poder deixado por César e a fé também naufragou.

Agora, porém, ante as luzes do Consolador, tudo será diferente: o poder dominante será o do amor sob as bênçãos da caridade.

Assim, confia e segue com Jesus...

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 17/02/2018.

domingo, 11 de fevereiro de 2018



“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

ANENCEfALIA

Nada no universo é caótico, resultante de desordem predominante. O que parece casual, destrutivo, é  efeito de programa transcendente, que visa a ordem, a harmonia.

Da mesma forma nos destinos humanos está presente a lei de causa e efeito,  responsável por tudo que ocorre, por mais diversas sejam.

O Espírito progride através das experiências que lhe desenvolvam o conhecimento intelectual enquanto trabalha as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.

Agindo sob o impacto das tendências que nele se encontram, fruto de vivencias anteriores, faz inconscientemente o programa a que se deve submeter através do tempo futuro.

Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o inverso, como transtornos com  vários nomes, são ocorrência natural dessa elaborada  proposta evolutiva.

Todos experimentam, as consequências dos seus pensamentos, como manifestações verbais e realizações exteriores.

Sentindo no intimo a presença de Deus, o convívio social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em muitos indivíduos levam às dúvidas sobre sua origem espiritual, sua imortalidade.

Mesmo ligado a uma doutrina religiosa, com alguma exceção, o comportamento moral é materialista, utilitarista, preso às paixões do egotismo.

Não fosse assim, muitos benefícios viriam da convicção espiritual, que  define as condutas saudáveis, por serem motivos de elevação, vindos do dever e da razão.

Quando falta esse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se está satisfeito com os acontecimentos considerados frustrantes, perturbadores, infelizes...

Desequipado de conteúdos superiores que trazem autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo ainda presente no ser, trabalhando pelo egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos de momento, aos outros, às circunstancias  aziagas, que consideram injustas, e, em desespero, fogem em mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degradam, entre eles o suicídio.

Dos instrumentos usados para o autocídio, o praticado por armas de fogo ou quedas de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...

Não ficariam por aí, porém, os seus prejuízos, atingindo os delicados tecidos do corpo perispiritual, que comporá os futuros aparelhos materiais para continuar a jornada de evolução.


É inevitável o renascimento daquele que buscou extinguir a vida assim trazendo consequências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.

Muitos desses casos, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.

Há, anencéfalos e anencéfalos.

Muitos anancéfalos  preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central...

Precisam viver no corpo, mesmo que a  morte, após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.

Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Eles têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...

Não são coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas são filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.

Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou um dos responsáveis pela ocorrência terrível.

A genitora também não é vítima da injustiça divina ou da falsa lei do acaso, já que corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.

Quando as legislações perdem a razão e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, rapidamente, para legitimar   o abortamento.

...e quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros perversos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam ter eliminado no processo de crescimento intelecto-moral.

Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários começaram as suas dominações extravagantes e terríveis legalizando o aborto, e culminando,  com os campos de extermínio de vidas sob o estímulo dos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política de sociedade...

A morbidez alcança o seu clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.

As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.

Qual, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?

O processo da evolução, é inevitável, e os criminosos legais de hoje recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo com o sofrimento a respeitar a vida...

Sensibiliza-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.

Pensa que se ele tivesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescencia, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como ocorre as vezes, também o matarias?

Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirá também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.

Aprende a vencer dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.
Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 11/02/2018.

sábado, 27 de janeiro de 2018


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”
CIDADANIA UNIVERSAL

Normalmente confunde-se, o comportamento sério e digno com petulância e presunção.

A imaturidade psicológica da alguns neófitos  no conhecimento austero do espiritismo conclui, equivocamente, que a simplicidade de coração e a modéstia ensinadas pela doutrina devem revestir-se de aparência descuidada, de linguajar simplório, de exageros verbais e loquacidade intempestiva, caindo em transtornos de conduta social e malformação educacional no reduto doméstico.

