domingo, 3 de dezembro de 2017


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”
 LUTAS ABENÇOADAS

CONSIDERA O PROCESSO DA EVOLUÇÃO MORAL E espiritual  de emergência, e dá prioridade em todas as ações que te sejam possíveis aplicar.

A luta, como esforço bem dirigido, é  vacina eficaz em relação à paralisia e a morte dos ideais de nobreza.

Entende-se luta como confronto, debate verbal ou enfrentamento corporal, que traz desgraça, derrota, dividindo grupos e os degradando. Sendo essa, a luta perversa, filha do egoísmo, que se expressa, através dos instintos asselvajados que insistem em permanecer na natureza humana.

Mas a luta do cotidiano tem por objetivo desenvolver os valores adormecidos, enriquecendo o ser espiritual, quando sabe comportar-se nos desafios e dificuldades.

Quando se abraça um ideal elevado, se chama a atenção, especialmente a atenção dos ociosos, e daqueles que ainda se satisfazem na prática do mal ou na indiferença, criando dificuldades ao crescimento ético e cultural do indivíduo, e, da sociedade.

São travadas fortes lutas que partem dos que se encontram nos desvios da evolução, tentando manter a situação degradante em que se satisfazem.

A obstinação saudável do idealista o faz sofrer as incompreensões e a malquerença predominante, que não desistem.

É preciso, que o esforço no trabalho não diminua nem a coragem enfraqueça, abrindo espaço para que os maus dominem e tornem-se pedra de tropeço, dificultando a conquista dos altiplanos da vida.

Nada de positivo se faz sem esforço e  sacrifício como recurso inadiável.

Todos que abraçam uma causa nobre está marcado para pagar o preço da audácia de sonhar com o mundo melhor, de anelar a felicidade geral, de entregar-se na construção da harmonia social.

A luta é inevitável. O ideal é a firmeza da conduta do lutador, que não deve temer diante das circunstancias nem usar os mesmos recursos dos que se opõem ao trabalho superior.

Os conteúdos que são a sua aspiração à plenitude dão-lhe resistência moral e força para continuar entusiasmado, sem diminuir a intensidade da dedicação a que se entrega.

Por isso o bem, que sempre vem de Deus, é vitorioso em todas as propostas  apresentadas à sociedade. Enfrenta dificuldades, é certo, que fazem parte do processo, demonstrando a alta qualidade que o constitui.

Todos que se entregaram às obras de elevação espiritual da humanidade foram convidados ao combate sem trégua, em ambos os planos da vida.

Dessa forma, não te surpreendas quando não compreendido, quando insultado e acusado ou ferido nos mais nobres sentimentos que te encantam a vida.

Reserva-te a consciência lúcida do dever, e luta!

Vive-se na Terra o momento da grande transição planetária.

As forças do bem enfrentam os exércitos do mal, em luta cruel e perversa.

É preciso que os servidores de Jesus revistam-se de misericórdia e de compaixão, para que não sejam arrastados pelas redes da perversidade, da ironia, da astúcia e da calúnia...

O egoísmo predominante luta para não ceder ao sentimento de amor que prevalecerá sobre todas as situações infelizes.

A presunção e a soberba encontram-se em combate, não abrindo espaço para o altruísmo.

É preciso que a coragem aprenda a calar e a esperar, perseverando no compromisso com a verdade.

Onde estão os tiranos, os déspotas, os governantes sádicos e cruéis de todos os tempos, que arrasaram cidades, ceifaram vidas incontáveis e ambicionaram pelo poder que detiveram por um pouco, logo  subtraídos pela morte, quando antes a grande maioria experimentou a baixeza, a vergonha, o ódio que espalharam?

Todos voltaram ao país da consciência responsável e retornaram ao  palco terrestre em sérias expiações...

O triunfo do mal é como a vitória de Pirro, passageira, mas o bem é uma perene luz, a tudo sustentando e conduzindo ao sublime fanal.

Os vaidosos, ricos de autodeslumbramento, atribuindo-se valores que não possuem, desfrutando do trabalho de todos que os antecederam e dizendo serem os seus autores...

Não te perturbes com a sua empáfia, perseverando no dever simples e reto, porque as tuas lutas em favor da causa edificante da imortalidade do Espírito pelos caminhos complexos das reencarnações bem-sucedidas são abençoadas.

A maior vitória daquele que lutador é a sua consciência de paz, e a certeza de que se encontra no desempenho da tarefa a que se afeiçoou, convidada por Aquele que nunca desprezou o serviço, mesmo quando ultrajado, perseguido, caluniado, traído e entregue aos Seus inimigos...

Colherás bênçãos no combate a que te entregas, após as lutas, porque terás o exemplo dos muitos que te anteciparam e os numerosos que estão chegando para darem prosseguimento ao serviço em realização.

Nunca sintonizes com esses lutadores de ilusão e da mentira, traidores e ingratos.

Provocado, sorri, e continua fazendo o melhor de tua parte, porque o realizas para Aquele que constitui guia divino.

