sábado, 20 de janeiro de 2018


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

ENTREGA PESSOAL

Nas lutas terrestres, as que se referem a interesses materiais, os indivíduos sinceros atiram-se, com garra e devotamento, para conquistar valores que os exaltarão no grupo social, dando-lhes poder e prazer, de forma que os destaquem na comunidade.

Mesmo atingindo os objetivos que buscavam, prosseguem na luta sem fim para conquistar mais, cansando-se se exaurindo para conquistar fortuna e distinções que fascinam o ego.

Já as questões espirituais, quase sempre no segundo plano, a morosidade e os melindres presentes continuamente, dificultando a entrega pessoal aos ideais que parecem abraçar.

Com relativa e variada constância, mudam de conceitos, buscam desculpas para afastar-se dos compromissos, cansados e incompreendidos, como se buscassem um clube social para o relaxamento do trabalho convencional, ou para o jogo dos interesses imediatos, e não um educandário para a autoiluminação.

Ocorre que a convicção religiosa que os caracteriza nem sempre se encontra fundamentada nos fatos que convencem o intelecto e alteram o comportamento emocional, propiciando alegria real e renovação interior no compromisso que abraçam.

Isso mesmo acontece no campo do moderno cristianismo sob a égide do Consolador.

Na inicio fascinando-se, com os conteúdos extraordinários da revelação espírita, parecem acordar para a realidade dantes desconhecida e esforçam-se com certo fervor na vivencia e na divulgação da mensagem libertadora.

Para eles, Jesus ressurge das cinzas das doutrinas ortodoxas em toda a Sua grandeza trazendo as possibilidades da harmonia íntima,  trazendo libertação das paixões perturbadoras, dos estados de morbidez, dos tormentos comuns aos demais seres humanos, aqueles que ainda não despertaram para a compreensão dos valores transcendentes da vida.

Com o passar do tempo e deveriam aprofundar os estudos e o comportamento nas sábias diretrizes apresentadas no evangelho, um certo torpor toma-lhes conta e a monotonia toma-lhes, conta passando a estranhas condutas exigentes em relação aos outros, em busca de pretextos para afastar-se da responsabilidade assumida espontaneamente, acusando de irresponsáveis os demais e atribuindo-se direitos que, na realidade não possuem.

O trabalho na seara de Jesus é de abnegação pessoal intransferível, e cada candidato deve procurar compreender que necessita servir, e não considerar-se indispensável ou importante no conjunto.

A única aristocracia que aparece no grupo é a de natureza moral e espiritual, destacando-se o indivíduo pela abnegação e devotamento, sempre disposto a servir e a amar, sem  preocupar-se em receber a retribuição com os aplausos enganosos e o servilismo infeliz.

Quem encontra realmente Jesus vive uma mudança profunda de conceito a respeito da vida e, sendo honesto consigo mesmo, busca deixar-se penetrar pelo Seu indizivel amor, tornando-se, conforme a expressão paulina, uma carta viva do evangelho.


Quando Jesus se refere aos deveres  com César e os com Deus, fica claro que o reino dos céus é prioritário ao mundo terrestre, sendo o ultimo transitório, e o primeiro é permanente. Um é aparente e o outro é real.

Escolher Deus em detrimento de Mamon é grande audácia e de superior entendimento a respeito da vida corporal.

Não sendo necessário abandonar-se o mundo e os compromissos com a sociedade, esses instrumentos valiosos  que estimulam o progresso e desenvolvem os sentimentos nobres, para ser fiel ao trabalho iluminativo.

As vezes, ao se buscar o isolamento com o pretexto de bem servi-Lo, quase sempre existem razões conflitivas no íntimo daquele que, assim se expressa que foge dos enfrentamentos necessários ao seu burilamento interior.

Ninguém serve a Deus, fugindo do mundo e suas tribulações. É nesse atrito de interesses, nem sempre saudáveis, que o cristão pode afinar a sua fidelidade aos objetivos interiormente abraçados.

Mas isso não o impede da fidelidade integral à fé racional que o enche de alegrias e o fortalece nas lutas naturais  que o edificam.

A entrega total a Jesus não significa desprezar as pessoas, mas representa mais interesse pelo próximo, maior dedicação à prática do bem,  realizações favoráveis ao desenvolvimento ético, moral e cultural da sociedade.

Jesus é o grande libertador das consciências, por isso, segue à frente, tendo, quando na Terra, a preocupação de exemplificar tudo quanto ensinava aos discípulos e ao povo faminto de misericórdia e de paz.

As enfermidades que feriam as multidões eram a capa externa do seu estado interior, dos seus tormentos dominadores, que o Senhor diluía, para que compreendessem quão passageiros são os acontecimentos no mundo, tanto as agradáveis quanto, os afligentes...