Todo tema e doutrina graves devem ser tratados de maneira elevada, utilizando-se linguagem apropriada, compostura correspondente ao significado nobre do empreendimento, aplicação adequada à conduta.

Não é utilizar qualquer tipo de máscara de severidade,  carrancudo ou palavrório complicado.

As questões superiores são tratadas com respeito e gravidade, de modo que se incorpore ao ser que as penetra.

Seriedade não é introspecção constrangedora afastando um indivíduo do outro, como jovialidade não quer dizer vulgaridade no trato e convivência com os demais.

O conhecimento espírita, cuidando essencialmente dos princípios de alta relevância em torno do ser, da sua existência na Terra, dos processos de superação dos atavismos infelizes, do crescimento interior intelecto-moral, estabelece propósitos de elevação espiritual, substituindo o vazio do transito carnal pelos altos significados de imortalidade.

Visa, o entendimento das ocorrências do dia a dia, mediante as suas implicações filosóficas, para tornar a experiência evolutiva mais saudável, muito melhor a vivencia dos conteúdos de que se reveste, de forma que o  aprendiz amadureça psicologicamente com mais rapidez do que aqueles que buscam outras formas para conquistar da felicidade.

Elucidando e esclarecendo os motivos do sofrimento e dos conflitos que ferem a sociedade, ampliando os horizontes terrestres e demonstrando que a casa do Pai tem muitas moradas,  que são esses majestosos ninhos de astros que gravitam nos infinitos espaços, propõe esperanças e consolações, comportamentos otimistas e grandiosos, abrindo a cortina que dificulta a melhor visão do destino e da própria imortalidade.

É natural que a responsabilidade tome conta do caráter de quem se dedica ao estudo e a vivencia de tão magnifica proposta, despertando-lhe o interesse incontido de experienciar desde agora a exuberância de tudo que lhe está destinado.

À estreiteza da visão do mundo físico, passageiro e conflitivo, a grandeza do universo com os seus arquipélagos de astros fulgurantes, aguardando pelos viajores audaciosos, após a sua vitória pelos caminhos tortuosos por onde deambulam na atualidade.

Na sua face, ao invés da expressão rude e agressiva, surge a alegria espontânea, uma peculiar luminosidade vinda da intimidade do Espírito e espalha-se como expectativa pelo que logo mais conseguirá.

Tornam-se, cidadãos do universo, com imensa gratidão pelo planeta que lhes é mãe generosa, preparando-os para conquistar as estrelas.


Esforça-te por liberar-te das correntes que te prendem no cárcere dos conflitos, das paixões servis, das heranças que ditam os falsos comportamentos, dos complexos da culpa, de inferioridade...

Somos filhos de Deus em crescimento espiritual.
A divina paternidade criou-nos para  sermos herdeiro do universo.

Amplia pois a capacidade de entendimento em torno da vida e não te pares.

Avança da treva da ignorância para a luz libertadora.
Satisfaze-te com o conseguido, sem  detere no já conquistado, avançando sempre e sem cessar, mas lembrando,  dos irmãos da retaguarda, daqueles que precisam da tua ajuda, para crescerem também contigo.

Nunca te ensoberbeças pelo que sabes, compreendendo que a visão ampla de hoje estará totalmente superada amanhã, quando alcançares um patamar de mais amplitude.

Torna-te compassivo com \àqueles que  não te conhecem e que te combatem ferozmente, dominados pela inveja, sob os tormentos que os vencem impiedosamente.

Eles, os teus perseguidores, não são maus, estão, por enquanto, enfermos ou dominados por adversários desencarnados que se satisfazem em manter o desconhecimento da verdade na Terra,  de modo que possam manipular as criaturas ignorantes a seu bel e ignóbil prazer.

Retribui a malquerença pela simpatia e pela compaixão, por constatares como estão distantes dos objetivos nobres da existência corporal.

Certamente eles, gostariam de estar onde te veem, mas ainda não têm a coragem de realizar o autoenfrentamento, despojando-se das aparências enganosas para agirem no trabalho de identificação com a vida real.