Ninguém alcança os altos cimos sem os tropeços e pedras das baixadas. Mas é, nessas regiões inferiores que o terreno se encontra adubado, para que os lírios e as rosas enriqueçam a natureza com perfume.

Eleva-te sempre, não pares em detalhes com os quais se satisfazem os discutidores inúteis, os presunçosos vãos.

Ouviste o chamado, disseste que estás presente no campo, agora segue sem nenhuma reserva.


Nunca tanta necessidade de amor e de compaixão na Terra como nestes dias.

Nunca tanta luta, apesar das extraordinárias conquistas intelectuais que se multiplicam cada momento.

Como também, nunca antes houve tanto combate covarde e vergonhoso como nestes dias, ao mesmo tempo com aquelas de redenção, de iluminação, de valorização da vida, de construção do novo mundo.

Luta e ama, serve e passa.
Jesus espera-te ao fim da luta abençoada.

   Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te, trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 03/l2/2017.

sábado, 18 de novembro de 2017

“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”
CEGUEIRA ESPIRITUAL

A CEGUEIRA, DO PONTO DE VISTA ORGANICO, É A falta da visão, mantendo aquele que a sofre na escuridão em torno de tudo quanto se passa em sua volta.

Prova especial ou expiação necessária ao processo de desenvolvimento, quando, na criatura humana, contribuindo para o melhor entendimento da existência.

Por se originar no esquema da lei de causa e efeito, constitui drama interior doloroso, permitindo a alguns espíritos resignados conquistar a iluminação pessoal, não se tornando, motivo de desgraça ou de infelicidade. Pelo contrário, muitos superam, trabalhando  em benefício próprio graças aos inestimáveis serviços que faz.

Dos exemplos mais importantes destacamos o da extraordinária americana Hellen Keller, que se tornou uma verdadeira missionária do bem, da sabedoria e do amor, apesar dos limites da visão, da audição e da fala...

Um outro exemplo é do admirável missionário cego Louis Braille, que inventou, em Paris, no ano de 1827, o alfabeto com sinais acessíveis ao tato, que permite a leitura, tornando-se um instrumento extraordinário para estudos e compreensão do mundo, especialmente para os invidentes.

Muitos, se revoltam e se desencantam, recolhem-se em solidão ou se desesperam, sem entenderem  a importância da experiência enriquecedora que vivenciam, propiciada pelas soberanas leis da vida.

Apesar dos grandes avanços da ciência e da tecnologia, ainda não se conseguiu  arrancar da cegueira aqueles que sofrem, com pouquissimas exceções.

Mas Jesus, o sublime psicoterapeuta da humanidade, muitas vezes convidado a socorrer esses aflitos, conhecendo-lhes as causas geradoras do impedimento, abriu-lhes os olhos, proporcionando-lhes a oportunidade de recuperação da claridade luminosa da visão.

São comoventes as cenas em que os pacientes recuperados expressam sua alegria e demonstram o poder de que era dotado o Senhor.

Às expressões de alegria, o encantamento pela oportunidade de conseguirem ver, envolvendo-se na beleza da paisagem e do mundo externo.

Mesmo assim não faltaram os opositores para dizerem que era magia, interferência demoníaca, como se, o mal pudesse proporcionar os mesmos benefícios.

Um deles, após recuperado, não resistindo a maldade dos fariseus disse:

- Se foi Satanás quem me curou, não sei. Só sei é que eu era cego e agora vejo...

Outros, também foram liberados, alguns vitimas de subjugações espirituais perversas, entoaram seu canto de louvor ao Mestre, agradecendo a dádiva de serem beneficiados.


Há também uma cegueira cruel, mais dolorosa do que a falta da visão orgânica. Trata-se da visão espiritual, em que muitos seres rebeldes debatem-se.

Aqueles que não aceitam a interferência de Jesus nas vidas em reparação constituem os protótipos específicos dos cegos morais e espirituais que abundam na sociedade terrestre.

Nada obstante a declaração dos que haviam conquistado a visão, pois que nasceram cegos, os sofredores buscavam explicações mágicas para negar a grandeza da realidade da vida, aferrados aos órgãos dos sentidos.

Não desejavam encontrar o significado elevado da existência corporal, tudo reduzindo a corpo celular de passageira ou frágil duração.

Permanecem ainda hoje esses portadores da cegueira espiritual que se satisfazem em negar tudo que não lhes convém aceitar, porque, se assim agissem, teriam que alterar completamente o comportamento moral, adotando novos métodos existenciais de comportamento.

Estão sempre em busca de provas, como se todas as demonstrações dos séculos, das pesquisas honestas de mulheres e homens de grande importância nas várias ciências, examinando cuidadosamente os fenômenos mediúnicos, de nada valessem.

Somente a sua experiência parece ter significado e respeitabilidade, o que não passa de gracejo e pobreza intelectual.

O Espírito é o ser imortal que transita pelas diversas romagens carnais, rumando na direção da conquista superior da plenitude.

As dificuldades encontradas durante o período carnal são resultados da observância das leis da vida, estabelecidas como processo metodológico para o crescimento interior, que devem ser cumpridas fielmente.