Quando o discípulo da palavra compreende que tem um compromisso com a verdade e que a sua existência está traçada para que se engrandeça e alcance a luz da serenidade e da alegria de viver, é inevitável a entrega plena Àquele que o atrai e o fascina.

Não é uma atitude de arroubamento, de  entusiasmo rápido, e sim um profundo trabalho de reflexão, considerando os valores que se encontram em jogo, as opções diferentes, e elegendo as que são fundamentais para a conquista da plenitude.


Se te encontras na encruzilhada difícil da decisão entre o mundo e Jesus, não te permitas perturbar.

Ora e, envolvendo-te nas sublimes energias que vem do Mais Alto, deixa-te inspirar pela sabedoria dos ensinos Dele, que te estão ao alcance, e decide-te, assumindo a responsabilidade integral pela conclusão a que chegaste,

Depois de experimentares a Sua presença no teu mundo íntimo, o mais te será menos importante, e cada vez sentirás mais sede de comunhão com Ele e com a vida verdadeira.

Jamais te arrependerás pela aceitação consciente do compromisso.

Enfrentarás, sem dúvida, dificuldades e viverás momentos de dor, compreende-se.

Mas não esqueças que o Seu é um fardo leve, e suave o Seu julgamento, e  deixa que Ele tome conta das tuas dores e ajude-te a superá-las.

Vai em frente e, quando o anjo da desencarnação fechar as tuas pálpebras, verás que a vida exuberante te aguarda, e Ele, de braços abertos, te receberá com alegria.

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 20/0l/2018.

domingo, 14 de janeiro de 2018

“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”


A DOLOROSA NOITE ESCURA


Foi São Joao da Cruz, o grande místico espanhol, quem primeiro referiu-se à noite escura da alma, durante o seu ministério de interiorização, na busca do Cristo real enclausurado no seu ser profundo.

A solidão e a ausência de vida, no imenso vazio existencial, fez com que ele experimentasse a amargura e a aflição, embora buscasse com todas as forças encher-se de alegria e da presença divina.

Séculos depois, madre Tereza de Calcutá procura também inundar-se da presença de Deus, no serviço ao seu próximo, os pobres entre os mais pobres, e quanto mais O buscava, mais isolada se sentia, chegando a considerar-se sem amor, sem fé, sem certeza, se o seu era o trabalho que Ele desejava.

Nas angustias que a maltratavam, deu-se conta que tinha pedido sofrer as dores do Calvário, atender a sede de Jesus na cruz, e que, por isso, sofria pela ausência Dele no seu íntimo.

Temia estar fingindo, enganando as pessoas com a sua abnegação e alegria externa, quando, em realidade, sentia-se frustrada, profundamente isolada, rejeitada por Ele...

Ocorre que o Espírito, habituado com as imposições da matéria, perturba-se com o abismo que o separa do Criador, que com certeza não se detém nos limites da individualidade humana.

A sombra atormenta-o, na condição de herança do passado delituoso, em que as realizações foram marcadas pelo predomínio do ego infeliz, gerador de muitos transtornos, agora expressando-se como vazio existencial.

A força moral, do self sobrepondo-se leva o ser ao trabalho que dignifica, aos poucos restituindo a Presença através da meditação, da oração, no princípio, sem os valores qualitativos da paz, da segurança interior, da emoção de vida...

A perseverança no objetivo, acaba, preenchendo de luz a área da a sombra, trazendo a identificação do eixo com o self.

Muitas vezes, no teu processo de união com Deus através de Jesus Cristo, perceberás a solidão, o desprezo da divindade aos teus ansiosos apelos.

Como ainda não és capaz de assimilar as emoções transcendentes, atravessas a noite escura da alma, em angustias e sofrimentos, pela diferença entre o que és espiritualmente e o que buscas.

Saulo de Tarso viveu esse paradoxo durante o seu exilio no oásis de Dan, apesar da presença dos amigos Àquila e Prísca, sofrendo o abandono necessário ao amadurecimento espiritual, para dispor de forças para os testemunhos nas futuras pregações.

A insistente busca de sentido existencial deve preencher as horas do discípulo sincero do evangelho que, no início, não merece fruir da desejada ventura da Presença, já que não possui as condições próprias para a experiência mística transcendente da entrega total...

Muito tempo depois, havendo sofrido todas as imagináveis vicissitudes, o apóstolo Paulo diria que já não era ele quem vivia, mas Cristo que nele vivia.


Toda vez, quando, no serviço do Senhor, sintas a alma envolvida pela tristeza da noite escura, evita entregar-te à sombra, permitindo-te arrastar pelo desânimo ou pelo desencanto.