As tuas conquistas espirituais te trazem saúde integral e, por isso, desfrutas de bem-estar, mesmo quando as ocorrências menos felizes te surpreendem na terra.

Esse conhecimento dinâmico te dá forças para que rompas a couraça da indolência e do conformismo doentios. Te concedendo sede de mais saber, de conquistares o infinito, sem que seja necessário abandonar a caminho que segues.

Nunca te perturbes ante a agressão dos indiferentes, dos torpes, dos viciados e escravos do egotismo. Eles ainda não são capazes de sair dos limites que se impuseram, o que lhes facilitaria estar ao teu lado, e consequêntemente, não admitem que estejas melhor do que eles.

Desejam-te desaires e desditas, sofrendo, porque te veem feliz e combativo no bem.

Por isso, amesquinham-se mais e aumentam o cerco nos teus afazeres, utilizando-se de todas as possibilidades que dispõem, que são trevas...

Mantém a tua luz de amor acesa nas aspirações elevadas e ela diluirá toda a sombra que teme envolver-te.


Quanto mais perseguido, mais amoroso era Jesus.

Enquanto esteve discretamente no Seu ofício em Nazaré, ninguém Lhe dava valor, importância.

Quando, apresentando-se como o excelente Filho de Deus, o Messias, mudando os rumos da humanidade, a perseguição rude, oculta e publica surgiu, tentando interromper-Lhe a jornada.

Foi nesse período que Ele mais se agigantou, vivendo a imortalidade em que todos nos encontramos mergulhados, embalando a humanidade sofrida com as canções sublimes do reino dos céus.


Toma-o como exemplo, e faze-te cidadão universal, sem discriminação de nenhuma natureza, nem infeliz comportamento de superioridade, parecido com todos, mas não a esses igual...

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 27/0l/2018.IIL

sábado, 20 de janeiro de 2018


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

ENTREGA PESSOAL

Nas lutas terrestres, as que se referem a interesses materiais, os indivíduos sinceros atiram-se, com garra e devotamento, para conquistar valores que os exaltarão no grupo social, dando-lhes poder e prazer, de forma que os destaquem na comunidade.

Mesmo atingindo os objetivos que buscavam, prosseguem na luta sem fim para conquistar mais, cansando-se se exaurindo para conquistar fortuna e distinções que fascinam o ego.

Já as questões espirituais, quase sempre no segundo plano, a morosidade e os melindres presentes continuamente, dificultando a entrega pessoal aos ideais que parecem abraçar.

Com relativa e variada constância, mudam de conceitos, buscam desculpas para afastar-se dos compromissos, cansados e incompreendidos, como se buscassem um clube social para o relaxamento do trabalho convencional, ou para o jogo dos interesses imediatos, e não um educandário para a autoiluminação.

Ocorre que a convicção religiosa que os caracteriza nem sempre se encontra fundamentada nos fatos que convencem o intelecto e alteram o comportamento emocional, propiciando alegria real e renovação interior no compromisso que abraçam.

Isso mesmo acontece no campo do moderno cristianismo sob a égide do Consolador.

Na inicio fascinando-se, com os conteúdos extraordinários da revelação espírita, parecem acordar para a realidade dantes desconhecida e esforçam-se com certo fervor na vivencia e na divulgação da mensagem libertadora.

Para eles, Jesus ressurge das cinzas das doutrinas ortodoxas em toda a Sua grandeza trazendo as possibilidades da harmonia íntima,  trazendo libertação das paixões perturbadoras, dos estados de morbidez, dos tormentos comuns aos demais seres humanos, aqueles que ainda não despertaram para a compreensão dos valores transcendentes da vida.

Com o passar do tempo e deveriam aprofundar os estudos e o comportamento nas sábias diretrizes apresentadas no evangelho, um certo torpor toma-lhes conta e a monotonia toma-lhes, conta passando a estranhas condutas exigentes em relação aos outros, em busca de pretextos para afastar-se da responsabilidade assumida espontaneamente, acusando de irresponsáveis os demais e atribuindo-se direitos que, na realidade não possuem.