Apesar de alguns insucessos no desenvolvimento de valores éticos e morais, a benção da oportunidade sempre ressurge, permitindo a conquista do conhecimento libertador e da experiência iluminativa pelo exercício da paciência, da resignação, da coragem, e da perseverança nos objetivos superiores.

Não se estranhe que esses cegos espirituais estejam sempre equipados dos instrumentos da dúvida, do escárnio, da agressividade contra aqueles que já encontraram o rumo da paz e entregam-se por inteiro à construção da verdadeira solidariedade que deve viger entre todas as criaturas no planeta terrestre.

Frustrados interiormente e magoados com a vida, exibem a mascara da ironia sempre que convidados à reflexão, evitando os comprometimentos com a mudança interior e renovação inadiável.

Alguns são falantes, parecendo ilustrados, usando expressões complicadas para enganar os ingênuos e parecerem superiores a todos.

Diversos apresentam-se em postura emocional acima do bem e do mal, caracterizados por falsa eloquência, mantendo-se distantes do seu próximo, que sempre se consideram inferior, evitando-lhe o contágio, que ignoram e lhes seriam benéfico...

Não lhes dê o valor que se atribuem nem temas sua arrogância infantil.

São como balões que flutuam e estouram a qualquer contato com delicados objetos perfurantes, eliminando a presunção de que estão cheios.

Continua na ação do bem, apoiado ao ideal de fraternidade, confiando nas bênçãos do porvir, desde hoje vinculado ao dever.


Jesus nunca lhes deu maior importância.

Por eles perseguido, acusado, injustamente censurado, deixava-os, cegos que eram conduzindo outros cegos do mesmo gênero, enquanto Ele espalhava a luz da esperança e do bem, deixando pegadas seguras apontando o rumo da real felicidade.

Avança, fiel ao compromisso abraçado de amar e servir, certo de que, hoje ou mais tarde, da mesma forma que aconteceu contigo, também eles terão a oportunidade de ver o esplendor da luz da verdade e de confessarem:
- O que sei, é que éramos cegos e agora vemos...  



   Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te, trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 18/l1/2017.

domingo, 12 de novembro de 2017

“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”
RESGUARDA-TE NA SERENIDADE

VIVEM-SE, NA TERRA, DIAS DE AFLIÇÃO CONTÍNUA, como efeito  das grandes ocorrências perturbadoras que afetam quase todas as criaturas humanas.

O contínuo desrespeito às divinas leis, a desagregação da família, as espetaculares fugas psicológicas mediante os vícios da drogadição, do alcoolismo, do tabagismo, refletem-se na indiferença em relação à vida e à natureza, dando lugar aos  transtornos de comportamento, à violência, à agressividade, à indiferença pelos valores éticos quando não são desconsiderados.
O bem proceder parte das conquistas intelecto morais do ser em evolução cede lugar ao bizarro, ao diferente, demonstrando desarmonia interior, chamando atenção pelo esdruxulo e pelo abandono de si mesmo...

Provocações de todo tipo fazem a paisagem humana sem princípios que dizem respeito aos demais, como se a vida só servisse para atender aos caprichos dos que se perderam  nas condutas estranhas.

Quase tudo e todos são descartáveis,  dispensáveis, após o uso.

O utilitarismo e as buscas pelo prazer exaustivo ocupam o lugar dos compromissos com a vida, que não deve ser usada apenas com essa finalidade, trazendo objetivos psicológicos profundos, com vistas na imortalidade do Espírito e a sua transitoriedade enquanto na carne.

A soberba e o despotismo ocupam os espaços da brandura e da compaixão, da solidariedade e do sentimento fraterno, como se a Terra fosse um campo de batalha contínua em que os aparentemente fortes e poderosos a tudo dominassem e submetessem.

A ilusão do tempo que transforma tudo, ou consome, entorpece a compreensão das novas gerações que vem herdando os distúrbios e as frustrações dos seus antepassados, dando a impressão de que a doença, os dissabores, a velhice e a morte são aspectos da vida para os outros, nunca para eles...

Usam todos os mecanismos para driblar a realidade, consumindo tempo numa cópia falsa de juventude artificial e instrumentos de vitalização, como se a máquina orgânica não tivesse seus limites e suas dificuldades. As heranças do passado espiritual de cada um não são consideradas, apoiando-se, esses equivocados, nas manipulações do materialismo e do consumismo a que se entregam.

Parece não ter mais lugar para a seriedade e a consideração pelos elevados compromissos existenciais, barateados pelo suborno, pela desonestidade e pela equivocação das massas trabalhadas pelos equivocadores de opinião, a merce, também, dos mesmos instrumentos de projeção do ego e das fantasias existenciais.

Perguntaria:

- para onde vai a sociedade contemporânea que acha ter alcançado o patamar da cultura, da tecnologia, do conhecimento, mas se encontra sem os   significados da dignidade, do auto amor, confundido com vaidade e violência?