Não esperes um céu de delícias imediatas na experiência autoiluminativa a que te entregas.

Considera os milênios de treva em que te envolveste e perceberás que a frágil claridade de esperança envolver-te-á aos poucos, nunca de uma só vez.

Preciso se faz que desbastes a densa escuridão com a densa claridade da oração em que os teus sentimentos participem da experiência mística, para que tenhas força para avançar com segurança pelo caminho traçado.

Aprende então a conviver com a prece, fazendo-a elemento nutriente para a alma, amiga constante das reflexões e companheira da solidão.

Sempre, quando oras, elevas-te mentalmente e penetras nas faixas mais sutis da vida, por onde transitam as vibrações de harmonia, de ordem, de equilíbrio.

Quando fizeres, e sentires as energias de que se constituem, te sentirás mais fortalecido para as tentativas futuros, robustecendo a confiança em Deus e aguardando-O, não em forma humana, mas como força íntima e alegria profunda para a dedicação total.

A Oração faz muita falta ao ser humano contemporâneo.

Tendo aprendido que orar é repetir palavras, algumas cabalísticas, não sabe expor ao Pai Todo Amor as suas necessidades, que devem ser precedidas do louvor pela vida, pelos valores de que se enriquece, para expressar melhor tudo o que lhe falta no momento e que torna-se-lhe indispensável à vida saudável.

Depois, não esquecer de agradecer, expressando as emoções deliciosas do instante de conúbio com a área psíquica transcendente onde sintonizou o pensamento.

A oração, é uma experiência vívida de comunhão com Aquele a Quem se dirige o pensamento, buscando a união mental, a identificação com a Sua sabedoria e misericórdia e não um ato mecânico de simplesmente repetir palavras.


Aos poucos, aprende-se o abandono do ego em favor do ser profundo que se é, esquecendo os caprichos e louvaminhas, substituídos pelas nobres aspirações de beleza, da paz, da entrega...

Será nessa conjuntura que torna-se positiva a contribuição gentil com o próximo de toda forma possível: desde a oferta de um copo com água fria, à doação de si mesmo, em benefício das suas aflições perturbadoras e desgastantes.

Nessa busca natural de servir, inundando-se das bênçãos da caridade real, o Espírito enche-se por perceber que a Presença faz-se suavemente no imo, espraiando-se por todo o ser que é, transformando-se em suave claridade na escuridão, apontando a direção de segurança para a Grande Luz.

A realização de qualquer empreendimento é feita com momentos de alegria e ´jubilo e outros de cansaço ou desalinho. O importante é não parar para examinar resultados, continuando fiel ao propósito inicial abraçado.

Cientistas e santos, artistas e mártires, filósofos idealistas e místicos, e as criaturas honestas e sinceras em geral, que abraçam experiências dignificadoras, todos experimentam a noite escura da alma, exatamente porque as suas são aspirações que transcendem o comum, o corriqueiro, o imediato da conjuntura material.

Mesmo Jesus, a fim de ensinar-nos como deve ser a entrega total a Deus, experimentou no Jardim das Oliveiras a Sua noite escura da alma, traído por um amigo, abandonado pelos demais, suando sangue e vivendo solidão, que Lhe precederam o momento sublime e incomparável da ressurreição gloriosa, poucos dias depois...

A noite escura da alma é o amanhecer do dia glorioso da imortalidade em triunfo.

   Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 14/0l/2018.

sábado, 6 de janeiro de 2018


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

A BENÇÃO DO PERDÃO

A harmonia Universal é resultado do equilíbrio entre tudo que existe no infinito das suas diferenças.

No macro ou no microcosmo, existe a ordem, embora, sob o olhar apressado de observador, apresente-se sob forma de caos. Esse caos visto é resultado da pobreza de quem o contempla.

No perfeito ajustamento das leis do universo, as diferenças são responsáveis pelo conjunto equilibrado, como ocorre numa orquestra formada por muitos instrumentos musicais seguindo a mesma partitura  regido por um sábio.

O Pai Amoroso é esse regente universal que criou tudo, tendo como regra básica a simetria.

Os seres humanos também são diferentes sob todos os aspectos: fisiológica, psicológica, e mentalmente, em consequência do processo de evolução em que todos se encontram. É natural, que tenham as mesmas dificuldades, paixões, aspirações e sofrimentos, variando de biotipologia e intensidade emocional.

Consequentemente, em qualquer tipo de relacionamento, sempre há desafios à fraternidade e à afeição, ao respeito e ao comportamento, abrindo espaço para os atritos, as desconfianças, as agressões, as inimizades...