O trabalho na seara de Jesus é de abnegação pessoal intransferível, e cada candidato deve procurar compreender que necessita servir, e não considerar-se indispensável ou importante no conjunto.

A única aristocracia que aparece no grupo é a de natureza moral e espiritual, destacando-se o indivíduo pela abnegação e devotamento, sempre disposto a servir e a amar, sem  preocupar-se em receber a retribuição com os aplausos enganosos e o servilismo infeliz.

Quem encontra realmente Jesus vive uma mudança profunda de conceito a respeito da vida e, sendo honesto consigo mesmo, busca deixar-se penetrar pelo Seu indizivel amor, tornando-se, conforme a expressão paulina, uma carta viva do evangelho.


Quando Jesus se refere aos deveres  com César e os com Deus, fica claro que o reino dos céus é prioritário ao mundo terrestre, sendo o ultimo transitório, e o primeiro é permanente. Um é aparente e o outro é real.

Escolher Deus em detrimento de Mamon é grande audácia e de superior entendimento a respeito da vida corporal.

Não sendo necessário abandonar-se o mundo e os compromissos com a sociedade, esses instrumentos valiosos  que estimulam o progresso e desenvolvem os sentimentos nobres, para ser fiel ao trabalho iluminativo.

As vezes, ao se buscar o isolamento com o pretexto de bem servi-Lo, quase sempre existem razões conflitivas no íntimo daquele que, assim se expressa que foge dos enfrentamentos necessários ao seu burilamento interior.

Ninguém serve a Deus, fugindo do mundo e suas tribulações. É nesse atrito de interesses, nem sempre saudáveis, que o cristão pode afinar a sua fidelidade aos objetivos interiormente abraçados.

Mas isso não o impede da fidelidade integral à fé racional que o enche de alegrias e o fortalece nas lutas naturais  que o edificam.

A entrega total a Jesus não significa desprezar as pessoas, mas representa mais interesse pelo próximo, maior dedicação à prática do bem,  realizações favoráveis ao desenvolvimento ético, moral e cultural da sociedade.

Jesus é o grande libertador das consciências, por isso, segue à frente, tendo, quando na Terra, a preocupação de exemplificar tudo quanto ensinava aos discípulos e ao povo faminto de misericórdia e de paz.

As enfermidades que feriam as multidões eram a capa externa do seu estado interior, dos seus tormentos dominadores, que o Senhor diluía, para que compreendessem quão passageiros são os acontecimentos no mundo, tanto as agradáveis quanto, os afligentes...

Quando o discípulo da palavra compreende que tem um compromisso com a verdade e que a sua existência está traçada para que se engrandeça e alcance a luz da serenidade e da alegria de viver, é inevitável a entrega plena Àquele que o atrai e o fascina.

Não é uma atitude de arroubamento, de  entusiasmo rápido, e sim um profundo trabalho de reflexão, considerando os valores que se encontram em jogo, as opções diferentes, e elegendo as que são fundamentais para a conquista da plenitude.


Se te encontras na encruzilhada difícil da decisão entre o mundo e Jesus, não te permitas perturbar.

Ora e, envolvendo-te nas sublimes energias que vem do Mais Alto, deixa-te inspirar pela sabedoria dos ensinos Dele, que te estão ao alcance, e decide-te, assumindo a responsabilidade integral pela conclusão a que chegaste,

Depois de experimentares a Sua presença no teu mundo íntimo, o mais te será menos importante, e cada vez sentirás mais sede de comunhão com Ele e com a vida verdadeira.

Jamais te arrependerás pela aceitação consciente do compromisso.

Enfrentarás, sem dúvida, dificuldades e viverás momentos de dor, compreende-se.

Mas não esqueças que o Seu é um fardo leve, e suave o Seu julgamento, e  deixa que Ele tome conta das tuas dores e ajude-te a superá-las.

Vai em frente e, quando o anjo da desencarnação fechar as tuas pálpebras, verás que a vida exuberante te aguarda, e Ele, de braços abertos, te receberá com alegria.

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 20/0l/2018.