Vivemos, dias desafiadores para todos que querem construir uma sociedade mais feliz e menos turbulenta, porque parece não ter espaço para a sensatez, a serenidade, o equilíbrio moral.
Mas nunca, tivemos tempo tão favorável para viver os postulados  propostos e vividos por Jesus, no que diz respeito ao amor em todas as suas faces e manifestações.

Espíritos de escol também encontram-se reencarnados para demonstrar que a vida é uma dádiva especial de Deus às Suas criaturas, cuja fatalidade é a plenitude.

Por mais difíceis os mecanismos existências e triunfem a insensatez e o desamor, o seu é um tempo breve, porque logo serão devorados pelo tempo, cedendo lugar à nova ordem de significados que se expressam através das virtudes que dignificam o Espírito e o auxiliam no seu desenvolvimento moral.

É natural, que se encontrem em combate os trabalhadores do bem e os mensageiros da desordem, da ufania e da ignorância, numa luta não declarada, mas manifesta.

A tua serenidade diante do infortúnio, das provocações de todo tipo, darão a medida do comportamento para que triunfem as propostas de misericórdia e de compaixão com esses enfermos espirituais dos dois planos da vida, que se constituem, pedra de tropeço ao progresso e à chegada do reino dos céus.
Não te intimidem as artimanhas dos hipócritas e dos adversários da luz, nem te deixes seduzir pelas suas fantasias coloridas e festivas.

Pouco te importem as acusações de que estás ultrapassado, és de conduta ortodoxa, um fracassado que se esconde na fé religiosa...

Não esquecendo que a tua tarefa é a de compreender e não de ser compreendido, de ajudar e menos de ser ajudado, não te permitindo a intoxicação fluídica dos transtornos que aturdem aos infelizes, sendo jovial e sereno em todas as situações.

Também irás contar com os que te acusarão de covardia moral, de  desrespeito, porque ainda acreditam que  revidar é demonstrar coragem, quando na realidade se trata é de sintonia com as ondas da perversidade e do desalinho emocional.

Administra a tua vida com calma, para que possas fruir experiências emocionais enriquecedoras, tornando-te um exemplo de alegria de viver, caso te encontres aureolado pelas bênçãos do êxito ou pelos testemunhos dos sofrimentos.

Que nada altere o teu comportamento de verdadeiro cristão, porque o mal por si mesmo se aniquila, da mesma forma que o bem cada vez mais esplende triunfante comandando as vidas entregues ao amor.

Candidataste-te ao ministério da fraternidade e deves demonstrar que esse compromisso é com a verdade e não com as questões momentâneas prazerosas, atraentes, mas com os deveres que permitem o desenvolvimento intelecto-moral e favorecem a verdadeira harmonia interior.

O triunfo do verdadeiro vencedor não é contra as criaturas dele necessitadas, mas sobre as heranças negativas que lhe dormem no imo e são ardilosas e contínuas.

Se queres a vitória, vence as inclinações negativas e te deixa levar pela serenidade.

Jesus é sempre o modelo e guia para a humanidade.

Criticado acidamente por conviver com os infelizes, ignorado pelos prepotentes e desconsiderado pelos iludidos nas paixões servis, perseguido pelo farisaísmo e pela hipocrisia religiosa do Seu tempo, sempre esteve sereno e incomparável, demonstrando a força do amor que o inundava.

Mesmo negado por um amigo e por outro traído, considerou-os débeis e humanos, buscando-os com ternura, para que reparassem os prejuízos que causaram a si mesmos  e recomeçassem a tarefa da autoiluminação.

...E foi serenamente que retornou aos amigos desorientados, inaugurando a era sublime do Espírito imortal.  


   Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te, trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 12/l1/2017.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”
ENFERMIDADE DA ALMA

Gravame perigoso nos relacionamentos humanos é a intriga.

Perversa, é como a erva daninha e traiçoeira que cresce no jardim das amizades, criando desconforto e agressividade.

A intriga é enfermidade da alma que se alastra na sociedade, tornando-se inimiga dos bons costumes.

O intrigante é alguém infeliz e invejoso que projeta os seus conflitos onde se encontra, alegrando-se com os embaraços que desenvolve no meio social.

Como o cupim sorrateiro, que destrói sem ser vista, até quando as resistências fragilizadas de suas vitimas rompem-se, levando ao caos, à destruição.

O insensato muitas vezes não tem noção do poder maléfico da intriga, permitindo-se a manifestação verbal ou gráfica, por faltar a responsabilidade ou até por desvio psicológico.

Apenas da referencia sobre alguém ou algum acontecimento falso criado pela imaginação enferma, surge a rede das informações infelizes que ferem as vidas que lhes são o alvo infeliz.

Ninguém, na Terra, encontra-se indene à difamação das pessoas espiritualmente enfermas,  e muitos, quando são atingidos pelas flechas das narrações deturpadas, permitem-se sucumbir, abandonando os propósitos superiores em que se fixavam, sem ânimo para o prosseguimento nos ideais abraçados.

Infelizmente a intriga espalha-se  facilmente na maioria dos grupos sociais, religiosos, familiares, políticos, de todos os tipos, por alguns dos seus membros encontrarem-se em desarmonia interior.