Aqueles em faixas mais primárias do processo de desenvolvimento ético-moral não tendo ainda as energias necessárias  para o equilíbrio, caem em repetidas situações de agressividade e de desconsideração pelos outros.

Ainda sofrem as dificuldades vindas dos instintos, do egoísmo, no qual se protegem ou apoiam, para combater todos que, por um motivo qualquer, ou mesmo sem motivo, apresentam-se como antipáticos ou ocupam o lugar que acreditem lhes pertencer, embora sem condições.

Tornam-se, por isso, sérios adversários que se satisfazem em malsinar, agredir e criar dificuldades.

A verdadeira compreensão do seu estágio antropopsicológico permite que seja desculpado por aquele que se torna vítima indefesa.

Todos vivenciam dificuldades no propósito interior de transformação moral para melhor.

Superar os instintos e adotar a razão como norma de conduta, sem as exigências descabidas nem as negligencias convencionais, é importante razão para se viver em harmonia consigo mesmo, e, por extensão, com o seu próximo.

Somente através do autoconhecimento, dos exercícios de reflexão a respeito dos problemas existenciais, adquire-se o equilíbrio e o sentimento de amor capaz de desenvolver o perdão como norma de conduta em todos os momentos.

Quando se descobre em dificuldades para a superar as tendências negativas e perturbadoras, facilita a compreensão de que os outros também passam pela mesma situação de dificuldade. E daí vem a tolerância das deficiências alheias, desenvolvendo-se o sentimento de compaixão com as misérias humanas, caminho ainda difícil para a ascensão espiritual.


Esforça-te para não carregar o lixo mental do ressentimento, responsável por muitos males que infelicitam as pessoas rancorosas.

Quando se cultiva a mágoa, que dá lugar ao desejo de vingança, envenena-se, no falso pensamento de que esse tóxico irá matar o adversário, sendo por ele, porém, lentamente assassinado.

Somente o perdão incondicional dá a paz íntima, libertando o Espírito de todos os atavismos doentios ainda presentes no seu comportamento.

Figurativamente, todos trazemos no íntimo um cordeiro pacífico e gentil e um lobo feroz e devorador, que se espreitam, lutam e se defendem mutuamente, conforme as conjunturas, as situações, as circunstancias quando se encontram.

A vitória será sempre daquele que for mais bem alimentado pela mente e pelas emoções de quem os conduz.

Quando se pensa em perdão, vem logo à mente aquele de natureza teológica, tradicional, que como conquista de um passaporte para os céus.

A função do perdão é bem mais importante e de resultados mais imediatos, por ser fundamental na conquista e na preservação da saúde real.

Se achas difícil aplicar a benção do perdão em relação ao que te ocorre de desagradável, a quem te maldiz, entende como é mais complexo tornar-se melhor aquele que te cria embaraços e animosidades.

A primeira técnica para o perdão é fazer silêncio diante da acusação, não vitalizando o mal de que se reveste. No algodão do silencio morrem as agressões ou diminui o impacto e a ira do agressor.

O inimigo é alguém infeliz, que se sente desamparado, que conserva inteira a criança maltratada, fugindo sempre para a agressividade, a fim de esconder a sua insegurança.

O esforço pelo perdão não significa que as mágoas sejam submetidas ao impulso do bem, que as dores sejam desconhecidas, que todas as ofensas sejam  jogadas sob o tapete no inconsciente...

Se assim fizeres, estarás somente transferindo-as de campo emocional, gerando conflitos desnecessários.

Elas devem ser diluídas, compreendidas, superadas, como resultado das reflexões saudáveis em torno do próximo e da vida.

Também tu carregas muitas imperfeições morais que vens superando aos poucos, naturalmente contando também com a bondade dos outros que te dão a oportunidade de errar e corrigir-te, de cair e reerguer-te, de aprender desprendimento pessoal e solidariedade.

Não se vive no mundo sem enfrentamentos, que são excelentes oportunidades para se medir os valores morais íntimos, as conquistas mentais, as realizações pessoais.

Não estranhes, as pedradas durante as reencarnações.

Elas fazem parte dos mecanismos de desenvolvimento espiritual, auxiliando-te no avançar para o bem.


A grande lição do Calvário, além do testemunho do Mestre, foi o Seu brado de perdão, suplicando ao Pai misericórdia e compaixão para os que o matavam...

Jesus demonstrou ali, o Seu incomparável amor com todos, especialmente com aquelas criaturas que O perseguiam, encantadas pelos corrompidos interesses do imediatismo carnal.

Segue-Lhe pois o exemplo, e sejas tu aquele que vive a honra da graça do perdão a todos.  

   Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 06/0l/2018.

domingo, 31 de dezembro de 2017



“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”
TUA CONTRIBUIÇÃO

RECONHECES AS DIFICULDADES QUE crescem em todos os seguimentos da sociedade moderna, convidando à reflexão e ao equilíbrio.

Distúrbios de todo tipo invadem a Terra, arrebanhando as multidões sem valores morais elevados, que se permitem anestesiar pelas influencias doentias, intoxicando-se, alucinando-se.

Belas construções do amor, de um para outro momento ruem, reduzindo-se a escombros ameaçadores.

Pessoas idealistas que, em um momento, se dedicavam aos trabalhos do bem com entusiasmo, inesperadamente mudam de comportamento, apresentando-se perturbadas ou deprimidas, agressivas ou queixosas de todas as demais...

Núcleos de iluminação espiritual multiplicam-se e surgem líderes carismáticos atraindo grande numero de interessados, que logo se desencantam com as suas façanhas verbais ante os exemplos infelizes que se permitem no comportamento individual.

Vês o caminhar dos vencedores de um dia, rapidamente esquecidos e substituídos por outros mais audaciosos e impudicos, desaparecendo do cenário onde desempenharam papel de grandiosidade e foram quase deuses...

Porque segues Jesus com dedicação, és criticado pelos ociosos, que se permitem o luxo de ficar nos gabinetes censurando os que estão lutando no cotidiano, porque não se encoragem de enfrentar os combates corpo a corpo das necessidades evolutivas.

Se te cuidas, para não pareceres negligente ou irresponsável, és taxado de vaidoso e prepotente.

Se te apresentas com simplicidade, censuram-te e acusam-te de hipocrisia, porque a verdadeira humildade não está na aparência, mas no interior.

Já que continuas fiel ao compromisso que abraças desde quando o Senhor te chamou para o Seu serviço, ironizam-te, apodam-te de desfrutador e oportunista.

Como não dás importância aos seus atentados contra a tua honorabilidade, mais te detestam, porque desejariam que parasses, para que pudessem demonstrar que não era legítimo o teu devotamento.

Muitos companheiros esperavam e desejavam a tua desistência das lutas e obstáculos que te colocam à frente, mas, porque continuas destemido, caluniam-te e zombam da tua constância no bem.

Não se refere somente a ti, mas a todos que não se submetem aos seus padrões de exigências, aos valores que se atribuem, ao zelo hipócrita que se permitem pelo ideal que dizem abraçar.

Aqueles que já desencarnaram e hoje são elogiados, não ficaram livres das mesmas acusações que hoje lançam contra ti e outros mais, levando-os às lágrimas e à terrível solidão.

Eles não se abateram quando foram perseguidos e maltratados porque estavam servindo a Jesus sem o aplauso do mundo.

A competição da inveja é esclarecedora e sem qualquer honorabilidade.

Faz tudo para chamar a atenção sobre si, ainda que seja por envenenar aqueles a quem detesta.
Permanece assim, exatamente como estás...


Jesus não passou indene a esses fariseus que, no Seu tempo, eram da mesma forma pusilânimes, travestidos de honoráveis e preservadores da fé herdada de Moisés...

Segue em direção ao Calvário alegre, pois necessitas de esquecer-te de ti mesmo, para pensar, divulgar e viver Jesus.

Não temas já que somente após a crucificação, é que ressuscitarás em luz.

Os cristãos primitivos davam a vida pela honra de conhecer o Senhor a quem amavam.

Todos os sofrimentos imagináveis foram infligidos, e eles mantiveram-se alegres e fiéis.

A tua contribuição é o exemplo de coragem e de compaixão para com eles, que deves oferecer em qualquer situação.

Desse modo, alegra-te sempre quando fores mal interpretado por amigos ou companheiros de luta, permitindo-lhes a conduta infeliz e a ti exigindo sempre a transformação para melhor em toda e qualquer circunstancia.

A grande noite moral que se abate sobre a Terra foi anunciada por Jesus e confirmada por Allan Kardec, que a todos convidaram a refletir em torno da transitoriedade do período mais difícil.

Trabalha com entusiasmo, com equilíbrio e sem aflição, com a certeza de que cabe ao Senhor a tarefa que não podes realizar, mantendo-te nos limites das tuas forças e possibilidades. Mas não esqueças, da autoiluminação, durante o esforço de auxiliar o próximo e de construir uma nova mentalidade entre as criaturas humanas.

“Do que vale salvar o mundo e perder a alma?” – perguntou Jesus aos Seus discípulos, ensinando que o autoamor é  muito importante na execução da tarefa espiritual na Terra.