Todo o esforço deve ser feito na busca da vitória sobre a intriga.

Cabe aos devotados ao bem não darem ouvidos à intriga disfarçada de maledicência, de censura em relação ao outro ausente, aplicando o antídoto do silencio nesse barulho da maldade.

Se o intrigante cuidasse do próprio comportamento, perceberia o que precisa corrigir em si mesmo, em vez de projetar no próximo o mal infeccioso.

Toda censura acusatória é filha da crueldade  transformada em intriga.

São célebres as intrigas das cortes, em que os ociosos e inúteis se satisfaziam em construir fortes redes que asfixiavam as melhores expressões do trabalho que, mesmo imperfeito ou necessitado de melhorar-se, produziam o bem...

Nada se constrói ou se faz sem o exercício, que no início os enganos tem vez.

As realizações mais importantes resultam de tentativas pequenos ou incertos.

O intrigante, sempre ativo e vigilante, porque traiçoeiro, se apropria da mínima falha que observa em qualquer projeto para investir furioso e destruidor.

Jesus referiu-se com firmeza àquele que vê o argueiro no olho do próximo, apesar da trave pesada que se encontra no seu.

Sê tu, aquele que adota a complacência, que compreende o limite e a dificuldade do outro.

Fala, quando a tua boca possa cantar o bem de que está cheio o teu coração.

A palavra anunciada torna-te servo, mas a que  silencia faz-se dela senhor.

Não estás convidado para vigiar o próximo, mas para conviver e trabalhar com ele.

Tocado pelo amor, sede bondoso nas tuas considerações em relação às outras pessoas com  quem convives ou não.

Torna-te a criatura gentil por quem todos desejam,  sempre estando às ordens dos mensageiros da luz para o serviço da fraternidade e da construção do bem no mundo.

A palavra tem grande poder, tanto para estimular, conduzir à plenitude, ou para gerar sofrimento, destruição e amargura...

Guerras terríveis, representando a inferioridade humana, surgiram de pequenas intrigas, que se tornaram ameaças terríveis...

Tratados de paz e de união também são frutos do acordo pela parlamentação e graças às decisão de alto porte.

Tende cuidado com o que falas, a respeito do que ouves, vês ou participas. Serás responsável pelo efeito das expressões que externes, pelo seu conteúdo.

Chamado a servir na seara de Jesus, fica vigilante em relação a essa enfermidade contagiante: a intriga!

Tentado, em algum momento, a acusar, a criar situações danosas, resiste e cala, dando ao tempo a tarefa que lhe cabe.

Isso não é conivência com o erro, mas interrupção da corrente prejudicial mantida pela intriga. É também a decisão de não vitalizar o mal, mantendo-te em paz, sustentado pela irrestrita confiança em Deus, na realização da tarefa abraçada, seja ela qual for.

A intriga apresenta-se de forma sutil ou atrevidamente, produzindo choques emocionais que se transformam em dores nas suas vítimas.

Allan Kardec, o nobre mensageiro do Senhor, preocupado com o seu comportamento, e o dos indivíduos, buscando caminho seguro para evitar a intriga e outros desvios no convívio social, perguntou aos guias espirituais, na questão 886, de O livro dos Espíritos:
- Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

E eles responderam com sabedoria:
“ Benevolência para com todos, indulgencia para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

Nessa resposta luminosa encontra-se todo um tratado de ética para o bem viver, ser feliz e contribuir para a alegria de todos.

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te, trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 03/l1/2017.

domingo, 29 de outubro de 2017



“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”
SENTIMENTOS PERVERSOS

Entre os remanescentes do processo evolutivo, no indivíduo estão presentes, os sentimentos do ódio e da vingança, como herança doentia das experiências no passado.

Talvez vindos dos mecanismos de defesa da vida, tornam-se algozes, portadores da violência, que deveria ter ficado nos dias do ontem...

Comprovando o primarismo ainda do Espírito, são emoções perversas que devem ser combatidas com a compaixão e o esquecimento.

O ódio conduz energia destrutiva que  no começo perturba aquele que o cultiva, acabando por transformá-lo em sua vítima preferencial.

A ele (ódio) devem-se muitos distúrbios de variada complexidade, como problemas digestivos, no fígado, nas funções cardíacas, nas emoções, contribuindo para situações penosas produzindo ali o mal estar pessoal.

O ódio é emanação doentia da herança destrutiva presente na natureza humana.

Se demorado, transforma-se numa prisão estreita e asfixiante que esmaga o ser, apresentando-lhe a saída falsa pela porta da vingança, onde vinga-se daquele que lhe motivou a reação asselvajada...

A irracionalidade do ódio mostra-se na ilusão da prepotência, filha  do egoísmo que não se permite  contestação...

A semente do ódio fecunda facilmente no terreno das emoções em desconserto.

Toda a ira acumulada que se equipa de energias vigorosas para o revide desgasta a maquina orgânica de quem a experimenta, destrambelhando as  engrenagens internas.

Querendo entender, aqueles que se sente incompreendido ou vitimas do outro, entender-se-ia que isso acontece porque o opositor está infeliz, vivenciando conflitos psicológicos, ou por outras dificuldades, e que ele merece mais a compaixão do que o ressentimento...

Porém a mudança da atitude mental, não se permitindo os caprichos infantis da aceitação por todos contribui para a não instalação do desequilíbrio com a força da cólera.

Agindo dessa maneira, torna-se mais viável viver em paz, mesmo quando no entorno ocorrem situações perturbadoras.

Assim também acontece com os sentimentos morais.

Muitos males que para a sociedade, que vem dos indivíduos, originam-se no cultivo do ódio, que se torna irracional, cruel, e leva à alienação.

Na Terra, ocorrem crimes perversos que são gestados no ódio, covardemente cultivados desde a infância ou noutros períodos da vida.

O desejo de vingança queima também os delicados mecanismos psíquicos e emocionais.

Transformando-se numa monoideia, porque as aspirações passam a girar em torno da sua doentia programação, e quando a atinge percebe a sua inutilidade e o seu prejuízo, porque o sentido existencial desaparece, trazendo uma amarga frustração.

Esses sentimentos perversos – ódio e vingança – devem ser trabalhados e diluídos, abrindo espaço para as emoções positivas da piedade e do perdão vindos do amor.


O mundo, a grande escola, tem sido o campo experimental para o exercício dos sentimentos nobres, que dão vida, que estimulam a vida que trabalham em favor da vida.

No turbilhão das suas ocorrências, felizes são aqueles que atravessam as aflições fitando e avançando para os montes da sublimação que devem ser alcançados.

Não houvesse desafios e choques, e nenhum sentido existiria na vida da carne.

Enquanto o ódio e a vingança armam as criaturas umas contra as outras, a compaixão e a misericórdia permitem que se amem umas às outras.

As guerras perversas e o terrorismo cruel nascem do ódio que se desenvolve na cultura dos preconceitos, do despeito, da inveja, dos conflitos de inferioridade que se transformam em carrascos obstinados da sociedade.

Trata-se do predomínio da natureza animal sobre as conquistas de natureza espiritual que deveriam viger na fase da razão e do discernimento do ser, em processo de libertação das faixas primárias.

Continuam, mas, e somente se destroem, porque a sua é a saga do infortunio e da violência.

Enquanto isso, o amor silenciosamente dulcifica as vidas que se lhe entregam, descobrindo no sacrifício a meta abençoada a ser alcançada.

O antídoto aos sentimentos doentios é o amor no seu elenco de expressões, como a amizade, a ternura, a bondade, o espírito solidário, a afeição profunda, que são capazes de conduzir ao holocausto pela preservação da harmonia e do bem na  Terra.

Como o lírio alvinitente flutuando perfumado acima do charco, torna-se o objetivo essencial da existência humana.

No ser humano brilha a sublime centelha de Deus, que deve ser mantida com a afetividade superior.

Quando aumenta a sua potencia, derrama bênçãos em volta, apagando a sombra teimosa do primitivismo ancestral.

Por isso, recordando a interrogação profética, Jesus lembrou-nos:
- Não foi dito que sois deuses?


Tudo conspirava, naquele cenário de perversidade e criminalidade acompanhados pelo ódio e pela vingança contra Ele.

A baixeza armara os odientos que buscavam vingança em relação ao Seu amor.

Todos quase O abandonaram, receosos e abatidos, e Ele viu-se a sós, mas com Deus, e aparentemente vencido pelos malfeitores da humanidade, no instante extremo, com inexcedível amor, exclamou:

_ Perdoai-os, meu Pai, pois que eles não saem o que fazem.

A partir daquele momento, o ódio e a vingança passaram a abrir espaço ao amor e ao perdão, que um dia triunfarão no ser humano, tornando-o realmente feliz.

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te, trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 28/l0/2017.

sábado, 21 de outubro de 2017



“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

QUESTÃO DE ÓTICA

NORMALMENTE INFELICIDADE refere-se a todo acontecimento de desequilíbrio, que altera o programa como se fosse o mais importante, criando embaraço e mal-estar...

Ocorrências como, pobreza, solidão, perda de objetos, perda de relacionamentos, desencarnação, doenças em seres queridos, doenças pessoais, dificuldades para a autorização social são considerados infortúnios que ferem profundamente as vidas humanas.

Se, nós terrestres compreendêssemos o sentido profundo e significativo da reencarnação, bendiria esses desafios que levam a reflexões positivas, pois se transformam em bênçãos, logo que passe, não sendo a felicidade, o prazer, a fortuna, o destaque na comunidade, o aplauso e o encantamento pelo acumulo de recursos que trazem comodidade e bem-estar. Estomago saciado, cofres cheios, casa luxuosa nem sempre trazem a harmonia do Espírito, que independe das coisas exteriores.