É fácil abraçar uma causa meritória por curto período de tempo. Mas, continuar, com fidelidade através dos anos até o fim da vida é mais difícil, constituindo desafio ser o mesmo no inverno dos testemunhos, na primavera dos sorrisos, no verão das realizações,  no outono dos desencantos...

Se cada servidor do evangelho se preocupasse em fazer bem a sua parte, seria mais fácil instalar o reino dos céus na Terra sofrida.

Portanto, não te alegres, ante o aplauso, que pode se transformar em pedradas, nem desanimes ante os apedrejamentos, que podem se transformar em futuras ofertas de flores de alegria...

Tudo passa com rapidez no mundo dos sentidos físicos, permanecendo somente o amor e o bem que se possa viver.

A tua hora é esta. Não foi ontem, nem  será amanhã.

Hoje é o teu dia de renovação e de construção da futura harmonia.

Continua capinando o teu jardim, dele arrancando as ervas más que medram com facilidade e plantando o trigo bom que se converterá em pão.

O Senhor espera por ti...

Não te detenhas pelo caminho em atodefesas, em autojustificações nem em recriminações.

A tua contribuição é o amor incessante na seara em que te movimentas ou mourejas.

   Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 31/l2/2017.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”
A SUBLIME CANÇÃO

Ouviste a melodia da sublime canção que vem, desde a dois mil anos, fixando nas mentes e nos corações a mensagem de libertação que o evangelho proporciona.

O doce canto de Jesus  conseguiu atravessar os tempos e continuar fascinando as vidas que se Lhe entregaram em total oferta, anelando por permanecer diante do seu autor.

Cada frase rica de luz penetra os sentimentos humanos e desencarcera-os das malhas grosseiras das trevas da ignorância multimilenar, ofertando liberdade e vida.

Os textos encantadores que falam de parábolas portadoras de incomparável conteúdo relatam os milagres operados pelo amor, encantando os seres que aspiram por beleza e anseiam pela plenitude da imortalidade.

São narrados com ternura e ouvidos com unção, abordando o sofrimento da ovelha perdida e do seu pastor, a angustia da mulher que também perdeu uma dracma, o padecimento do genitor abandonado pelo filho ingrato e o seu arrependimento, a generosidade do homem de Samaria que encontrou o judeu caído e deixado na estrada, a ansiedade das virgens loucas e a da tranquilidade das prudentes, o desgosto do rico perdulário e a harmonia do pobre Lázaro...

Jamais se haviam escutado canções como essas e acompanhado a modulação de voz do seu cantor como Ele o conseguiu fazer.

Por isso mesmo, toda essa musicalidade permaneceu insuperável, vencendo os séculos e enriquecendo-os de esperança e de harmonia, mesmo quando a noite medieval tentou obscurecer-lhe a encantadora magia.

Aqueles que ofertaram a própria vida ao ministério de permanecer ouvindo-as e vivenciando-lhes os delicados harpejos puderam resistir à opressão da loucura de cada época, à crueldade dos surdos em relação à verdade, entregando-se ao holocausto, cantando-as todas sob suplícios inenarráveis, ansiosos pelo momento de voltarem a ouvir o seu Cantor...

A sinfonia das bem-aventuranças permaneceu inconclusa, porque somente a poderiam completar aqueles que ultrapassassem os ritmos de cada canto na partitura existencial terrestre...E isso ocorreu, a partir do martirologio que escreveu na mesma página, que seriam ditosos aqueles que amassem até o sacrifício da própria existência...

E não foram poucos os poemas que nasceram entre as labaredas fumegantes que os devoraram, ou os punhais que lhes dilaceraram as carnes em forma de dentes dos animais selvagens ou dos instrumentos destrutivos habilmente manipulados por gladiadores insensíveis, a soldo da obsessão coletiva que tomou conta dos três primeiros séculos de expansão da musicalidade ímpar.

A glória da imortalidade apresentada na ressurreição do Mestre compositor transformou-se no conserto final da epopeia musical da Sua mensagem.

A canção continua ainda vibrando no ar da atualidade, modulada por incontáveis Espíritos que lhe sentem saudades e necessitam da sua harmonia a fim de prosseguirem na indumentária material.


Se te encontras desiludido e magoado com os desafios da existência corporal, para um pouco na corrida do desencanto a que te entregas e ouve a música sem par do evangelho de Jesus.

Se experimentas angustia profunda e estás a ponto de desistir da jornada, diante dos problemas e sofrimentos que te assinalam a marcha, permite-te um momento de reflexão ouvindo um trecho da sinfonia das bem-aventuranças.

Se sofres o apodo e a perseguição gratuita ou não dos adversários de ocasião, renova-te ao compasso rítmico das parábolas portadoras de profundos ensinamentos, que foram cantadas aos ouvidos dos tempos, a fim de alcançar-te hoje acústica da alma.

Se enfermidades atrozes roubam-te as energias e pensas que não disporás de forças para suportar o testemunho, acompanha mentalmente o ritmo do Cantor no horto das Oliveiras, naquela noite tenebrosa de traição e de infelizes golpes, iniciando a tragédia que culminou no Gólgota.

Se sentes solidão e abandono, caminhando em pleno deserto, evoca os formosos staccatos no grande concerto que o Mestre regia sempre diante da multidão em sofrimento, partindo depois para a reflexão e o encontro com o Pai, distante de todos, a sós, e em oração.

Se te sentes excluído do grupo social em que te movimentas como consequência da tua eleição espiritual, evoca a franze musical a respeito daqueles que devem perseverar até o fim, quando se encontrarão em paz.

Em qualquer situação, onde estejas e conforme te encontres, sob chuvas de desrespeitos e açoites de incompreensões, tropeçando e caindo, fixa o pensamento na mensagem que se faz refrão na canção incomum, quando se refere que no mundo somente teremos aflições...

Impregnado dos acordes maviosos, torna-te, por tua vez, um cantor, modesto que seja, ampliando a música da alegria de viver por toda parte, a fim de que outros que se encontram aturdidos e inquietos possam acalmar as ansiedades, renovar as expectativas de felicidade, avançando na direção da melodia que verte do Alto e é conduzida pelos músicos espirituais encarregados de mantê-la viva e pulsante na Terra sofrida destes dias difíceis.

Nunca te permitas a surdez e a indiferença ao sublime canto.

Aproveita o dia de luz enquanto transitas na roupagem carnal, contribuindo com o teu esforço em favor do  movimento sinfônico do evangelho restaurado pelos imortais, trazendo de volta o inolvidável Cantor.

Enxuga, portanto, o suor e as lágrimas, no lenço da alegria de viver, da oportunidade que desfrutas, e nunca te permitas o desfalecimento.

As dificuldades de hoje se tornarão os sorrisos de amanhã.

As expectativas de agora se converterão na realidade de logo mais.

O certo é que nunca mais alguém pôde como Ele cantar o reino dos céus e sua justiça, a conquista da felicidade e do bem-estar, conforme o fez.

Não te consideres deserdado do Seu amor, porque Ele te deixou a harmonia da mensagem para que te nutras com as suas vibrações, avançando, sorrindo e confiando, sem cessar, no grande final.

Lentamente, enquanto amanhece a era nova, o divino canto emociona o mundo sofrido e as vidas estioladas, enfraquecidas, fragilizadas, proporcionando-lhes renovação e estímulo para que prossigam todos os indivíduos no bom combate.

Onde quer que te apresentes, canta sempre a abertura da suave e doce canção: Paz seja convosco! E faze-te, por tua vez, também cantor da iluminação de todos os seres, pois que, para isso, estás convidado...    

   Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te. Trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 22/l2/2017.

sábado, 16 de dezembro de 2017



“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”
DIGNIDADE MORAL
Vivemos hoje, na Terra, o momento culminante da perda do senso moral a benefício da vulgaridade e do prazer enganoso.

Depois das visíveis conquistas da inteligência, o homem perde-se, não mais deslumbrado das glórias e expressões do macro e do microcosmo, mas nos estímulos perturbadores dos gozos passageiros, que gostaria de torna-los permanentes.

Luta-se, quase em loucura, para a conquista de recursos legais ou não, para participar-se do banquete do desperdício e da luxúria, da disputa entre os egos auto fascinados, utilizando-se de qualquer métodos que confiram a vitória, sem consideração pela ética do comportamento.

Nesse combate, existem exceções que  mantém as heranças ancestrais do dever e da dignidade moral, pagando o  tributo da zombaria dos frívolos e do desrespeito dos alucinados.

Parece predominar em conspiração generalizada contra a dignidade moral que é a base da sociedade próspera e feliz.

Os altos índices de corrupção nas diversas áreas de atividades públicas e privadas são assustadores, porém mais graves são a indiferença com que os extravagantes, depois de denunciados, continuam no convívio social criando leis e administrando os bens conseguidos de maneira indigna, como se fossem verdadeiros e honestos cidadãos.

Há momentos difíceis para discernir ente o certo e o errado, a desonra e a moralidade, ante o amontoado de justificativas para as condutas esdruxulas e incorretas que adquirem respeitabilidade, zombando dos princípios morais de todos os tempos.

O materialismo disfarçado em denominações religiosas que se satisfazem em trabalhar pelos valores da Terra em prejuízo dos do reino dos céus, conforme as sublimes propostas de Jesus, em nome de Quem esses pastores dizem estar a serviço.