Muitos pensam em conquistar a felicidade pessoal, infelicitando os outros: latrocínios, infâmias, suborno, exploração, desvio de verbas governamentais que poderiam proporcionar a dignificação das massas, a edificação de hospitais, de escolas, de creches, a criação de organizações de beneficência, de cooperativas, fechando-se cárceres e penitenciárias, iludidos de que, sendo poderosos, conseguem anestesiar a consciência...

Filosofia perversa a do egoísmo, que leva o ser humano a transformar-se em lobo do seu irmão, devorando-lhe as carnes da alma.

Tal tipo de conduta estimula a corrupção da sociedade, a perversão de jovens iludidos pelo canto de sereia da mídia devoradora, abrindo espaço para a violência, os crimes hediondos, os comportamentos agressivos desagregadores da vida.

Bendito, o sofrimento bem compreendido e aceito, porque ele contribui para a libertação do Espírito de todos os enganos que o mantém na retaguarda do progresso.

Felicidade, é uma consequência, constitui na conquista da consciência em paz, que decorre dos pensamentos retos, das verbalizações corretas e das ações dignificantes.

A Terra ainda não alcançou o nível de paraíso. É uma escola formosa que hospeda aprendizes que passam pelas experiências iniciais de autoiluminação.

O sofrimento é mestre silencioso que ensina a conquista dos valores transcendentes que produzem a harmonia, auxiliando na conquista dos altos cimos.

A perfuratriz que atravessa diferentes camadas do solo, passando pelo granito rígido e pela areia acessível, permite que jorrem o petróleo e a agua que são indispensáveis, respectivamente, ao progresso da sociedade e à vida em suas múltiplas  manifestações.

A serra elétrica, em poucas horas, abate a árvore secular para transformá-la em abrigo, em mobiliário, em utilidades diversas, necessárias à humanidade.

A pedra alcançou a sua estrutura, atravessando milhões de anos para consolidar-se, e lentamente sofre o desgaste do leito do rio que se apoia nela ou da carícia dos ventos que a derruem...

A pepita de ouro dilui-se sob as altas temperaturas para amoldar-se a outras formas.

A força de atração universal transforma a poeira das estrelas em galáxias cintilantes no cosmo.

Tudo experimenta transformações e mudanças sob a ação de situações varias.

A alegria de um dia desaparece ante as lágrimas do outro.
O encantamento de um instante, e a decepção noutra oportunidade.

Afetos e paixões arrebatadores de uma hora transforma-se em ódios e perversidades mais tarde.

Nesses graves acontecimentos tudo se aprimora, para alcançar a meta para a qual foi programado.

O que se busca como felicidade numa fase da vida, transforma-se em  desencanto muitas vezes.

A relatividade da vida terrena é responsável pelos acontecimentos de vária ordem, que vem da pedagogia experimental da evolução espiritual.

Por isso a felicidade, buscada sob determinadas condições não estruturada na ética moral, é apenas resultado de uma visão distorcida.

O mundo pede vitória imediata, pelo acúmulo de coisas, mas a vida propõe amadurecimento emocional e renuncia constante, trabalhando o metal interno do ser.

Assim sendo, para no caminho do desespero e recompõe as paisagens íntimas, as considerações atormentadas e os atos irrefletidos.

Pensar e confere o que pensas com os fatos e perceberás que podes ser feliz, embora o que te acontece ou o que supões te faltar.

Por difícil te pareça, não há na Terra ninguém em regime de exceção, desfrutando privilégios. Tudo obedece ao plano divino a que se manifesta na lei de amor.

Compreende o teu dever de amar e servir, passando adiante.

Crê e prossegue.
Confia e espera.
A chuva da misericórdia divina cairá sobre ti, após o incêndio que te devora no momento.

Quem poderia supor sequer que Jesus, todo amor, depois de alterar a história pelas palavras sublimes e pelos atos de abnegação, seria traído por um amigo, negado por outro e abandonado por quase todos a quem beneficiara?

No entanto, Seus lábios não se abriram nenhuma vez em queixa ou reclamação, censura ou admoestação.

Pelo contrário, perseverou fiel ao ministério, e quando falou foi para pedir ao Pai que perdoasse os perseguidores por não saberem o que estavam fazendo.

Guardadas as proporções, faze o mesmo.

Logo depois, Ele ressuscitou em resplendorosa madrugada de luz, permanecendo sublime até hoje.

Tu também ressuscitarás em dia radiante cantando hosanas e gratidão a Ele.


Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te, trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 21/l0/2017.

sábado, 14 de outubro de 2017


“GRAVITANDO EM TORNO DE DEUS”

ASSIM PASSA
Sócrates, o eminente discípulo de Anaxágoras e nobre mestre de Platão, através de sofismas bem elaborados, trouxe para a filosofia o comportamento ético-moral.
Graças as suas magnificas lições, foi possível ampliar o pensamento filosófico, ensejando a possibilidade de uma existência feliz, quando respeitados os valores que elevam o ser e o distinguem do bruto, do pessimista, do hedonista ou do simplesmente atormentado pelos conflitos psicológicos.