As mensagens do mundo espiritual avolumam-se em convites honrosos a todos, para que despertem e alterem a compreensão dos fenômenos da vida, com comportamento compatível com a ordem e o progresso.

Estudos importantes e profundos em várias áreas do conhecimento psicológico e sociológico demonstram que o bem é bom para quem o pratica, e que a verdadeira conquista da saúde começa no pensamento equilibrado, exteriorizando-se como alegria e bem-estar, que superam as situações perturbadoras da caminhada evolutiva.

Nunca foram apresentados os excelentes resultados de pesquisas acadêmicas, demonstrando o alto significado do amor, da gratidão, do perdão, na construção do ser integral, como nestes dias conflitivos. Mas, o volume de convites ao erotismo e à violência sombreia as luzes libertadoras, gerando desconforto e tormento emocional.

Isso porque o ser humano que investiga se é possível a vida além da Terra não aprendeu ainda a viver no formoso planeta que o agasalha, servindo-lhe de escola de sublimação.

Indispensável e urgente é o investimento da dignidade em todos os comportamentos humanos.


Evita o tumulto das novidades perturbadoras.
Harmoniza-te, para que não sejas arrebatado pela ilusão de estar presente em todo lugar ao mesmo tempo, fruindo somente prazeres, possuindo os equipamentos mais recentes, logo  ultrapassados por outros mais complexos, mas incapazes, de proporcionar-te a harmonia interior.

Essa correria insensata para conquistar instrumentos de utilidade tecnológica e virtual esconde, a fuga psicológica do indivíduo que não se encoraja a viajar para dentro, buscando descobrir as raízes dos conflitos que o aturdem, escondendo-se sob a tirania das máquinas que lhe permitem comunicação com o mundo e todos quantos deseje, sem conseguirem a autorrealização no seu possuidor.

O encantamento pela posse, para estar atualizado, resulta dos medos internos, dos tormentos pessoais e da imaginação exacerbada pela propaganda muito bem dirigida, que embeleza as paixões morais, encobrindo a claridade da razão com as sombras dos gozos fugidios.

Ninguém pode viver em paz interior, sem a consciência do dever retamente cumprido. Após anestesiar-se a consciência por algum tempo, ela desperta, gerando culpa e necessidade de corrigenda por meio de punições.

Surgem, os mecanismos de fuga e de transferência que, por algum tempo, distraem o enfermo moral, abrindo espaço a falsas necessidades que se transformam em fantasia levando à drogadição, ao envenenamento pelos vícios sociais e espirituais de consequências lamentáveis.

O ser humano está destinado à gloria imortal. A sua é a fatalidade das excelsas bênçãos que o aguardam.

Diamante bruto, o Espírito, no seu processo de lapidação, necessita perder as anfractuosidades que o enfeiam, impedindo-o de refletir a beleza da luz.

Após o largo trajeto do instinto e o quase recente surgimento da razão e o do discernimento, predominam ainda nele os hábitos automáticos, os impulsos imediatistas, as heranças ancestrais...

A dignidade moral é um desafio que deve ser enfrentado e experienciado desde as experiências mais simples, para criar o condicionamento superior  que se transforma em conquista valiosa.

Só, com uma visão correta da imortalidade do Espírito é que se torna legítimo a contribuição da ação honorável, pois, sem a certeza da continuidade da vida, indispensável é usufruir agora de todos os bens que a vida proporciona, afogando-se no prazer do momento.

Por isso o espiritismo, como filosofia exemplar, oferece o concurso da iluminação interior, explicando o por quê da vida, sua finalidade, sua origem e sua culminância...

Sem esse extraordinário contributo, bom negócio fariam os maus, procedendo irregularmente, como dizia Platão, ante a ideia de que tudo logo mais seria consumido... mal negócio, porém, para esses, dizia com sabedoria o grande filosofo, tendo em vista que a vida continua além da disjunção molecular pelo fenômeno inevitável da morte ou desencarnação.

Desde que travaste contato com o Mestre de Nazaré com as Suas lições de imortalidade e vida, nunca te apartes da dignidade pessoal, que se encontra nas páginas do Seu evangelho, comprometendo-te com a verdade dos seus ensinos, para que vivas em harmonia e, ao libertar-te do corpo sigas em paz e alegria.

A dignidade é tesouro ainda pouco conhecido, mas, possuindo, as imensas fortunas da honradez e do alto significado existencial a que todos os seres estão destinados.

Em qualquer situação de difícil comportamento em que te encontres, pergunta-te como Jesus agiria se fosse com Ele, e faz como concluas que Ele o faria sempre com dignidade moral.

   Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te, trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 16/l2/2017.