Com base na imortalidade da alma, ele permitiu que se entendessem as questões e os enigmas antigos e atuais do seu tempo, esclarecendo quem é o ser humano, de onde vem, para onde vai e por que sofre...

Apoiando-se em reflexões profundas a respeito da vida, após exercer algumas profissões que não preencheram o seu mundo íntimo, compreendeu que a sua ascendência influenciava fortemente a sua maneira de ser transcendente...

Seu pai, Sofrônico, excelente escultor,  destacou-se nessa arte, que ele também aprendeu, mas não a exerceu. Mais tarde, ele concluiu que também era um escultor, porque arrancava a alma da argamassa externa e a embelezava com o conhecimento, dando-lhe brilho e oferecendo-lhe a grandeza da sabedoria.

Sua mãe, Fenaréta, era parteira, e ele percebeu que ela era responsável por trazer vidas a existência terrena, lutando para que sobrevivessem a genitora e o nascituro, descobrindo-se,  também nessa condição de alguma forma, por mostrar, esforçar-se para... levar o conhecimento àqueles prisioneiros da ignorância, orientando-os na vida que lhes oferecia com segurança.

Com esse raciocínio elevado, apresentou a sua maiêutica, que se caracteriza com as mesmas condições propiciadas pela parteira, fazendo parir todas as criaturas, iniciando-as na busca das verdades eternas, dos princípios morais essenciais à felicidade.

Lutou obstinadamente pela verdade, entregando-se em totalidade.

Avançou, através das etapas da existência, iluminando consciências, tendo sempre na mente a fatalidade da morte com o seu caráter libertador.

Denunciado por Mileto, Anito e Licons, por corromper a juventude e negar a autoridade dos deuses pátrios, foi levado a julgamento e evitou defender-se, tendo em vista a sua existência grandiosa.

Foi condenado à morte e manteve o conceito oferecido pelo oráculo de Delfos para a sua existência: Conhece-te a ti mesmo...

Recusou a liberdade proposta pelo seu discípulo Críton, que o convidou a escapar do cárcere, graças ao suborno do guarda que cuidava do seu cativeiro, escolhendo a desencarnação digna à existência covarde e fugaz...

Sorveu a cicuta em paz e recomendou que pagassem a dívida de um galo a Asclépio (ou Esculápio), o deus da medicina...

Assim passa a jornada humana, por mais se alongue na direção do tempo sempre imutável.

Diz-se, que o tempo passa... apesar da  sua inexorabilidade, todos e tudo atravessam-no enquanto ele fica inalterado...

Se estás na juventude da viagem humana, valoriza a oportunidade, conquistando conhecimentos e esforçando para que no futuro não lamentes nem te arrependas tardiamente das ações praticadas no passado.

Se estás na fase adulta, observa as mudanças que ocorrem no teu organismo e transforma as experiências em tesouros que te tragam sabedoria para bem viveres, seja em qual situação se te apresente.

Se alcanças a longevidade, aplica o que armazenastes em conhecimentos e vivencias edificantes, de modo que os teus sejam dias de harmonia e de ação dirigidos para a plenitude.

Poucos querem alcançar a idade avançada, mas também não desejam desencarnar, o que é um paradoxo. O problema, não é viver pouco ou muito no corpo, mas bem viver o tempo que lhe seja permitido...

Passam as horas de alegria na juventude, assim como as de expectativas dolorosas.
Que tenhas a lucidez de aprender cada lição que possa ser diretriz e segurança no amanhã.

Cada período da vida traz características próprias que devem ser valorizadas, tirando delas os mais uteis aprendizados.

Muitas vezes, a velhice é marcada pelo desgaste orgânico, pelos distúrbios emocionais e pelos transtornos profundos da mente... Mas quase sempre, representa a forma equivocada ou não decorrentes de encarnações anteriores.

Por isso da mesma forma que se pensa na previdência econômica para o período mais difícil, não se deve esquecer da de natureza imortalista, que é a preparação do futuro espiritual, cultivando pensamentos saudáveis e em atividades enobrecedoras.

Iludido na enfibratura carnal, o Espirito retarda a autoiluminação, olvida os deveres mais importantes, deixando-se envenenar pelas fixações sofredoras e pelas condutas extravagantes.

É natural que, na idade avançada, os frutos dessa sementeira infeliz sejam amargos, quando não tóxicos...

Mesmo assim, depois, as mudanças que se impõem ao corpo, a degeneração dos tecidos e os desejos insaciáveis sejam devastadores.

Vive, de maneira que o conhece-te a ti mesmo que, em todas as épocas da vida, preserves a sabedoria, a paz e o amor.

Iluminando a ética-moral de Sócrates, neste mundo relativo, em que tudo assim passa, o Mestre Jesus propôs o amor que se transforma em benção de caridade, plenificando o ser humano para sempre.

O conhecimento, o amor, e a caridade são portanto valores que nunca passam ficando como sabedoria espiritual para a glória do ser na conquista da sua imortalidade vitoriosa.

Texto de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, no livro, Ilumina-te, trabalhado e editado por Adáuria Azevedo Farias. 14/l0/2017.